Compartilhe

A eleição presidencial sul-coreana, inicialmente prevista para 20 de dezembro deste ano, foi antecipada devido ao impeachment da ex-presidente Park Geun-hye e ocorrerá dia 9 de maio. O primeiro-ministro Hwang Kyo-ahn sucedeu a Park como presidente em exercício, mas indicou que não se candidataria. Na foto da capa, da esquerda para a direita, estão os candidatos: Sim Sang-jung, Hong Joon-pyo, Yoo Seung-min, Moon Jae-in e Ahn Cheol-soo.

Em termos de segurança e defesa nacional, Moon Jae-in, do Partido Democrata, sublinhou o seu apoio às sanções contra Pyongyang e a forte aliança militar com os Estados Unidos alegando que quaisquer diferenças com a política dos EUA poderiam ser tratadas através de canais diplomáticos construtivos. Para Moon, é preciso discutir e cooperar com os EUA, mas também expressar a opinião sul-coreana em relação aos temas abordados.

Moon Jae-in, candidato do Partido Democrata.
Moon Jae-in, candidato presidencial do Partido Democrata.

O segundo principal candidato, Ahn Cheol-soo, do Partido Popular, busca uma diplomacia mediadora com os EUA e China a fim de resolver pacificamente as tensões na península coreana. Para ele, é preciso evitar a guerra e ser o principal ator nas situações que determinam o destino da Coreia do Sul.

grht
Ahn Cheol-soo, candidato presidencial do Partido Popular.

 

Mike Pence, vice-presidente dos EUA, em recente visita à Coreia do Sul alegou que o regime norte-coreano deve desmantelar o seu programa nuclear de forma incondicional já que os acordos anteriores de incentivos econômicos foram descumpridos. Os candidatos, liberais e conservadores, concordam que a China deve aumentar a pressão sobre a Coreia do Norte, mas divergem quanto ao propósito do aumento das sanções e os seus desdobramentos.

Enquanto Ahn apoia a implantação do sistema de defesa THAAD e se opõe às manobras chinesas na tentativa de pressionar a Coreia do Sul a cancelar a implantação do sistema, Moon é criticado por sua postura acerca do THAAD, alegando querer adiar a implantação do sistema de defesa norte-americano. Mas no debate, Moon disse que usaria a ameaça de desdobramento do THAAD para pressionar a China a conter a Coreia do Norte.

Moon Jae-in afirma que um ataque unilateral e preventivo dos EUA sem o consentimento da Coreia do Sul seria inaceitável, que usaria alguns canais para pedir ao Norte de se abster de qualquer provocação que pudesse servir de subterfúgio para um ataque preventivo e cooperaria com a China. Ahn Cheol-soo afirma que diria a Trump que não deve haver uma guerra, pediria a Xi Jinping para exercer pressão sobre a Coreia do Norte e pediria à Coreia do Norte para que parasse com as provocações militares. Hong Joon-pyo declara que o mais importante seria evitar um ataque preventivo, e Sim Sang-jung diz que em hipótese alguma deve haver ação militar na Península Coreana.

Já houve controvérsia sobre candidatos mudando suas posições acerca do THAAD. Hong e Yoo, que vêm perdendo eleitores conservadores para Ahn, o atacaram por repentinamente mudar de oposição para apoiar a implantação do THAAD para conquistar os eleitores conservadores. Ahn alegou que sua posição não havia mudado recentemente, mas desde o início do ano em decorrência dos últimos acontecimentos na região. Hong já chegou a dizer que Moon deveria ser “um esquerdista pró-Coreia do Norte por pensar em visitar o Norte da Coreia quando a segurança nacional está em perigo”, mas quando perguntado se não visitaria o Norte caso isso pudesse resolver a questão nuclear alegou que ambas as possibilidades estão abertas (apoiar ou opor, implantar ou cancelar).

O Korea Herald disponibilizou uma tabela com os cinco candidatos e suas posições em quatro importantes questões:

Fonte: Korea Herald
Fonte: Korea Herald

Com menos de três semanas antes da eleição presidencial da Coréia do Sul, pesquisas recentes mostram que a corrida está se apertando. Anteriormente, Moon Jae-in, do Partido Democrata,  tinha uma liderança considerável; Mas, agora ele está correndo bem próximo de Ahn Cheol-soo do Partido Popular. A questão da Coreia do Norte continuará em voga, ainda mais com a recente especulação de outro míssil por volta do dia 25 de abril, data do 85º aniversário da fundação do Exército Popular da Coreia, o que pressiona ainda mais os candidatos pelas suas diretrizes e planos estratégicos para o país e a região.


Disclaimer: As opiniões expressas em matérias traduzidas ou em colunas específicas pertencem aos autores orignais e não refletem necessariamente a opinião do KOREAPOST.




DEIXE UM COMENTÁRIO