Nos anos 80 e 90, o maior motivo conhecido para a ocorrência de divórcios, na Coreia do Sul, era a violência doméstica praticada pelos maridos contra as esposas. Mas de 2010 em diante, as razões se alteraram para discórdias mais abstratas entre casais, como diferenças de personalidade.

De acordo com o Centro de Ajuda Legal para Relações Familiares da Coreia, que analisou mais de 1,46 milhões de consultas de 1956 até 2016, em cada década, houve diferenças consideráveis entre si, sobre as razões para se divorciar.

Por exemplo, nas décadas de 50 e 60, consultas solicitando o término de uniões estáveis foram as mais prevalecentes (11,1%), seguidas por consultas de apoio a família (3,9%),  adultério (4,7%) e sexo na presença  de casamento (1,8%).  Como os casais na época eram menos familiarizados com a ideia de registro de casamento e uniões estáveis eram realmente comuns, a popularidade de sessões de aconselhamento sobre casamentos cresceu bastante.

A partir dos anos 2000, as razões dos divórcios tem se tornado mais abstratas e difíceis de provar, como a perca de afetividade, falta de diálogo e diferenças de personalidade. (KobizMedia/ Korea Bizware)
A partir dos anos 2000, as razões dos divórcios tem se tornado mais abstratas e difíceis de provar, como a perca de afetividade, falta de diálogo e diferenças de personalidade. (KobizMedia/ Korea Bizware)

Nos anos 70, entretanto, aconselhamentos sobre conflitos entre marido e mulher se tornaram mais usuais (21,8%), um aumento de 5,4% nas últimas duas décadas. Esse período também mostrou altas taxas de “desaparecido (a) por mais de 3 anos” como razão para o processo de divórcio (6,2% para homens e 2,6% para mulheres). O Centro apontou o fato de que muitos homens morreram e muitas esposas permaneceram desaparecidas após as guerras da Coreia e do Vietnã, levando aqueles deixados para trás à pedir o divórcio.

Nos anos 80, a principal razão dos homens se divorciarem era a esposa “maliciosamente negligenciar o marido” (35,2%), enquanto “maus tratos pelo marido” (31,3%) era a razão mais comum para mulheres. Muitos maridos da época reclamaram sobre suas mulheres fugirem de casa, o que elas normalmente faziam para escapar da violência doméstica.

Nos anos 90, 50,9% das consultas eram para aconselhamento sobre divórcios, um grande aumento em relação à década anterior, que era de 39,9%. “Maus tratos para com a esposa” foi citado em 33,5% dos divórcios, fato que o centro identificou como resultado de uma mudança de consciência entre as mulheres, e não a predominância de aumentos da violência doméstica. Enquanto no passado as mulheres tinham a tendência de enfrentar tais circunstâncias indefinidamente, nos anos 90 elas estavam mais propensas à escapar de situações abusivas através do divórcio.

Os aconselhamentos sobre divórcios também aumentou nos anos 2000, para 51,7%. Um fato notório foi que 11% dos homens relataram “maus tratos da esposa” como razão para o divórcio. Após a crise financeira de 1997, mais mulheres se tornaram economicamente ativas, exercendo posições mais autoritárias dentro de casa, o que algumas vezes resultou nos maridos se sentindo negligenciados pelas esposas.

A partir dos anos 2000, as razões dos divórcios tem se tornado mais abstratas e difíceis de provar, como a perda de afetividade, falta de diálogo e diferenças de personalidade. Mais casais solicitaram o divórcio diante de problemas do passado considerados triviais. Os conflitos resultantes da não aprovação dos pais ao casamento aumentaram de 44 em 2005, para 158 em 2015.

Para comemorar seu sexagésimo aniversário, o centro mediou um simpósio intitulado  “Estados atuais da família e seu futuro”, para discutir essa e outras questões, no dia 22 de Junho em Yeouido.


Disclaimer: As opiniões expressas em matérias traduzidas ou em colunas específicas pertencem aos autores orignais e não refletem necessariamente a opinião do KOREAPOST.



4 COMENTÁRIOS

  1. que texto mal escrito
    quase morri quando li “perca de afetividade” e perdi o interesse pois se não sabe escrever gramaticalmente, não vai saber interpretar e informar num texto.

    • Prezada Claude. Obrigada pelo seu comentário. Nossos tradutores voluntários são em sua maioria jovens estudantes de tradução ou letras sem o completo domínio das duas línguas. Contudo, houve uma falha nossa na revisão. Agradecemos a sua informação. Espero que tenha se dado a chance de ler outros textos nossos. Obrigada e Um Abraço!

      • Oi Angela! Obrigada pelo seu comentário. Infelizmente, nós nos deparamos com todos os tipos de comentários e temos que saber lidar com as críticas. Nossa equipe tem sempre muito cuidado com os textos e tentamos sempre dar o nosso melhor, mas somos seres humanos. E foi exatamente isso que respondemos ao comentário crítico da leitora. Apagar seria desrespeitar mais do que ela nos desrespeitou com o conteúdo do comentário “podre”. Mas nos alegra saber que temos leitoras como você que estão prontas à vir em nossa defesa!! Muito Obrigada!! E obrigada por curtir o Koreapost!

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