Este e o próximo artigos serão super interessantes: falarei sobre casamentos na comunidade coreana! Inclusive falarei sobre casamentos multiétnicos (entre uma pessoa coreana e outra não coreana), um assunto que por muito tempo foi um grande tabu. Mas antes, quero esclarecer que todas as opiniões expressas aqui são pessoais e que é necessário contextualizar para entender as informações que desejo passar a vocês.

Primeiro vou falar um pouco sobre a minha experiência com o casamento. Quando eu era bem novo, lembro que minha mãe dizia ter quatro desejos: (1) que eu tocasse piano, (2) que eu me tornasse um médico, (3) que eu estudasse na USP e (4) que eu casasse com uma coreana. Já estou imaginando muitos de vocês chocados de boca aberta com o último ítem, achando que a minha pobre mãe é uma preconceituosa sem coração. Calma, vou explicar ao longo do texto! 🙂

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Assunto quente: casamento de coreanos. Tudo o que você sempre quis (ou não quis) saber!

Realmente acabei casando com uma coreana, aliás, com uma coreana que vivia na Coreia! Não, não casei com ela porque minha mãe me pediu no passado, mas porque eu me apaixonei por minha esposa e achei que ela era a minha cara-metade. Somos felizes há 13 anos!  Para mim, foi indiferente a questão do pedido da minha mãe, pois sempre achei que o casamento devia se basear apenas em amor e confiança. Claro, viver em um país miscigenado e multicultural como o Brasil teve uma grande influência no meu pensamento “liberal”.

Mas hoje, após aprender mais sobre a cultura coreana, consigo entender melhor a razão desse pedido. Na minha opinião, tem mais a ver com a questão da unidade do povo coreano do que com preconceitos, somado ao fato de que os meus pais eram imigrantes de primeira geração alienados da vida na sociedade brasileira por não falarem português direito e não entenderem a cultura local. Como disse antes, o assunto é complexo e não irei me aprofundar muito, mas caso vocês queiram posso voltar ao assunto mais tarde.

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“Calma querida, foi apenas um desentendimento devido a diferenças culturais…”

A grande ironia é que para mim, um coreano criado no Brasil, foi como se tivesse me casado com uma “estrangeira”. Durante a nossa vida a dois, tivemos inúmeras situações engraçadas (e/ou tensas) de choque cultural. Coisas pequenas como por exemplo, o fato de assistirmos um DVD e ela pedir “passa para a frente” e eu adiantava o filme, mas o que ela queria dizer era no sentido de antes do ponto onde estava sendo que no Brasil qualquer um entenderia que era para ir adiante. Também percebemos que havia uma diferença nas expectativas de um para o outro, mas tudo isso foi se ajustando. Hoje damos risada, mas por aí vocês podem ver que diferenças culturais podem sim ser uma barreira a transpor.

Bom, na verdade queria falar um pouco sobre o casamento coreano propriamente dito com as suas peculiaridades como a tão famosa surra no pé durante a recepção após a cerimônia, mas já vi que terei que deixar para depois pois acabei falando de outras coisas. Na semana que vem, vou abordar o assunto dos casamentos multiétnicos, nem sei se esse é o termo correto embora vocês devam ter entendido. Inclusive se tiverem dúvidas sobre o assunto já deixem aqui embaixo que tentarei abordá-las. Aguardem na próxima semana!!! Polêmica à vista!!!!

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E hoje somos um legítimo casal de… brasileiros!

Ah… e quanto aos desejos da minha mãe, não consegui fazer mais do que três anos de piano e não fiz medicina pois desmaiava só de ver sangue. Mas estudei na USP e casei com uma coreana importada, que hoje gosta mais do Brasil do que da Coreia. 😉

Bruno


Disclaimer: As opiniões expressas em matérias traduzidas ou em colunas específicas pertencem aos autores orignais e não refletem necessariamente a opinião do KOREAPOST.



68 COMENTÁRIOS

  1. Gostei do artigo, e sim! Deve escrever mais sobre esse tema… Eu sei pouco sobre a Coréia mas me encantei pelo idioma(que ainda acho confuso) e alguns costumes. Tenho uma curiosidade… Os homens asiáticos geralmente são bem tímidos( e é a Fofura deles) mas no fim fiz dois amigos que moram na Coréia ee pergunto pq as meninas me parecem mais desconfiadas ?

    • Carine, acho que esse é meio que um mito, né? Vejo muitas amigas que gostam da cultura coreana e que acham que todos os homens coreanos são lindos e perfeitos como esses “oppas” da novela, não é bem assim. Quanto às meninas, acho que não dá para generalizar mas os coreanos na média são mais reservados que os brasileiros. Ambos os assuntos também são bem complexos, vou ver se falo sobre eles nos próximos textos! 🙂

  2. Muito bom o artigo!!! Ansiosa para o próximo artigo casamentos multiétnico , interessante saber sobre uma cultura tão diferente da nossa !! Aaaah e parabéns Kim pela linda esposa . 🙂

  3. Unidade cultural soa um pouco como “não nos misturamos”. Li estudos que apontam que em breve os coreanos “puros” irão sumir por conta da crescente miscigenação por lá e o fato das mulheres estarem casando tarde. O que pode ou não ser exagero. Mas é “compreensível” que um país que viveu tantos anos isolado tenha essas ideias, como Japão. Preconceito tem em todo lugar e precisa ser encarado, não justificado. No mais, seria legal mostrar pra quem não conhece os ritos do casamento tradicional.

    • Olá Bianca, é meio complicado generalizar e eu nem me sinto tão à vontade para falar sobre o assunto por não me considerar um especialista em questões sociais e antropológicas. Se puder coloque a fonte onde você viu essas informações sobre casamentos, é legal para enriquecer a conversa! Sim, existe preconceito na Coreia assim como em qualquer lugar do mundo, mas na questão do casamento multi-ético (ou inter-étnico), não tenho certeza o quanto isso é ou não é influenciado pelo preconceito, vou tentar pesquisar melhor para escrever o próximo texto. Obrigado por comentar! 🙂

      • Li essa matéria aqui: http://www.businessinsider.com/south-koreans-could-be-extinct-by-2750-2015-6 que atribui como uma das causas a miscigenação. Na época li outra fonte sobre o mesmo assunto, mas não consegui encontrar. Tem também essa mais antiga que explica a queda da taxa de nascimento devido ao fato das pessoas estarem casando mais tarde http://www.koreaherald.com/view.php?ud=20150217000301 (acho que acabei associando uma coisa a outra automaticamente quando comentei).

        Também já li algumas coisas sobre “kosians”, como o termo é pejorativo e como as crianças sofrem na escola. E sobre a exigência da fluência em coreano para o cônjuge (normalmente mulher) estrangeiro. Para evitar problemas como exploração, abuso ou qualquer coisa. Enfim, eu peço desculpas se pareço indelicada fazendo essas colocações, mas quando gosto de alguma coisa, quero conhecer mais a respeito, entender os pontos bons e ruins. Sei que no jornalismo ou na história as informações são seletivas, então eu não tomo nada como verdade absoluta, tudo pode ser questionado… Enquanto isso vou lendo o que tenho acesso. Um dia quando eu conseguir ler em coreano quem sabe o que mais irei descobrir de interessante. 🙂

        • Olá Bianca, li as matérias que você citou. Veja que no Business Insider está apenas sugerindo que a miscigenação deve ser considerada fator relavante para o cálculo de prognósticos sobre o crescimento da população coreana. E o The Korea Herald diz que uma das causas da baixa taxa de natalidade é o casamento tardio. Mas note que o casamento tardio é um fenômeno mundial que está relacionado com o contexto do mundo moderno e as mudanças sociais. E você não está sendo indelicada, não se preocupe, estamos entre amigos! É um tema bacana e gostaria de falar sobre isso mais para frente na minha coluna!

  4. Bruno…Primeiramente te parabenizo pela linda esposa que tens,e pelo tema proposto.Temos tantas curiosidades em relação a Coréia, sua cultura…língua… Um pais um tanto distante do Brasil e tão diferente entre comportamentos(isso me fascina).Fico grata por estar nos proporcionando tamanho conhecimento,por contribuir para que muitos possa sair da mesmice.

    • Obrigado Mirian! Pois é, o que é diferente sempre chama a atenção, né? E ao mesmo tempo, acaba criando falsas expectativas ou imagens erradas justamente porque as pessoas não tem acesso a informações. É para isso que falo um pouco da minha vida pessoal e da comunidade coreana, para que todos possam ver como somos na realidade. Obrigado por acompanhar a coluna! 🙂

  5. Ao ler o seu texto Bruno Kim, uma coisa que me chamou atenção,
    foi os desejos da tua mãe, eu como mãe, também tenho um desejo,
    ainda jovem tinha um desejo de ter filhos com os olhos puxadinhos, somente
    uma mistura de brasileiro com japonês, nem ouvia muito falar em coreano,
    Então casei com um vizinho meu cearense, então a possibilidade de ter filhos com os olhinhos puxadinho acabou, mas meu desejo não acabou,
    agora não quero mais filhos, agora meu sonho é ter netos[as] com os
    olhos puxadinhos kkkkkk e para a minha surpresa, minhas duas filhas começou a estudar a cultura coreano e se apaixonou pela a Coreia, ai fiquei pensando, então acredito ainda que meu desejo vai ser realizado, quem sabe Deus num envia um coreano pra casar com alguma das minhas filhas e realiza meu desejo de ter uma netinha com olhos puxadinhos kkkkkkkk
    Eu nunca imaginei que um dia minhas filhas fosse amar a Coreia.

    • Opa, se é cearense então tá ótimo! Meu padrinho é cearense de Parambu e só conheço cearense bacana! Quem sabe o que a vida nos aguarda, não?

  6. Muito legal seu texto, sou filha de Coreano (Seoul) e minha mãe Chilena (Iquique) e sou nascida aqui no Brasil – São Paulo, e digo que as diferenças de culturas são extremas, mas muito legais, amo saber um pouco de cada. Parabéns pelo texto.

    • Ahhhh!!!! Vivi em Santiago por dois anos e fiz a primeira série no Instituto de Humanidades Luiz Campino, que na época ficava do lado da Universidad Catolica, época inesquecível! Minha madrinha é chilena e ela veio conosco ao Brasil. Por um bom tempo só falava castelhano com ela e tenho primos que ainda moram lá! E ela é casada com o cearense que citei no meu comentário anterior. Mundo pequeno, não? 🙂

  7. ai ai… essa coisa de “tem que casar com coreana” foi meio q uma tempestade na minha vida e na do meu noivo ja que eu sou brasileira e ele coreano, teve muita gente que nao tinha nada haver com nossa vida implicando com apenas o fato da gente estar andando juntos de maos dadas. Isso aqui no Brasil!! Eu me dou super bem com a familia dele, mas tem umas pessoas q nao sao parentes de sangue que olha…. so falta meter a faca pra separar a gente. T^T

    • Pois é… quem é da geração 1.5 ou da segunda geração provavelmente deve ter crescido ouvindo isso. Mas se você enfrentou tudo e a todos para estar com o seu noivo, foi porque vale a pena, não? Tem aquele ditado, se não pode vence-los, junte-se a eles. Minha opinião sincera: mostre sempre o seu lado bacana sem desanimar e ganhe a todos com a sua humildade! Já vi muitos amigos casados com não descendentes de coreano e apesar de no começo haver alguma barreira, sempre dá certo! Vou falar sobre isso no meu próximo post, até lá! 😉

  8. oi Sr.Kim, eu gostei mt desse post e estou interessadíssima pra ler o próximo.Eu vi num programa de tv coreana um casamento tradicional, em que a noiva estava com “adesivo” em forma de bolinhas vemelhas nas bochechas. Você poderia me dizer o que significa? Até a próxima quarta. #ansiosa hihihi

    • Olá Naelene! Eu já ouvi várias explicações sobre essas bolinhas vermelhas, não sei lhe dizer qual é a certa. Alguns dizer que é para “espantar” os maus espíritos e dar sorte. Outros dizem que é para simbolizar a virgindade. E outros dizem ainda que seria para representar o “yin” enquanto o azul representaria o homem, “yang”, que inclusive está na bandeira coreana, ou seja, um completaria o outro. Vou tentar fazer um texto somente com curiosidades com esta mais para a frente!

  9. Gostei do post, Pena que foi surgindo tantas ideias sobre o assunto de casamento, que só deu vontade de ler mais.
    Bruno, sua esposa é lindíssima!
    Não vou perguntar muita coisa sobre esse assunto, porque sou uma das filhas mencionada no comentário da Tia Nana, aí ela pode se empolgar e não esquecer desse assunto. Kkkk
    PARABÉNS pelo post, sempre bombando! Uhul

  10. Bem, estou ansiosa por esse post. Sou apaixonada pela cultura coreana, sempre procuro saber um pouco mais sobre ela e esse ponto sobre o casamento coreano é bem interessante.
    A onde eu morro atualmente, não acho muita coisa sobre a coreia, então sempre procuro na internet.Eu como muitas, também gostaria de conhecer e quem sabe chegar a me casar com um sul coreano, não somente pelos olhos e sim pelo respeito e amor com que trata as mulheres e os idosos, acho lindo só que esse sonho esta um pouco difícil.
    A proposito, sua esposa é belíssima, parabéns que Deus continue aumentando cada vez mais o amor entre vcs, porque para uma vida a dois dar certo é necessário se casar por amor.
    Há morro em Pernambuco.

    • Pois é… a maioria dos coreanos está em São Paulo, então você só encontra coisas relacionadas à Coreia com mais facilidade por aqui mesmo. Mas ao menos temos a internet para diminuir as distâncias, não? 😉

  11. Muito bom o texto.
    E legal ter um coreano legitimo falando sobre esse tipo de assunto.
    Geralmente o que se ve pela internet sao brasileiros dando suas opinioes sobre a cultura ou do que eles viram em suas viagens, porem sem vivenciar o dia a dia de um casamento ou da comunidade coreana.
    A Coreia para visita e uma coisa, para viver e estabelecer sua vida e familia e outra, completamente diferente.
    Sou brasileira do interior de Sao Paulo, Sao Jose do Rio Preto e vivo aqui na Coreia ha 7 anos, casada com coreano. Temos uma filha de 3 anos, um bebe que chegara no inverno de Janeiro e tenho minha sogra morando conosco ha 2 anos, desde que meu sogro faleceu.
    Estarei aguardando pelo seu post sobre casamentos multi-etnicos.
    Uma dica seria falar tambem sobre 선. Brasileiros ainda nao acreditam que existe esse tipo de casamento nos dias de hoje mas eu sou a prova de que esta muito mais em pratica do que casamentos por amor. Ja presenciei inumeros casamentos de amigas nesses 7 anos de Coreia.
    Abraco ^^~

    • Graziela, 반갑습니다! O que você falou é verdade, a Coreia para visitar é uma coisa e para se morar é outra coisa, inclusive é algo que a maioria dos meus amigos descendentes de coreanos dizem e eu concordo! E quanto a 선, sabe que é eu no passado era totalmente contra, achava um absurdo e tal… pensava “ah, eu quero casar com alguém que trombar na rua comigo e aí vou me apaixonar”, sabe? Mas… minha cabeça mudou muito. Se você vai numa festa e aí sua prima apresenta o melhor amigo dela e vocês se apaixonam, não de certa maneira não foi um 선? Claro, pessoalmente acho forçado quando pais tentam casar os seus filhos entre si, mas isso existe em qualquer lugar do mundo, rsrsrs. Meu primo na Coreia é casado com uma americana não descendente de coreanos, sei como é difícil para um estrangeiro viver na Coreia, casado com um coreano. Espero que esteja indo tudo bem para você, muitas felicidades! 😉

      • 반가워요 브루노씨 =)
        Olha, sinceramente eu achei bem estranho o primeiro casamento arranjado que eu fui. Os noivos mal se olhavam ou sorriam. Nas fotos todos serios e sem nenhuma expressao ou emocao.
        Mas 10 meses depois esse mesmo casal se tornou uma familia e hoje ela, que e minha amiga, diz que nao poderia ter esposo melhor do que esse que os pais dela arrumaram.
        Depois disso comecei ver as coisas um pouco mais “light”.
        Na verdade, nossos pais querem o melhor para nos, porem somos meio turroes em aceitar a realidade e acabamos indo contra a vontade deles.
        Eu como mae, penso muito nisso. E se minha filha quiser casar-se com um cara que eu sei que nao vale nada, o que e que eu vou fazer?
        Claro que nao vou interferir na escolha dela, mas com certeza absoluta vou dar meu palpite e “tentar” abrir os olhos dela. O mesmo posso dizer pelo pai dela.
        Eu admiro esses pais que dentro de sua sanidade, tenta impor um casamento arranjado. Isso e sinal que eles exercem alguma forca sobre a familia e querem preservar seus filhos de sofrimentos futuros.
        Mas claro que nao estou falando das loucuras que vemos em novelas coreanas, aquilo e insanidade pura.
        Obrigada pelos votos.
        Gracas a Deus tudo caminhando perfeitamente por aqui. Ja considero a Coreia como minha Patria e nao temos intencao nenhuma de voltar ao Brasil. Tomei a agua de 계룡시 e com certeza vou fixar raizes por aqui viu (rs!).
        Abraco para voce! =)

        • Pois é Graziela, esse assunto de casamentos arranjados é mega super complexo, com certeza. Também vi muitos casamentos assim e sim, bem sucedidos. A conclusão a que chego é que no fim das contas, algo que importa é o quanto ambos se dedicam para fazer o casamento dar certo. Não sei se é bem essa expressão que quero usar, mas ambos tem que trabalhar duro para plantar a semente do amor, regar e fazer ela florescer, sabe? E sim, existem casos complicados mesmo nos tempos atuais, com certeza. E fico realmente feliz que esteja dando tudo certo para você!! 🙂

  12. Muito bom. Também sou coreano, também imigrante, minha mãe fez quase os mesmos pedidos. Porém, não me casei com coreana, nunca nem namorei uma. Ótimo relato. Abraços.

  13. 1º – Adorei seu texto!!

    2º – Fiquei com várias duvidas, porém, só vou manifestar uma, já assistir em vários dramas contratos contratos pré-nupciais, com clausulas absurdas, ex: direito total a guarda dos filhos na separação… Isso ocorre mesmo?

    3º – As pessoas tende a fantasiar um casamento ideal com os estrangeiros, tenho uma amiga que caso com um turco, e hoje vive na Turquia infeliz, pq não gosta do país, está divorciada do marido e é obrigada a morar na turquia pq tiveram um filho, mas o motivo principal da separação são os país do marido dela, que até hoje a infernizam por causa do neto, que querem a guarda total criança. Meu primo vive no Canadá e é casado com uma canadense, apesar de viverem em dois “países” liberais, meu primo sofre com a maneira da sua esposa de encarar as pessoas e a vida. Mas, o que todos esquecem é que casamento é a união de dois indivíduos diferentes, que foram criado de maneiras diferentes, e mesmo que esses dois indivíduos nasceram no mesmo país, suas personalidades iram se chocar. A conflitos entre irmãos que cresceram e viveram a vida toda debaixo do mesmo teto, recebendo a mesma educação, imagina para duas pessoas ” estranhas” que aceitam o desafio de viverem suas vidas um do lado do outro, por amor.

    • Olá Vanessa! Quanto a dramas… são dramas, né? kkkkk. Provavelmente existem casais que no mundo real fazem esse tipo de contrato, mas não acredito que seja algo generalizado. E quanto ao casamento com estrangeiros, na minha opinião casar com pessoas de outra cultura exige grande cuidado. No caso dos coreanos, que tem uma estrutura familiar complexa, é ainda mais complicado pois não é somente você que está casando com a outra pessoa, são duas famílias se unindo, não? Tem que haver coração mas também um pouco de razão! E posso te fazer uma pergunta? Como você colocou sua foto neste profile do campo de perguntas?? Eu quero colocar tambem!!! 🙂

  14. Gostei de seu artigo! Boa coluna! Na verdade sou coreana e não sou importada e tô estudando aqui no brasil há 6 meses. Quando lendo parte que sua mãe falou que vc tinha que tocar piano e outra coisa, estava risando hahaha concordo muito! Mas no meu caso, gosto mais da coreia hahaha apesar de muito preconceito hahaha mas gosto do brasil tbm por causa de liberdade como vc!
    Obrigada por boa coluna 🙂

    • Obrigado Minkyeong! Você está no Brasil apenas para estudo ou vai ficar por aqui? Pois é… no fim das contas todas as mães coreanas são mais ou menos parecidas, não? kkkkk…

  15. Muito bom o seu blog e este post em especial. Meu noivo é coreano e eu brasileira. Nos conhecemos no Brasil, durante uma viagem que ele fazia a negócios. Nós começamos a namorar, eu fui visitá-lo na Coréia depois que ele voltou e então decidimos morar juntos no Brasil. Nós estamos morando juntos há um ano e meio. Felizmente, nossas famílias sempre aceitaram nosso relacionamento muito bem e nunca sofremos nenhum tipo de preconceito. Conheci a família dele na minha primeira viagem à Coréia. Me senti muito acolhida e tratada como uma filha, desde o primeiro encontro. Amo de verdade a minha família coreana. O engraçado é que eu não tinha muito interesse pela cultura asiática ou coreana especificamente (não sabia e nem tinha idéia do que seria um “oppa”). Eu nem sabia muito sobre a Coréia, mas o destino mudou isso 🙂 Agora, não só tenho interesse, como grande apreço pela Coréia e pelos coreanos. Tenho um noivo e vários queridos amigos coreanos aqui no Brasil. Me identifiquei com algumas coisas que você relatou, como situações engraçadas ou tensas por conta de certas diferenças culturais. Enfim, essas diferenças se ajeitam e ainda damos algumas risadas por causa delas. Planejamos nos casar, então aguardarei ansiosa o seu próximo post. Achei ótima a sugestão de você falar um pouco sobre 선, que alguém comentou. Particularmente, acho um conceito meio estranho esse de “blind date”. Parace uma coisa muito ingênua. Acredito que esse “matchmaking” se deve muito a pressão que os coreanos sofrem para se casar, maior do que em alguns países ocidentais, como o Brasil.
    Boa sorte para você e sua linda esposa.
    Abraço!

    • Lou, obrigado por compartilhar a sua história!!! Fico feliz que a sua história tem um final feliz e que deu tudo certo entre vocês. Mas claro, sempre rola algum stress por diferenças culturais, mas se há amor tudo se ajeita, não? Quanto ao 선, é que falei lá em cima, é questão cultural mesmo. Mas concordo com você, 선 desses aí que são tipo de juntar estranhos para se conhecerem do nada, eu também acho esquisito e é o que você comentou, é a pressão no casamento. Muitos homens coreanos vão até buscar esposas em outros países do sudeste asiático, né?

  16. O problema de vc não entender coreano é exatamente esse…fiquei curiosa pra saber do que vc e a Graziela estão falando rs.
    Gosto mt dos seus textos, é possível ter uma visão real da cultura coreana (que me fascina). Espero um dia ter a oportunidade de conhecer o país. Enquanto isso vou lendo seus textos e sentindo o gostinho. Parabéns pelo casamento!

    • Taí uma boa oportunidade para começar um curso de coreano, não? 😛
      A gente estava falando de “encontros à cega”, inclusive falei sobre isso novamente no comentário acima! Obrigado pelos elogios e continue prestigiando a minha coluna, comentando e participando! 감사합니다!!!

  17. Adorei a reportagem.
    Pois temos uma visão tbém diferente.
    E quem assistem muito dorama tbém tem,pois a realidade não tem nada a ver com o da novela.

    • Pois é Keli, é o que digo a todos (principalmente minhas amigas): os dramas não representam a realidade, são apenas ficcção! Claro, baseados na Coreia e na cultura coreana, mas mesmo assim ficcção!

  18. Oi bom dia!! Aconteceu um fato engraçado comigo talves nem seja essa a palavra mas vamos lá conheci um coreano -argentino sou brasileira mas moro na Argentina, começamos a conversar e ele pouco tempo depois me convidou pro casamento ficou tudo certo poucos dias antes ele me disse que nao poderia me levar pra essa casamento pois seus amigos coreanos nao iriam me aceitar sendo que nem namorada dele eu sou, me sentir discriminada no meu próprio continente mas tudo bem mandei ele cai fora mas de qualquer jeito ficou uma coisa mal resolvida pois todos eles moram aqui e nao gostam das pessoas ocidentais mas va entender a cabeça das pessoas!!!

    • Olá Rita, cada caso é um caso e não sei detalhes do seu. E também, não sei exatamente o que se passou na cabeça do seu amigo. Também é complicado generalizar o comportamento dele para o comportamento de todos os coreanos que moram por aqui. Porque existem diferentes níveis de aculturamento local, diferentes perfis de coreanos, etc. Acho que vale a pena você conversar com ele sobre esse assunto abertamente, não?

  19. Oi Bruno,

    gostei muito do seu artigo, até porquê já acompanho há algum tempo um blog de um brasileiro casado com uma coreana e que mora e trabalha em Seoul.
    Nao sou casada com coreano e sim com um alemão, mas acho a cultura coreana muito interessante. Pelo que percebi vendo filmes coreanos a influência japonesa é muito forte na Coreia (estou certa ou errada?), o que nao é de admirar já que o país foi durante muito tempo ocupado pelo Japao. O que mais me admira nos filmes que vi é o fato de que o amor neles parece sempre muito complicado e/ou fadado a nao dar certo. Por que será?
    Em todo caso, meus parabéns pelo artigo, foi ótimo!

    • Opa, dá o endereço desse blog que quero ver também! Quanto à influência japonesa na Coreia, acredito que todos os países asiáticos de uma maneira influenciam e são influenciadas pelos outros países vizinhos. Quanto às tramas dos filmes e dramas, final complicado dá mais audiência, né? É como música sertaneja no Brasil, só tem história triste… kkkk

  20. Amo a cultura asiática em especial a coreana.Assisto muita novela coreana e curto as músicas, amo esses gatinhos lindos!!!kkkkkk
    estou ansiosa por mais informação sobre o casamento coreano, quem sabe não caso com um de vocês!!! kkkkk Amo esse povo lindo!!!

    • Olá Rosilene! Bacana você gostar de música e novelas coreanas, mas note que a cultura coreana é muito mais diversificada, tem coisas fantásticas como a comida, dança tradicional coreana, artes marciais, pintura, etc. Obrigado por prestigiar a minha coluna, um forte abraço!

  21. OI BRUNO ALGUM TEMPO ATRAS LI UM ARTIGO SOBRE SEU NOME ACHEI BEM INTERESANTE E DIVERTIDO ,PARABENS POR NOS TRAZER CURIOSIDADES DA COREIA , SOU APAIXONADA PELOS ASIATICOS E SUAS CULTURAS EM ESPECIAL A COREIA DO SUL, SOU NEGRA E TIVE A OPORTUNIDADES DE NAMORAR UM COREANO A MUITO TEMPO ATRAZ MAS POR ALGUMAS CIRCUNTANCIAS NÃO DEU CERTO , HOJE MEU FILHO TEM O MESMO GOSTO QUE EU PELA CULTURA COREANA SEMPRE QUE POSSO VOU A SÃO PAULO E VOU NA LIBERDADES ,CONTINUE NOS DANDO NOTICIAS DA COREIA PARABENS PELA ESPOSA QUE VC TEM E QUE BOM QUE ELA SE APAIXONOU PELO NOSSO MISSIGENADO PAÍS BOA NOITE ATÉ AAPROXIMA.

  22. Muito bom seu texto, parabéns Bruno Kim, sou admirador da cultura coreana e do idioma (estudo a língua faz um bom tempo)… gosto de seguir seus posts,de novo:parabéns, saúde e muita paz! Deus abençoe você, esposa e família.Em 2016 se Deus quiser irei para ficar um tempo estudando na Coréia do Sul!!! abraço. (Rogério Achilles Tomaziello, 스포츠 기자).

  23. Boa tarde, Bruno!
    Não sei se minha dúvida cabe aqui em seu blog. Sou aposentado e sempre senti uma imensa admiração pela Ásia.
    Estou praticamente sozinho no Brasil.
    Há mais de um ano, encontrei, na net, uma namorada filipina. Todos os dias nos encontrávamos pelo skype. Ela se tornou minha melhor amiga, talvez a única.
    Teria gostado de ir viver na Ásia para encontrá-la e para lá recomeçar minha vida. Desconfiando, entretanto, de que haveria uma grande desvalorização do real (sou aposentado e recebo meu salário em reais. Imaginei, pois, que poderia ter uma queda enorme na minha qualidade de vida), resolvi convidá-la para vir conhecer-me no Brasil. O problema é que ela tinha sido casada por lá, o marido (estrangeiro) a tinha agredido, ela morava com a família, e por lá não existe divórcio.
    Enviei-lhe, então, uma passagem de ida e volta e também a documentação de que eu seria responsável financeiramente por sua estadia no Brasil. Quando estava esperando por ela, recebi um e-mail onde ela me explicava que tinha sido impedida de embarcar. Não vou entrar em detalhes aqui.
    A maioria das pessoas diz que se tratava de uma “scammer”, mas tenho minhas dúvidas, ainda creio que ela possa ter sido verdadeira. Conhecia sua família, etc.

    Agora, vamos às questões que possam ter relação com este blog.
    No contato com esta a moça filipina, nela senti um carinho, uma educação e um respeito muito grandes. Uma ou duas moças descendentes de japoneses disseram-me que, em geral, as mulheres orientais realmente são pessoas doces e gentis.
    Aqui fica minha pergunta. Seria difícil, no Brasil, entrosar-me numa comunidade oriental como, por exemplo, a coreana? Haveria possibilidade de encontrar uma companheira para casamento? Quais os passos que eu poderia dar para isso?
    Obrigado por poder participar deste blog.

  24. Puxa!encontrei esse site por acaso e fiquei encantada com os artigos, tendo em vista que quase “vivo” imersa na cultura coreana só por causa da minha filha que ama K-pop (kkk), sempre tenho dúvidas de como funciona esse cultura.
    De fato estou muito satisfeita com os assuntos abordados.
    Grata.

  25. Adorei a matéria!!!
    Realmente, fico curiosa em relação casamento x família, pois assisto muitos dramas de diversos assuntos.
    Obrigada pelo artigo

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