Two Lights: Relúmĭno FOTO: kincir

Two Lights: Relúmĭno | Hangul: 두개의 빛: 릴루미노 | Ano: 2017 | Duração: 30 Minutos | Disponível no canal no Youtube da Samsung Electronics


A definição de fotografia em diversos lugares se dá como, “A arte de registrar e reproduzir imagens, uma forma de eternizar momentos, registra aquilo que se vê”. Mas e quando não enxergamos, como podemos capturar e eternizar momentos?
A ausência de visão pode ser ou é, uma barreira na prática da fotografia?

E o que a fotografia e pessoas com deficiências visuais tem em comum?
Se você respondeu, um clube de fotografia, você acertou!!!

Para esse clube de fotografia, deficiências visuais não são uma barreira para se fotografar.

Two Lights: Relúmĭno FOTO: thefangirlverdict

Em Two Lights – Relúmĭno, Seo Insoo (Park Hyung Sik, conhecido por Strong Woman Do Bong Soon, Suits e Hwarang) e Ahn Sooyoung (Han Ji Min, conhecida por Cain and Abel e One Spring Night) se conhecem em um grupo de fotografia para deficientes visuais.

O curta-metragem feito como uma forma de introduzir uma inovação tecnológica, criada pela gigante de tecnologia coreana, SAMSUNG, Relúmĭno, é um aplicativo para ser usado em conjunto com o Samsung Gear VR, e foi desenvolvido para melhorar a visão das pessoas com deficiência visual. O filme foi feito para promover o aplicativo, na esperança de que mais pessoas com deficiência visual desfrutem dos benefícios que a Relúmĭno pode trazer para sua vida diária.

Han Ji Min e Park Hyung Sik. FOTO: IMDB

Sooyoung, (Han Ji Min) uma mulher otimista que trabalha como aromaterapeuta, possui 0% de visão em um dos olhos e visão turva no outro. Ela vive com a deficiência desde a sua infância.

Insoo (Park Hyung Sik) é um afinador de pianos, que tem RP (Retinite Pigmentosa)uma doença ocular degenerativa, que causa problemas para enxergar à noite, diminuição de visão periférica e perda de visão. Insoo viveu grande parte de sua vida com a visão, então, ele é considerado um deficiente novato e ainda está aprendendo a lidar com isso.

O clube de fotografia sai em campo para fotografar, com ajuda de instrutores, voluntários e até parentes, que ajudam seus membros a tirar as fotos. A lição é fotografar, usando outros sentidos, além da visão, como o toque e as sensações. Uma frase dita para motivá-los é, “Você não precisa realmente ver, para enxergar a beleza.”

Two Lights: Relúmĭno. FOTO: han cinema

Em seu trabalho, o gerente de Insoo lhe apresenta um aparelho de realidade virtual (VR), que lhe ajuda a enxergar um pouco melhor, que é a forma do filme apresentar o produto.

Durante uma atividade em campo, vemos uma interação entre Sooyoung e Insoo, eles discutem sobre poder enxergar nos sonhos, o que gostariam de ver se pudessem ver, e Sooyoung convida Insoo para fotografar paisagens noturnas.

As fotos tiradas em campo compõem uma exposição, Insoo se declara para Sooyoung e o temos um final fofinho.

Two Lights: Relúmĭno. FOTO: lobal.news.samsung

Para fazer o filme, o diretor explica durante um making of, que entrevistou diversas pessoas com deficiências visuais em diversos níveis e ouviu suas histórias, para poder representá-las da melhor forma possível.

De início, não somos capazes de dizer se Sooyoung é cega, pois ela está encarando seu reflexo no espelho, assim como, o personagem de Hyung Suk, pois, como de “costume”, pessoas com déficit visual usam bengala. Apenas durante a interação dos personagens percebemos a sua deficiência. Isso é mérito dos atores, que se emprenharam, representando da melhor e mais verdadeira forma possível.

No clube, Insoo é exposto a outras pessoas com condições semelhantes, ou até mais severas do que a sua, quando ele percebe então que ainda é privilegiado por poder enxergar cores e borrões.

Durante o curta, Insoo trabalha na aceitação da perda recente de visão, que é algo delicado, assustador e inconveniente para ele, pois, ele enxergou a vida toda e repentinamente, perdeu grande parte da visão e sua chance de ser pianista lhe é tirada. Sooyoung que é radiante, acha seu caminho, e conquista Insoo, além de ajudá-lo a evoluir.

Em um centro momento do filme, Sooyoung está andando sozinha na rua e alguém tenta ajudá-la, mas acaba por atrapalhar e por lhe tratar com pena, este momento mostra que nem sempre deficientes visuais precisam de supervisão, ajuda e pena, caso eles precisem, eles vão solicitar ajuda.

Relúmĭno, no Samsung Gear VR. FOTO: entreter-se

Por diversas vezes, eu esqueci que estava vendo um filme promocional, a história é cativante, inspiradora e emocionante. Isso mostra a dedicação do diretor em contar uma história e não apenas vender um produto.

O filme traz uma bela paleta de cores e belas paisagens, já que também se trata de fotografia.

Durante o filme temos questionamentos sobre como enxergar a beleza nas coisas, o fato de a deficiência visual não ser um empecilho ou barreira, mas sim uma forma diferente de ver o mundo, e que deveria apenas ser aceita. O curta ainda mostra como a falta de visão não é uma maldição e que as coisas mais belas não precisam ser vistas com os olhos, assim como, o amor.

Assista e emocione-se:


Disclaimer: As opiniões expressas em matérias traduzidas ou em colunas específicas pertencem aos autores orignais e não refletem necessariamente a opinião do KOREAPOST.



DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor, digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome.