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Trata-se da maior falência da história naval comercial já conhecida. Sendo a maior companhia de transporte marítimo da Coreia do Sul e a sétima mundial, a Hanjin Shipping tem 230 filiais em 60 países, era responsável por operar cerca de 60 serviços regulares e transportar mais de 100 milhões de toneladas de carga por ano e já controlou 2,9% do tráfego marítimo mundial de mercadorias.

Em abril, a Hanjin já havia solicitado a reestruturação de sua dívida, a fim de evitar um processo formal de insolvência. No dia 31 de agosto, a Hanjin solicitou a proteção contra falência no Tribunal Distrital Central de Seul para congelar seus ativos após a perda do apoio de seus bancos no dia anterior.

Ocorre que portos e outras empresas estão exigindo pagamentos em atraso e pagamentos antecipados para, a partir daí, fornecerem serviços aos navios Hanjin. Inclusive, diversos navios da Hanjin foram apreendidos pelos credores ou os terminais se recusam a descarregar a carga por medo de que não sejam pagos. Pelo menos 4 navios já foram retidos pelos credores e há dezenas de outros bloqueados em águas internacionais.

As dificuldades financeiras da Hanjin Shipping são atribuídas à uma crise em curso na indústria do transporte marítimo. A Korean Air Lines, maior acionista da Hanjin Shipping, aprovou no dia 10 de setembro um plano condicional para fornecer um empréstimo de 60 bilhões de won.

Para recuperar bens a bordo de navios na costa da Califórnia, a Samsung recorreu à justiça. Para a Samsung, os custos serão maiores se não recuperar a mercadoria a tempo do Natal, importante época de vendas do final do ano.

O anúncio do pedido formal de falência da Hanjin, com uma dívida de cerca de 5,5 bilhões de dólares, deixou o mercado global apreensivo. A Hanjin era, até então, a sétima maior empresa do mercado mundial do setor.

Por causa de sua dívida, alguns navios Hanjin foram impedidos de entrar em portos e descarregar suas mercadorias, deixando milhares de marinheiros encalhados no meio do mar. Cerca de 3 mil marinheiros, principalmente da Coreia do Sul, Filipinas e Indonésia, foram afetados pelo colapso.

Autoridades sul-coreanas estão fazendo diligências para tentar garantir a liberdade de movimentação dos navios da Hanjin. A Hyundai Merchant Marine se prepara para entrar na corrida pelos ativos da Hanjin, após as negociações de fusão entre as companhias serem descartadas.

Outra preocupação é em relação à probabilidade de elevar os custos de frete de contêineres nas principais rotas da Ásia. A Maersk Line, maior empresa de transporte de contêineres do mundo, já observa um aumento nas taxas de frete. Embarcadores com cargas nos navios da Hanjin estão dispostos a arcar com o valor da liberação dos contêineres, já que os atrasos nas liberações de mercadorias podem gerar outras despesas e prejudicar as cadeias produtivas, principalmente quanto às cargas perecíveis.


Disclaimer: As opiniões expressas em matérias traduzidas ou em colunas específicas pertencem aos autores orignais e não refletem necessariamente a opinião do KOREAPOST.




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