Compartilhe

Nesta semana, a Coreia do Sul propôs negociações militares e humanitárias à Coreia do Norte para os dias 21 de julho e 01 de agosto, as quais dependem da aprovação de Pyongyang e servirão como um teste para a política de diálogo do presidente Moon Jae-in.

Em maio do ano passado, Kim Jong-un também havia proposto um diálogo intercoreano, mas a iniciativa foi rejeitada pelo Sul por descrença de legítima vontade e real interesse e condição de desnuclearização do Norte como primeiro passo para a retomada das negociações. Ainda, o Norte passou a recusar qualquer tentativa de diálogo com o Sul até que as 12 garçonetes que recentemente desertaram para o Sul retornassem à Pyongyang.

Caso a reunião aconteça, será o primeiro diálogo militar desde 2014 e a tentativa de aliviar as tensões ao longo da DMZ e organizar o retorno das reuniões entre familiares do Norte e do Sul separadas pela Guerra da Coreia, as quais foram encerradas em 2015.

Nas palavras do ministro da Unificação, Cho Myoung-gyon, responsável por assuntos relacionados à Coreia do Norte: “Pyongyang deve responder às nossas propostas sinceras, se realmente procura a paz na Península da Coreia“.

A União Europeia ofereceu suporte aos esforços sul-coreanos para negociar com a Coreia do Norte, mas também considera sanções mais duras contra Pyongyang após o primeiro teste de mísseis balísticos intercontinentais. Já nos EUA, Trump – após tentar persuadir a China a intervir ativa e fortemente para frear o programa nuclear norte-coreano – ameaçou lidar unilateralmente com a Coreia do Norte, reforçou a presença naval e o envio de ativos militares norte-americanos à Península, continua enfatizando a pressão sobre o diálogo e requer novas sanções para bancos chineses e empresas que fazem negócios com Pyongyang.

Trata-se de um momento crítico e oportuno para ambas as Coreias. Ainda que o Norte mantenha a posição de não desistir do desenvolvimento de seu programa nuclear, Pyongyang deveria aceitar a iniciativa sul-coreana, principalmente, tendo em vista os princípios de nenhuma política hostil contra o Norte, nenhuma intenção de ataque, nenhum desejo de mudança de regime ou colapso e nenhum plano de unificação por absorção anunciados pelo presidente Moon Jae-in durante a sua visita em Washington.

A Coreia do Norte também deve assumir uma postura assertiva para o futuro, a atual posição do presidente Moon é favorável ao Norte, inclusive para a melhoria das relações entre Pyongyang e Washington. Em contrapartida, o presidente Moon tem o grande desafio de lidar com os últimos 25 anos de fracasso das negociações diplomáticas com a Coreia do Norte.


Disclaimer: As opiniões expressas em matérias traduzidas ou em colunas específicas pertencem aos autores orignais e não refletem necessariamente a opinião do KOREAPOST.




DEIXE UM COMENTÁRIO