Se vocês acompanham sempre esta coluna sabem que raramente eu escrevo alguma resenha, porque, realmente, eu raramente escrevo um texto para o meu próprio site!!


Mas é que editar todos os textos que entram no Koreapost todas as semanas, além de cuidar de outros aspectos do site e da minha vida real, me toma bastante tempo. Consequentemente, não me sobra muito tempo inclusive para assistir dramas, até porque o meu gosto por eles é meio diferenciado também.

Aqui para o Koreapost, eu já fiz resenha de Secret Affair (em 2017) e recentemente falei sobre uma nova era de dramas coreanos incríveis que estão saindo na Netflix.

Mas, pasmem, eu gosto muito de escrever! E nestes feriados de fim de ano eu tive oportunidade de sentar uma tarde toda e maratonar um drama curtinho (6 episódios), baseado em fatos reais. O que me chamou a atenção em Louvor à Morte, foram duas coisas – o fato de se passar durante a ocupação japonesa (pois eu adoro história) e ser estrelado por Lee Jong-suk, do qual me tornei fã quando assisti “W”.

O ator Lee Jong-suk trás para as telas o drama real do escritor Kim Woo-jin com a soprano Yun Sim-deok, interpretada pela atriz Shin Hye-sun. Foto: Netflix.

O título original do drama é Hym of Death ou, na tradução literal, Hino da Morte. Porém, a Netflix achou por bem traduzir como Louvor à Morte. Os protagonistas são Lee Jong-suk e Shin Hye-sun e o drama foi ao ar na SBS de 27 de novembro a 4 de dezembro de 2018.

O drama começa na cena final da trama, então, você já sabe o que acontece – duas pessoas se suicidam, aparentemente num pacto de amor. Mas é interessante acompanhar o desenrolar da trama, principalmente, lembrando que foi uma história verdadeira. Hoje em dia dificilmente nos deparamos com histórias de amor trágicas assim, mas lembremos que no passado, muitas destas “fábulas de amor”, como Romeu e Julieta, acabavam em morte, inclusive na vida real.

Kim Woo-jin e Yun Sim-deok na vida real. Foto: Wikipedia

No caso aqui, do casal protagonista, o romance se desenvolve num clima de tensão já estabelecido em uma Coreia dominada pelo Japão, onde os jovens realmente não sabiam o que ia ser de seu futuro. Havia um clima de constante rebeldia no ar, de desejo por liberdade e resgate de sua própria identidade.

É muito difícil para nós brasileiros entendermos este senso de nacionalismo, pois nunca precisamos lutar pela nossa identidade. Aliás, depois de ler tanto sobre a Coreia, fica mais fácil entender porque hoje em dia ainda existe uma certa xenofobia no país – é o medo inconsciente de uma nova dominação cultural.

Então, neste contexto, o romance acontece dentro do improvável e é cercado de muito sofrimento, porém de muita beleza, principalmente nas palavras de Kim Su-Jin, um genial poeta e escritor de peças de teatro que usou seu amor por Yun Sim-deok, a primeira soprano de Joseon (como era chamada a Coreia daquele tempo), como inspiração para sua escrita.

Tudo é impecável neste drama – a reconstituição de época, o figurino, as interpretações. Não vou falar muito mais dele para não estragar a experiência de cada um. Mas se você se encanta com musica lírica, poesia e romance, este drama é realmente imperdível.

Fiquem com o trailer de “Louvor à Morte”.


Disclaimer: As opiniões expressas em matérias traduzidas ou em colunas específicas pertencem aos autores orignais e não refletem necessariamente a opinião do KOREAPOST.



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