Kim Jinseok, um trabalhador de escritório de 28 anos, acorda às 5 da manhã todos os dias para chegar à tempo em sua empresa no norte de Seul.

Porém isto não é por causa de engarrafamentos desagradáveis ou algum tipo de transporte publico, pois ele os tem disponível perto de casa. Ele o faz para utilizar seu novo aparelho eletrônico, comprado recentemente, para se locomover e se divertir.

Todas as manhãs, é como fazer uma viagem. Além disto é possível tomar ar fresco e apreciar a paisagem o que eu não conseguia fazer antes no transporte público” O aparato que ele comprou meses atrás, é um Dual Former 2, equipado com um motor a eletricidade. Ele consegue fazer até 75 quilômetros com uma única carga a uma velocidade máxima de 60 km/h.

O produto fabricado por uma empresa sediada em Hong Kong não estava disponível na Coreia, então Kim o comprou por meio de um site no exterior. O que fez com que demorasse certo tempo para ele colocar as mãos no produto, mas, segundo ele, foi uma espera que valeu a pena.

Eu ando cerca de 18 km todas as manhãs para chegar ao trabalho. Devido ao lugar em que vivo, é um pouco difícil usar o transporte público, sem fazer transferências. Comprei isso para economizar tempo e dinheiro, mas além disso ele também traz prazer à minha viagem“.

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Kim está dentro do crescente número de pessoas, principalmente jovens, que buscam a chamada mobilidade pessoal, que juntamente com dispositivos associados, está em franco crescimento.

A mobilidade pessoal refere-se principalmente a aparelhos de movimentação para uma única pessoa, que são desde pranchas elétricas a scooters de uma roda e bicicletas elétricas. O segmento recebeu destaque quando uma empresa dos EUA lançou uma scooter inovadora de duas rodas auto-equilibrada chamada Segway no início dos anos 2000.

Com os avanços tecnológicos e a produção em massa para suprir a crescente demanda, os dispositivos de mobilidade pessoal se tornaram cada vez mais acessíveis, não mais apenas a um pequeno grupo de pessoas com recursos financeiros, o que ampliou as opções disponíveis no mercado.

Especialmente em áreas urbanas, como Seul, conhecida por seus congestionamentos nas horas de pico, esses dispositivos de mobilidade pessoal são uma possível alternativa para economizar tempo, reduzir emissões de gases e poluentes, sendo uma forma mais agradável de se deslocar.

De acordo com um relatório do Korea Transportation Institute, cerca de 60 mil dispositivos de mobilidade pessoal foram vendidos em 2016, e as vendas deverão aumentar em 20%, o que se prevê serem de 75 mil este ano e se expandirão para mais de 200 mil até 2022.

Além do grande crescimento, os preços têm abaixado de forma significativa, sem comprometer a qualidade e a segurança, o que é um aspecto fundamental que as pessoas consideram antes de comprar qualquer equipamento.

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Yang JinSeok, um homem de 40 anos que vive na parte ocidental de Seul, comprou uma ferramenta de mobilidade pessoal recentemente, graças aos preços muito baixos. Sua escolha foi uma bicicleta elétrica produzida pela Xiaomi Inc. da China. Ele a comprou no exterior.

Normalmente, as bicicletas elétricas são vendidas aqui por mais de 1 milhão de wons (US$922), mas depois que fiquei sabendo que a Qicycle of Xiaomi as vendia por menos da metade do valor de muitas outras marcas, tomei a decisão de obter uma“.

A Qicycle é uma bicicleta elétrica, com sistema de assistência ao pedal (PAS), o que significa que você precisa pedalar para ajudar o motor elétrico. Com uma única carga, ele pode rodar 40 km.
Eu não comprei para viajar, mas para fazer exercício. Onde eu moro há muitas colinas, então é difícil chegar às ciclovias ao longo do rio Han“, disse ele. “Sempre voltava de um passeio muito exausto, mas agora não me preocupo mais com isso“.

A crescente popularização trouxe alguns acidentes relacionados a segurança, muitos causados por uma má manipulação ou excesso de confiança. Woo Hyunik (nome fictício) ainda lembra-se muito bem da experiência que teve há alguns meses, quando teve o que poderia ter sido um acidente fatal ao montar sua scooter elétrica.

Depois de andar na scooter, fiquei mais confiante em utiliza-la. Esse foi meu problema. Não vi um caminhão enquanto olhava para meu celular“, disse ele em um post em mídia social. “Felizmente, tive apenas algumas contusões. Mas ainda me sinto terrível quando penso nisso“.

AEN20171129000300315_01_iOutro problema mais grave, que pode aparecer são que muitos usuários criticam o fato de não se manterem cientes da velocidade com que as pessoas usam seus dispositivos de mobilidade elétrica.

De acordo com a lei atual, a utilização de dispositivos elétricos requer uma licença emitida pelo estado, que pode ser obtida a partir dos 16 anos de idade, mas a maioria dos usuários não a possui.

Outro ponto fraco do transporte, é que muitas ferramentas de mobilidade pessoal elétrica não podem ser usadas em ciclovias que estão estabelecidas em Seul. Isso faz com que muitos usuários utilizem estradas públicas onde enfrentam muito mais riscos de carros, caminhões e ônibus que se movem rapidamente.

Uma mudança recente que o governo de Seul está adotando é a de permitir que as bicicletas elétricas usem ciclovias a partir de março do ano que vem, com uma condição prévia de que elas utilizem algum tipo PAS com velocidade e o peso – não seja superior a 25 km/h e 30 kg.

Uma lei semelhante está atualmente pendente no parlamento, com o objetivo de permitir que os equipamentos elétricos usem estradas de bicicleta, mas esta não tem previsão para ser aprovada já que a licença para bicicletas elétricas levou anos.

Yang, que está ansioso para utilizar seu Qicycle sempre que pode, reconheceu saber que é ilegal usar seu novo dispositivo em ciclovias, mas isto não lhe incomoda.

Sua preocupação não é a regulamentação. Ele só quer ter certeza de pode utilizar seu equipamento de forma segura.

O principal motivo pela qual o comprei foi para ir trabalhar“, disse ele. “Sempre que o utilizo eu me sinto ótimo e me divirto muito. Espero que todos os problemas regulamentares sejam resolvidos, mas por enquanto eu ainda vou andar no Qicycle no meu tempo de lazer “.


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