Na Coreia, a adoção é considerada historicamente um tabu, por conta da valorização e importância das linhagens sanguíneas na cultura do país. Para os coreanos, é a família que caracteriza quem você é e suas qualidades, então ainda há uma relutância em cuidar de crianças que não fazem parte de suas linhagens familiares.

Desde a Guerra da Coreia (1950-1953), a adoção de crianças coreanas por estrangeiros é comum no país, chegando a estar entre os cinco países que mais “exportam” crianças. Em 2012, a lei relativa a essa prática foi revisada, tornando mais difícil adotar crianças coreanas internacionalmente. O objetivo dessa revisão seria incentivar a adoção dentro do país, porém resultou em um aumento no número de crianças abandonadas anonimamente, sendo a maior parte por mães que temem o estigma de mãe solteira, ainda muito discriminadas na cultura coreana.

Já foram criadas diversas campanhas para incentivo à adoção na Coreia do Sul, a mais conhecida é a chamada “Letters of Angels” (cartas dos anjos), uma exibição de fotos de bebês que aguardam pela adoção criada pelo fotógrafo Jo Se Hyun em 2003 e ocorre anualmente desde então. Atualmente conta também com a participação de celebridades coreanas para trazer mais popularidade à causa.

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