Um estudo realizado pela Sociedade Coreana de Bem-Estar Social Gerontológico, foi conduzido com bases em pesquisas com 358 idosos pertencentes ao grupo dos 10% mais ricos e 1.462 com uma renda familiar de 1 milhão de wons (aproximadamente R$2.880,00) ou menos ao mês.

Através dessas pesquisas, foi descoberto que aqueles que não precisam de nenhum apoio financeiro ainda assim sentem falta das contribuições de seus filhos. Enquanto isso, aqueles que possuem menos dinheiro sentem-se tristes por não poderem ajudar financeiramente seus filhos.

Chun Mi-Ae, professora na Universidade de Chongshin, que organizou a pesquisa, disse que podem haver várias razões para essa infelicidade.

Um dos cenários possíveis é que os pais que não recebem dinheiro de seus filhos provavelmente têm uma relação mais distante com eles”, afirma Mi-Ae. “Eles podem não estar passando muito tempo com eles, ou não falarem com seus filhos com frequência. Independente das condições financeiras, a relação ruim com os filhos pode deixá-los tristes.”

Outra possibilidade é que esses filhos não estejam bem financeiramente. “Independente de seu próprio status financeiro, esses pais podem se sentir mal por seus filhos estarem passando por dificuldades”, conta. “Além disso, alguns deles podem sentir que seus filhos estão sendo ingratos, não valorizando toda a ajuda que receberam dos pais enquanto estavam crescendo”.

Sobre aqueles com menos dinheiro, Mi-Ae diz que eles podem achar que não estão cumprindo seu papel como pais. “Muitos pais ainda acham que possuem a responsabilidade de financiar os custos da educação e casamento de seus filhos”, diz. “A incapacidade de completar essas tarefas pode trazer culpa e infelicidade.

De acordo com um relatório do Instituto Coreano para a Saúde e Negócios Sociais, 48% da população idosa do país vivia na pobreza em 2013, sendo pobreza, definida como uma renda mensal de 50% ou menos da média em todo o território.

Parece que as relações dos idosos coreanos com seus filhos é altamente afetada pelo dinheiro, de qualquer uma das partes. O governo deveria considerar esse fato ao criar políticas e programas de bem-estar para os mais velhos”, completa Mi-Ae.


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