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O primeiro amor certamente é um grande acontecimento para vida de muita gente. E há quem, após muitos anos, ainda sinta alguma coisa por aquele primeiro ser humano que lhe despertou um interesse diferente do habitual… Se você já não sabe onde anda esta primeira pessoa que fez seu coração palpitar pela primeira vez, não seria legal poder ter uma empresa que lhe ajudasse a encontrá-la? Talvez sim, talvez não.

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Contudo, na comédia romântica “Finding Mr. Destiny”, dirigida por Jang Yoo-jeong, lançada em 2010, podemos desfrutar das aventuras de Han Gi-Joon (Gong Yoo), um típico neurótico, que deseja fazer tudo do jeito certo e de forma perfeita, que abre uma empresa com este objetivo. Antes disso, ele trabalhava em uma agencia de turismo, no entanto seu péssimo hábito de ser honesto, preocupado e profissional demais para o cargo que lhe é confiado, vender pacotes de viagens, faz com que seja demitido.

Fosse no Brasil, ou na Indonésia, ou na França, ele jamais deixava de avisar seus clientes dos perigos que podem ocorrer com violência urbana, tsunamis e terrorismo, ao ponto de fazer com que o cliente desistisse da viagem.

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O “certinho” Han Gi-Joon (Gong Yoo).

Sem novas perspectivas de emprego, ele resolve abrir um negócio próprio: uma empresa que se encarrega de encontrar o primeiro amor das pessoas. Sua primeira cliente é uma mulher chamada Seo Ji-Woo (Lim Soo-Jung), cujo pai Seo Dae-Ryun (Cheon Ho-Jin) está muito preocupado com o destino da filha solteirona. Ela é produtora de um musical, que até hoje não consegue esquecer sua viagem à Índia, onde conheceu seu primeiro amor verdadeiro, Kim Jong-Ok.

Seo Ji-Woo (Lim Soo-Jung).
Seo Ji-Woo (Lim Soo-Jung).

Assim, após refutar diversas vezes o trabalho de Han Gi-Joon, este a confronta de tal forma que a faz unir-se a ele na busca que os levará a percorrer toda a Coreia, no intuito de encontrar o primeiro amor dela. Contudo, no processo, Han Gi-Joon aos poucos se apaixona por sua cliente especial…

Este foi o primeiro filme da diretora, sendo ainda uma adaptação do musical de sucesso escrito também por ela em 2006. Apesar de não apresentar algo inusitado, “Finding Mr. Destiny” reúne todos os elementos padrões de uma boa comédia romântica para um domingo à tarde. É fofa, divertida em diversos momentos e apresenta o romance entre duas personalidades completamente diferentes, que em diversas ocasiões seria muito difícil de acontecer na vida real.

O papel de um nerd, ingênuo, viciado no trabalho, com uma obsessiva compulsão por ordem, segurança e higiene cai como uma luva para Gong Yoo, que, em algumas entrevistas, já demonstrou apresentar alguns traços em comum com seu personagem. Lim Soo-Jung é extremamente convincente realizando o oposto: uma heroína desgrenhada, temperamental, que apresenta a incapacidade de terminar ou começar algo substancial em sua vida amorosa e profissional, mas que parece mais aberta a novas experiências e aproveitar a vida de forma mais leve, desfrutando da melhor forma o que dela possa vir.

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São estas as características que chamam a atenção de Han Gi-Joon, em especial quando nossa heroína é levada a substituir a estrela do musical Soo-Kyung (Jeon Su-Kyeong) em uma das apresentações, uma atitude ousada o bastante para impressionar o nervoso Han. A interpretação e algumas passagens do roteiro são as partes de ouro do enredo, tornando a trama envolvente e que também possibilita, de forma descontraída, percebermos que às vezes nos encontramos tão submersos em nosso dia-a-dia, presos a nossa forma de fazer as coisas, ao passado, aos amores que já se foram, que acabamos por impedir que nossa vida possa respirar novos ares e encontrar novos caminhos importante para nossa evolução, fazendo até com que possamos descobrir algo diferente em nossa personalidade.

Gong Yoo também encarna o antigo namorado da protagonista.
Gong Yoo também encarna o antigo namorado da protagonista.

Talvez a maior evidência desta constatação está na figura do ator Gong Yoo, que no filme atua tanto como o nerd Han Gi-Joon, como o antigo namorado Kim de Seo, em flashback da história, quando eles se encontraram na Índia. Uma possível analogia da dificuldade que a moça tem de abrir-se a novos amores na sua vida? Ou seria a vontade calada de Han de querer namorar alguém tão diferente e, portanto, “nada seguro” para ele? De uma forma, ou de outra é possível compreender com esta comédia a máxima de que muitas vezes a chegada de alguém que é completamente diferente daquilo que estamos habituados, que nos incomoda e nos desafia, pode ser a solução para sairmos do marasmo e recomeçarmos.


Disclaimer: As opiniões expressas em matérias traduzidas ou em colunas específicas pertencem aos autores orignais e não refletem necessariamente a opinião do KOREAPOST.




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