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Com quase 500 km de comprimento, o rio Han nasce na Coreia do Norte, flui para a Coreia do Sul e deságua no Mar Amarelo. Já tendo servido como rota de comércio para a China, o rio Han vem se tornando mais um palco de conflitos marítimos na região da península coreana. O estuário do rio Han, localizado no sudoeste da DMZ está sendo alvo da crescente pesca ilegal chinesa devido à riqueza natural na região.
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Recentemente, a Coreia do Sul realizou uma operação militar para expulsar barcos de pesca chineses ilegais em águas próximas à fronteira marítima intercoreana. A operação foi autorizada pelo Comando das Nações Unidas, o qual rege a zona onde a pesca é proibida. Além do constante conflito em águas intercoreanas, o desentendimento entre China e Coreia do Sul tem aumentado, sobretudo em relação à pesca ilegal na região e a nova base naval sul-coreana na ilha de Jeju. De acordo com o Ministério de Oceanos e Pescas da Coreia do Sul, em 2015, a Coreia do Sul apreendeu 600 navios chineses por pesca ilegal na região.

Barcos chineses apreendidos em águas coreanas.
Barcos chineses apreendidos em águas coreanas.

De acordo com o Korea Times, a Inteligência Nacional da Coreia do Sul afirma que a Coreia do Norte vendeu direitos de pesca em suas águas à China por 30 milhões de dólares. Ainda, de acordo com o jornal, o governo sul-coreano decidiu instalar 80 novos recifes artificiais perto da fronteira do Mar Amarelo com a Coreia do Norte para ajudar a combater a pesca ilegal por barcos chineses, a um custo de cerca de 7 milhões de dólares.

“Quando os nossos navios de pesca estão no intervalo, navios de pesca chineses estão levando todos os nossos peixes”, afirma Kim Jong-hee, capitão de um dos navios que ajudaram na apreensão dos barcos chineses de pesca ilegal.

A região é um rico pesqueiro que foi deixado praticamente intocado desde o fim da Guerra da Coreia (1950-1953). Ainda que o Ministério das Relações Exteriores da China tenha prometido cooperar com a Coreia do Sul para parar a pesca ilegal chinesa na região e educar os seus pescadores sobre as leis marítimas internacionais, o Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul deve manter a vigilância na região e realizar novas reuniões até o fim deste ano de forma a constatar as contramedidas chinesas prometidas.


Disclaimer: As opiniões expressas em matérias traduzidas ou em colunas específicas pertencem aos autores orignais e não refletem necessariamente a opinião do KOREAPOST.




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