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No dia 7 de março, a República da Coreia e os Estados Unidos iniciaram os seus maiores exercícios militares conjuntos concentrados no ataque à República Popular Democrática da Coreia (Coreia do Norte), na implantação rápida de ativos estratégicos militares norte-americanos e em ataques cirúrgicos contra as instalações nucleares do país. O Comando das Nações Unidas (UNC) informou ao Exército Popular da Coreia do Norte, através da sua missão de Panmunjom, sobre os exercícios militares vigentes. Além disso, o Comando de Supervisão das Nações Neutras (NNSC), composto por Polônia, Suécia, Suíça e Tchecoslováquia, irá monitorar os exercícios a fim de garantir que as tropas militares não transgridam o Acordo de Armistício de 1953, em vigor entre as Coreias.

O exercício anual Key Resolve é um treinamento computadorizado conduzido pelo Comando das Forças Combinadas (CFC) e destaca o uso da estratégia 4D: detectar, defender, perturbar e destruir, o qual incluiu em seu treinamento o OPLAN 5015, um plano de guerra conjunto (ROK-US) de preparação de ataques preventivos e cirúrgicos contra a Coreia do Norte e suas armas de destruição em massa.

Exercício Key Resolve
Exercício Key Resolve

O exercício Foal Eagle, que ocorrerá até 30 de abril, é uma série de ações conjuntas de campo em terra, ar, mar e operações especiais, sendo um dos maiores exercícios conjuntos ROK-US não só em termos de tropas, mas de equipamentos, suprimentos e armas utilizadas.

USS John C. Stennis, navio aeródromo de propulsão nuclear da Marinha dos EUA (Base naval de Busan, Coreia do Sul) .
USS John C. Stennis, navio aeródromo de propulsão nuclear da Marinha dos EUA (Base naval de Busan, Coreia do Sul).

No dia 13 de março, o USS John C. Stennis, navio aeródromo de propulsão nuclear da classe Nimitz da Marinha dos EUA, chegou à Busan, principal cidade portuária sul-coreana onde fica também a nova sede da USFK (braço da Marinha norte-americana para a Coreia), a fim de participar dos exercícios.

Fuzileiros navais dos EUA à esquerda e fuzileiros navais da República da Coreia à direita com faixas azuis, em Pohang, Coreia do Sul.
Fuzileiros navais dos EUA à esquerda e fuzileiros navais da República da Coreia à direita com faixas azuis, em Pohang, Coreia do Sul.

O Ssang Yong 16, exercício anfíbio conjunto bienal que reforça a interoperabilidade de Seul e Washington em ações militares complexas, objetiva o treinamento de ataque às defesas de praias norte-coreanas, operações de voo e exercícios de plataforma cruzada. O exercício também conta com a participação da Austrália e da Nova Zelândia e pode servir como uma resposta às contingências em toda a região Ásia-Pacífico.

Enquanto a Coreia do Norte adverte um “ataque nuclear preventivo da justiça” em retaliação, a USFK ressalta o compromisso dos EUA para com a defesa da Coreia do Sul e da estabilidade regional. Em contrapartida, o chanceler chinês Wang Yi declara que a China observa os exercícios militares em grande escala com preocupação e esclarece que irá fornecer assistência à segurança em caso de eclosão de conflito na península coreana.

[ Trecho da apresentação ministrada por mim ao Núcleo de Avaliação da Conjuntura da Escola de Guerra Naval. ]


Disclaimer: As opiniões expressas em matérias traduzidas ou em colunas específicas pertencem aos autores orignais e não refletem necessariamente a opinião do KOREAPOST.




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