Meu país: A Nova Era| Hangul: 나의 나라
Ano: 2019 | Episódios: 16 | Classificação Indicativa: 16 anos | Emissora: JTBC – Netflix

Olá dorameiros e dorameiras iguais à mim, como vocês estão? Estão se cuidando?

Então, hoje eu vim falar de um drama que cativou a minha atenção enquanto buscava uma produção coreana com o gênero sageuk -사극 (drama histórico).

My Country: The New Age, possui uma trama de altos e baixos, ou seja, um drama, que possui uma pitada de romance, melodrama, intensidade quando se tratam das lutas, espadas, flechas e mortes e é considerado violento para quem não curte produções desse gênero. Então vamos começar?

Foto: JustWatch

Esta é uma obra de ficção baseado em eventos históricos. Alguns personagens e instituições são fictícios”. Outros, realmente existiram e foram importantes para a história coreana.

Historicamente, a trama se inicia durante a fase final da dinastia Goryeo -고려 시대 (918 – 1392), a derrubada dela pelo General Yi Seong Gye e o início da dinastia Joseon -조선 시대 (1392-1897). Portanto, durante todo o drama há uma constante disputa de quem ficará responsável pelo trono e governará o país (incluindo os filhos mais velhos do rei Taejo),
dentre outros motivos políticos. Mas irei falar mais adiante.

Foto: Hancinema / JTBC

Seo Hwi (Yang Se Jong) é um grande guerreiro com talentos para espadas e flechas e não tem medo de enfrentar as injustiças que o cercam e a seu povo. Mas a vida dele não foi fácil. Seu pai Seo Geom (Yu Oh Seong), foi um famoso comandante e um ótimo espadachim, porém, sofreu uma grande injustiça (ao longo do drama você irá conhecer o percurso dessa triste história). Órfão de pai e mãe, Seo Hwi teve que seguir seu caminho e cuidar da sua irmã mais nova Seo Yeon (Cho Yi Hyun), por isso ele provia seu sustento sendo ferreiro.

Foto: Hancinema /JTBC

Nam Seon Ho (Woo Do Hwan), também é um indivíduo talentoso e inteligente (quando Seo Hwi e ele estão juntos, formam uma dupla perfeita). Mas, apesar do pai dele ser um dos integrantes da nobre sociedade, ministro do alto escalão – Nam Jeon (Ahn Nae Sang), a mãe dele, nasceu em uma classe inferior. Além de ter vivenciado uma infância difícil, sendo tomado por Nam Jeon e afastado de sua mãe (no drama há um motivo para que isso aconteça), Nam Seon Ho, é menosprezado pelas pessoas e considerado um “bastardo”.

Foto: Hancinema /JTBC

Durante o drama, há um constante sentimento de “amor e ódio” do telespectador por esse personagem, por algumas decisões e atitudes controversas, principalmente relacionadas ao seu melhor amigo, Seo Hwi. Mas, ambos acreditam que aquele é o melhor caminho a seguir para defender as causas deles.

O foco de My Country, não é sobre a disputa dos tronos ou das sangrentas batalhas em si (apesar de ter suma relevância para os personagens principais), muito menos no romance, mas se concentra na história de amizade entre os protagonistas que é o Seo Hwi (Yang Se Jong) e Nam Seon Ho (Woo Do Hwan). Ao longo da jornada deles, alguns mal entendidos e decisões tomadas, principalmente por Seon Ho, claramente influenciadas por Nam Jeon, tornarão a amizade conturbada e em alguns momentos eles se enfrentam em batalhas, ou seja, “apontam suas espadas um contra o outro devido a diferenças sobre ‘meu país’”. – iniciando pela prova para entrarem nas forças armadas, o sonho de ambos, porém, por motivos diferentes.

Nam Seon-Ho: “Sabe, não quero ser militar só para pegar uns patifes. Estou cansado de ser rotulado filho de concubina… Mudarei minha vida…” “Serei a espada do general Yi Seong gye”. Com o objetivo de destruir o reino de Goryeo.

Seo Hwi: “Não sei o que vocês querem dizer com ‘país’, mas a comida é o meu país”.

Foto: Hancinema /JTBC

Logo no primeiro episódio, quando estava aparentemente tudo tranquilo, os dois amigos conhecem por acaso Han Hui Jae (Kim Seol Hyun – integrante do grupo de k-pop AOA), quando estava sendo perseguida por protestar contra a eclosão da guerra. Han Hui Jae é uma jovem destemida que convive no Iwaru, uma casa de gisaeng – 기생 (mulheres de classes inferiores que foram treinadas para serem cortesãs, com o objetivo de entreter artisticamente através de danças, músicas ou conversas com homens da classe alta).

Han Hui Jae, Nam Seon Ho e Seo Hwi, se tornam amigos inseparáveis (antes da guerra) e especificamente Seo Hwi, se apaixona por ela (mas será que é só ele que desenvolve sentimentos pela jovem Han Hui Jae?).

Foto: Hancinema /JTBC

De volta ao assunto dos reinos importantes para a história coreana, a trama perpassa aos reinados de Taejo, da nomeação do seu oitavo filho, príncipe Uian – Yi Bangseok (Lee Hyo Je) como o príncipe herdeiro para a linha de sucessão. Perpassa também pelo reinado de Yi Banggwa – rei Jeongjong (Kim Seo Won), após a morte da rainha Sindeok (Park Ye Jin), sua segunda esposa. E o constante anseio de tomar o trono desde o início por Yi Bang Won (Jang Hyuk), que mais tarde torna-se o rei Taejong, o terceiro da dinastia Joseon.

Podemos considerar no drama a extrema relevância desse personagem, apesar de não ser o principal, mas além de ter sido importante historicamente, na trama Seo Hwi torna-se diretamente ligado a ele (tem mais mistérios sobre ele e a ligação com Seo Hwi que você só vai descobrir se assistir).

Foto: Hancinema /JTBC

Esse drama traz grandes lições para nós, sobre injustiças, a desigualdades das classes sociais e principalmente a importância das amizades (principalmente se você estiver no meio de uma guerra), como os amigos de Seo Hwi, que considero muito importantes para a jornada dele e que tiveram também um passado turbulento: Park Chi Do (Ji Seung Hyun), Jung Beom (Lee Yoo Joon) e Park Mun Bok (In Gyo Jin). Ter alguém em que possa confiar e estar com você nos momentos bons e ruins é imprescindível, faz jus ao lema “ninguém é forte sozinho”.

Foto: Hancinema /JTBC

O drama além de prender a atenção em relação à bagagem histórica, as paisagens, as roupas da época, o melodrama presente e principalmente a tensão das lutas, ao longo da trama, o telespectador tem uma relação de “amor e ódio” pelos personagens, um constante sentimento de revolta toma conta do telespectador (acredito que um dos objetivos do drama é esse) e você fica se questionando quem é “do bem” ou “do mal”, ou se realmente existe uma pessoa boa ou mal ali.

A produção de My Country: The new age, com certeza é de qualidade e ainda podemos ver o brilho da Seol Hyun, para quem curte a música pop coreana.

Espero que gostem da experiência!

Aqui você pode experimentar um pouco desse drama, com o trailer e as três principais produções musicais. Vocês podem comentar qual a opinião sobre essa produção:


Disclaimer: As opiniões expressas em matérias traduzidas ou em colunas específicas pertencem aos autores orignais e não refletem necessariamente a opinião do KOREAPOST.



4 COMENTÁRIOS

    • Olá >< muito obrigada pelo seu comentário! Sim, vivi uma relação de revolta e amor com os personagens do drama (elenco muito bom também). Vale a pena ver ele. <3

    • Olá ^^ muito obrigada pelo seu comentário!! Eu também não costumava a ver, mas esse me cativou bastante. Confesso que me apaixonei rsrs. Vale a pena! Awntt muito obrigada lindona!! <3

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