Olá, meus amigos leitores do Koreapost!!!

Na Coreia do Sul, maio é considerado o mês da família pelo dia das crianças (05) e dia dos pais (pai e mãe, no dia 08), e por isso, eu não poderia deixar de escrever sobre a minha.

Nessa época, é quando mais nos sentimos culpados e pensamos o quanto fomos negligentes com os nossos pais, e pensamos “vou melhorar daqui pra frente“. Mas, sabemos que sem sempre é como nós realmente queremos…

Eu tenho dois filhos, mas a minha mãe faleceu há 20 anos e meu pai voltou para a Coreia do Sul há 7 anos, então, eu vivi muito tempo da minha vida, praticamente, como uma órfã. E quando chegava o período do dias das mães, dia dos pais e Natal é quando eu me sentia mais triste.

No entanto, há 5 anos atrás, uma senhora (ocidental) na faixa de uns 50 anos, de cabelo grisalho, bem alta, magra e com a aparência bem séria, se mudou para o prédio onde eu moro até hoje. Algumas vezes, a gente se cruzava nos corredores e ela sempre me cumprimentava com um sorriso.

Passando algum tempo, talvez meses, desci para o andar de baixo e apertei a campainha do apartamento dessa senhora, para falar algo sobre o prédio. Abrindo a porta, já fui convidada para entrar em sua casa e comer, pois naquele momento, estavam arrumando a mesa para a família toda jantar. Conversa vem e conversa vai… assim, começamos a ter uma boa relação de amizade.

Um dia, a menina que cuidava dos meus filhos pediu demissão, e eu desesperada fui novamente ao apartamento dessa senhora perguntar se conhecia alguém que pudesse cuidar das crianças. Mas, como não havia muito tempo que ela se mudara para o bairro, e não conhecia ninguém de confiança suficiente para cuidar de crianças, ela mesma passou a levar meus filhos na escola, dar comida e até cuidar da minha casa. E assim, passei a chamá-la de “MÃE”.

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minha mãe, dona Myrian Maluf

A minha mãe é uma pessoa adorável que sempre se preocupa com o próximo e não mede esforços para ajudar as pessoas. Uma pessoa que independente de possuir seus filhos biológicos, sempre me tratou como uma filha de verdade! Briga comigo se não como, me leva no hospital de madrugada quando estou doente, defende como ninguém os meus filhos, quando são mal tratados na escola.

Desde que a conheci, ela nunca deixou de ser a minha mãe.

É claro, que com a correria do dia-a-dia, para dar uma vida melhor aos filhos, muitas pessoas não conseguem se preocupar com o próximo. Por isso, eu agradeço à Deus por ter colocado essa mulher guerreira e maravilhosa em minha vida.

E testemunho mais uma vez, que o amor de pais e filhos, de casal, de amigos… em qualquer tipo de relação, não há nacionalidade!!!

Te amo muito, mãe!!!!


Disclaimer: As opiniões expressas em matérias traduzidas ou em colunas específicas pertencem aos autores orignais e não refletem necessariamente a opinião do KOREAPOST.



4 COMENTÁRIOS

  1. Que linda sua mãe Carol, e que bela história. Como acompanho você de perto e ao mesmo tempo longinha, já sabia da existência desse Mamys tão especial. Mas é muito legal saber do início dessa relação de amizade que as tornaram uma família, independente de nacionalidade e sangue. Tenho certeza que a Myrian é um dos preciosos anjos que Deus colocou ao seu lado para lhe proteger e amar. Ah, também considero você parte da família, é minha onni querida que Deus me presenteou. Bjim pra vocês!!!

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