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Diante do aumento das tensões relacionadas à questão da segurança que estão ocorrendo em torno da península coreana, após o lançamento de mísseis da Coreia do Norte e a realização de um teste nuclear pelo país, uma “maratona da paz” foi realizada na fronteira nordeste do condado de Cheorwon.

Cerca de 5.000 participantes, incluindo 400 estrangeiros, correram pela paz durante a 14ª Maratona Internacional de Paz da Zona Desmilitarizada (ZDC) de Cheorwon, composta por quatro partes – o percurso completo (42.195 km), meio percurso (21.097 km), 10 km e 5 km. Participaram do evento o embaixador australiano na Coreia James Choi e o chefe da Câmara de Comércio Finlandesa Heikki Ranta.

O Embaixador Australiano na Coreia, James Choi foi uma das presenças ilustres da corrida.
O Embaixador Australiano na Coreia, James Choi foi uma das presenças ilustres da corrida. Foto: Koreatimes

Joel Kimaru Keiyo do Quênia e Ryu Seung-wha da Coreia do Sul ganharam o percurso completo para homens e mulheres, respectivamente.

Ryu ganhou a maratona ZDC pela terceira vez consecutiva. Ela disse que estava “feliz em ganhar a corrida que visa promover a paz” na península coreana. Ryu participou na maratona com o marido, Lee Ji-won, que terminou em quinto lugar na corrida de 5 km. “Meu marido e eu vamos correr enquanto ainda temos saúde“, disse ela.

Cerca de 5.000 participantes, incluindo 400 estrangeiros, participaram da 14ª Maratona Internacional da Paz da DMZ de Cheorwon. A corrida é co-organizada pela província de Cheorwon e o Hankook Ilbo, o jornal irmão do The Korea Times. Foto: Korea Times
Cerca de 5.000 participantes, incluindo 400 estrangeiros, participaram da 14ª Maratona Internacional da Paz da DMZ de Cheorwon. A corrida é co-organizada pelo condado de Cheorwon e o Hankook Ilbo, o jornal irmão do The Korea Times. Foto: Korea Times

A maratona ZDC é conhecida pelo seu percurso cênico, histórico e cultural. A rota do norte da Coreia do Sul, impulsiona uma sensação de tranquilidade com sua paisagem única, a começar com os campos de arroz que se estendem sobre Cheorwon, que abriga a principal produção do cereal, o templo de Dopiansa, de 1.000 anos de idade, estabelecido pelo grande monge Doseon e as Cataratas de Jiktang. A maratona da ZDC deu aos participantes uma pequena amostra da zona militar, extremamente fortificada, que permanece com o acesso proibido  aos civis durante o resto do ano.

Os corredores passam por um edifício que costumava ser um escritório do partido comunista da Coreia do Norte, em Cheorwon, Província de Gangwon. Foto: Koreatimes.
Os corredores passam por um edifício que costumava ser um escritório do partido comunista da Coreia do Norte, em Cheorwon, Província de Gangwon. Foto: Koreatimes.

A Zona do Triângulo de Ferro, perto do Pavilhão de Goseokjeong, exibe registros históricos da Batalha do Triângulo, uma iniciativa militar prolongada durante a Guerra da Coreia e mostra a sombria realidade quanto à segurança de um país dividido.

A maratona ZDC deste ano foi especial para vários participantes. Para o veterano corredor Won Wan-sik, esta foi a 1000ª maratona de percurso completo que ele terminou. O cidadão de 60 anos tornou-se o sexto coreano a completar 1.000 maratonas. Won descreveu a corrida como “um auto desafio”, cujo objetivo é apenas superar a si mesmo e disse que tentou não se abalar por ser sua corrida de aniversário.

Antes da maratona, Won terminou uma corrida de percurso completo, realizada perto do Lago Baikal, na região sul da Sibéria, na Rússia, no início deste mês. Ele se tornou um maratonista em 2004 e terminou um percurso completo pela primeira vez no ano seguinte. Ele acredita ter renascido como um homem de ferro. No ano passado, ele completou 150 maratonas. A distância total que ele correu nos últimos 13 anos é de 42.100 km.

Lim Seon-bin, 84, foi o corredor mais velho a se juntar à maratona. Ele acredita que as corridas são verdadeiras “parcerias de vida” e disse que conseguiu manter-se saudável graças a sua participação nestes eventos esportivos. Lim completou 5 km.


Disclaimer: As opiniões expressas em matérias traduzidas ou em colunas específicas pertencem aos autores orignais e não refletem necessariamente a opinião do KOREAPOST.




ImagensPexels
FonteKoreatimes
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Alessandra Scangarelli
Alessandra Scangarelli Brites, 31 anos, gaúcha, roteirista, produtora, jornalista, tradutora e pesquisadora. Hoje objetiva realizar projetos e estudos que estabelecem a conexão entre as Relações Internacionais e o Cinema. Adora a produção cinematográfica e a literatura coreana. Formada em jornalismo pela PUCRS; concluiu especialização em Política Internacional também na mesma universidade. É mestre em Estudos Estratégicos Internacionais pela UFRGS. Especializou-se na área da política externa da Rússia e da China, além das relações estabelecidas entre o grupo BRICS.

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