Cães salvos do abate por uma ONG

Centenas de manifestantes realizaram uma manifestação, contra o consumo de carne de cachorro perto do Centro de Artes Performáticas de Sejong, em Gwanghwamun,  domingo passado, devido a proximidade do Chobok, dia em que os coreanos tradicionalmente comem “comida forte”.

Os coreanos geralmente comem tigelas de sopas que supostamente estimulam o vigor nos três dias de “bok” do verão. Os dias são conhecidos como chobok, jungbok e malbok e caem em 17 de julho, 27 de julho e 16 de agosto, respectivamente.

Algumas dessas sopas envolvem carnes comuns, como frango, mas outras têm carne de cachorro em seu preparo.

Manifestantes elevam sua voz contra o consumo de carne de cachorro

A Associação Coreana de Bem-Estar Animal, a Organização Coreana para a Proteção de Gatos e outros grupos de defesa dos direitos dos animais pediram a proibição do abate de cães e gatos, dizendo que a atual lei de proteção animal não é rigorosa o suficiente para impedir tal ato.

Os manifestantes indicaram em um comunicado de imprensa que existem cerca de 15.000 fazendas de cães em todo o país e cerca de 2 milhões destes animais são abatidos anualmente.

Em frente ao Donghwa Duty Free, perto do Centro de Sejong, proprietários de fazendas de cães e matadouros protestaram pela proteção de seus meios de subsistência, afirmando que as informações sobre fazendas de cães espalhadas pelos grupos de direitos dos animais não são precisas.

Uma petição online pediu ao governo um projeto para a revisão da lei de proteção animal proposta por Pyo Chang-won, um legislador do Partido Democrata – o pedido ganhou 178.000 assinaturas no site da Cheong Wa Dae (governo coreano) até o meio-dia de segunda-feira.

O Pyo visa medidas práticas para prevenir os maltrato de animais e a matança ilegal, uma vez que o consumo de carne de cão continua a ser uma área imprecisa na legislação coreana, sem qualquer proibição específica, o que ainda da espaço ao abate de animais de forma não declarada.

A controvérsia sobre o consumo de carne de cachorro cresceu, quando um tribunal coreano decidiu em abril que a morte por eletrocussão de um cão para consumo viola a lei de proteção aos animais. O caso foi levado pelo grupo Care de defesa dos direitos dos animais contra um dono de uma fazenda de cães em Bucheon, na província de Gyeonggi. O proprietário foi multado em 3 milhões de won (US$ 2.700).

Em uma pesquisa feita pela Realmeter em 25 de junho, cerca de 51,5% das pessoas disseram que eram contra a proibição, enquanto 39,7% disseram que concordam que o consumo deva ser proibido. Os 8,8% restantes dos entrevistados não tinham opinião sobre o assunto.


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