Mais e mais jovens coreanos estão se transformando em reclusos depois de desistirem de procurar emprego em condições de mercado de trabalho cada vez mais desanimadoras.

Eles costumam ficar em casa por meses sem interagir com ninguém enquanto ponderam sobre seu destino. Não há números exatos de quantas pessoas na Coreia se enquadram nessa categoria, mas a agência Statistics Korea registrou o número de desempregados entre 15 e 29 anos que afirmam “simplesmente passar tempo em casa”.

O número cresceu de cerca de 200 mil em 2008 para 290 mil este ano, um recorde de 19,5% de todos os jovens coreanos desempregados.

Kim Jae-woo (27) se formou em uma universidade fora de Seul em fevereiro e se candidatou a empregos em mais de 150 empresas. Mas apenas 15 empresas pediram uma entrevista. Ele começou a procurar posições permanentes que pagassem 30 milhões de wons por ano, mas depois começou a se candidatar até mesmo para trabalhos de salário mínimo, tudo sem sucesso.

Kim perdeu o contato com seus amigos quando todas as tentativas de encontrar trabalho falharam. “Quando meus amigos me perguntaram o que eu estava fazendo, não tinha nada para contar e acabei me tornando um recluso”, disse ele.

Ele costumava jogar no computador por mais de seis horas por dia. Depois de terminar sua busca diária em sites de emprego e editar seu currículo, ele passava o resto do dia assistindo TV, navegando na internet ou mexendo em seu celular.

“Sentia que havia me tornado inútil à sociedade. Parecia não haver fim para esse túnel”, lembra ele. Ele finalmente aceitou um emprego com contrato de um ano, porque temia que pudesse acabar preso em seu quarto para sempre.

Especialistas acreditam que o número de coreanos reclusos pode crescer ainda mais. Kim Jung-sook, do Instituto Nacional de Políticas de Juventude, disse: “Quanto mais tempo demorarem para encontrar emprego, os jovens coreanos podem acabar perdendo a autoconfiança, evitando os outros e se encontrando socialmente isolados”.


Disclaimer: As opiniões expressas em matérias traduzidas ou em colunas específicas pertencem aos autores orignais e não refletem necessariamente a opinião do KOREAPOST.



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