Nos dias 09 e 10 dezembro, aconteceu a Cúpula da Democracia, um encontro virtual organizado pelo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden.

Estiveram presentes, líderes de mais de 100 países e o objetivo foi reunir aliados americanos contra forças autoritárias.

O presidente Moon Jae-in disse que a Coreia “pretende provar que a liberdade genuína é desfrutada junto com os vizinhos” em meio à luta contra a pandemia do Covid-19 e os esforços globais em retomar a normalidade.

A Coreia é um exemplo em valores de democracia“, disse Moon.

Apesar de termos sofrido o domínio colonial e uma guerra, nós nos desenvolvemos em conformidade com as normas internacionais do livre comércio, e nos tornamos o primeiro país que ascendeu à categoria das economias desenvolvidas, sendo um país em desenvolvimento“.

Ele se referiu à experiência da Coreia em superar o domínio colonial do Japão entre 1910 e 1945, e a recuperação da Guerra da Coreia entre 1950 e 1953, que dividiu a península.

A Coreia aproveitará dessa experiência de superação, e contribuirá para a democracia global“, disse Moon.

No entanto, Moon mencionou que a democracia está sendo ameaçada.

Ele chamou a atenção pelos perigos das fake news se espalhando rapidamente por meio das mídias sociais, “espalhando ódio, populismo e extremismo“, às vezes até incitando as pessoas a recusarem as vacinação contra o Covid-19.

Moon alertou, “o aumento das disparidades e o agravamento da desigualdade causada pela livre concorrência, e que estão prejudicando a unidade social e colocando em risco a democracia“.

Ele apontou os desafios, como a polarização social, as doenças infecciosas e as mudanças no clima, e ponderou a importância em procurar soluções para “defender e avançar a democracia“.

Moon também falou da importância de garantir a liberdade dos indivíduos e a liberdade de expressão, em harmonia com a “liberdade para todos“.

Para combater as fake news, ele disse que a Coreia irá se esforçar para criar uma mídia independente em todo o mundo, verificando se as notícias são verdadeiras e transmitir reportagens precisas.

Na Cúpula da Democracia, Moon Jae-in defende os valores democráticos
O presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, na Cúpula da Democracia. Fonte: The Korea TImes

A Coreia também vai trabalhar junto com o países, “de modo a minimizar as disparidades do Covid-19“, disse Moon.

Também fornecerá assistência para capacitação de mulheres em países subdesenvolvidos e estreitará esforços para promover os direitos humanos na Coreia”, disse Moon.

Não há inimigo maior do que a corrupção“, disse Moon, observando que o “poder da democracia emana da confiança das pessoas na transparência e na justiça“.

O primeiro Encontro da Democracia, uma das promessas da campanha eleitoral de Biden, enfrentou controvérsia, com críticas à alguns dos líderes da lista de convidados e questionando se os Estados Unidos é um defensor eficaz da democracia.

Na Cúpula da Democracia, Moon Jae-in defende os valores democráticos
O presidente americano, Joe Biden, discursando no Encontro da Democracia. Fonte: The Straits Times

Como uma comunidade global pela democracia, temos que defender os valores que nos unem”, disse Biden no discurso de abertura do encontro.

Temos que defender a justiça e o Estado de Justiça, pela liberdade de expressão, liberdade de reunião, liberdade de imprensa, liberdade religiosa e todos os direitos humanos inerentes de cada indivíduo“.

Ele pediu compromissos em fortalecer as democracias e “repelir o autoritarismo, lutar contra a corrupção, promover e proteger os direitos humanos das pessoas, em todos os lugares“.

Biden anunciou o estabelecimento da Iniciativa Presidencial pela Renovação Democrática para fortalecer a democracia e defender os direitos humanos no mundo.

Os planos dos Estados Unidos é fornecer $424.4 milhões para apoiar a mídia independente, o combate a corrupção, o avanço da tecnologia em prol da democracia, e defender eleição e processos políticos livres e justos.

Os países presentes nesse encontro devem apresentar relatórios de progressos no próximo encontro, programado para ocorrer no próximo ano.

O encontro foi criticado pela Coreia do Norte, China e Russia, países que não foram convidados a participar.

O Ministério de Relações Internacionais da Coreia do Norte emitiu um comunicado dizendo que “Os Estados Unidos não deveriam usar a “democracia” americana como uma ferramenta para interferir nos assuntos internos de outros países. A “democracia” americana não é bem vinda mesmo por seus cidadãos“.

O encontro aconteceu alguns dias depois dos Estados Unidos anunciar que iria boicotar diplomaticamente as Olimpíadas de Inverno de Beijing, que irá acontecer em fevereiro de 2022, devido aos abusos aos direitos humanos na China.

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