O termo “moda vegana” desconcerta muitos na Coreia, onde a consciência do veganismo é baixa.

No entanto, com o recente anúncio da casa de moda italiana Gucci de que ficará livre de peles no próximo ano, mais pessoas se familiarizam com o conceito.

Também contam com os esforços de Yang Yoo-na, de 34 anos,  que dirige a marca de moda sem crueldade, a Vegan Tiger, para promover os direitos dos animais.

“Basicamente, significa que não usamos qualquer tipo de fibra animal, por isso não há peles, couro, lã, angorá ou botões feitos de chifres de animais”, disse Yang em uma entrevista em seu escritório no Seul Innovation Park no mês passado. “Nós usamos substitutos em vez disso”.

Yang disse que existem muitos materiais artificiais de pele e couro, mas este não é o caso da lã ou da seda.

CEO da Vegan Tiger, Yang Yoo-na. Foto: Yang Yoo-na (arquivo pessoal)

“Eu passo muito tempo procurando os têxteis certos”, disse ela.

A intenção é fazer os melhores substitutos possíveis.

“Se você está visando pessoas que gostam de peles, você deve fazer substituições boas o suficiente para que elas optem por estas peças”, disse Yang. “Produzimos vestuário moderno e de alta qualidade para as quatro estações”.

Para promover sua mensagem, a marca também cria campanhas alusivas ao tema. A Vegan Tiger doa 5% de seus lucros para movimentos anti-peles e proteção animal.

Yang vende os produtos na loja online da marca, bem como em uma loja de marcas sociais no Doota Mall no mercado de moda de Dongdaemun.

“A Vegan Tiger é um apelido que as pessoas me deram por meus traços de personalidade. Eles dizem que eu sou de temperamento rápido, forte e de frente para o futuro”, disse Yang, rindo.

A marca tem uma mulher com uma máscara de tigre como seu logotipo. Yang trabalhou por mais de seis anos na indústria da moda. Ela então se deparou com uma situação que a fez se dedicar aos direitos dos animais.

Foto: Vegan Tiger
Foto: Vegan Tiger

Na época, um caso grave de febre aftosa atingia as fazendas locais, e os agricultores enterraram um grande número de vacas e porcos vivos. “Ocorreu-me que as pessoas são capazes de protestar quando experimentam injustiça, mas os animais resistem silenciosamente a crueldade, ou são mortos”, disse Yang. “Eu queria fazer com que suas vozes fossem ouvidas”.

Isso a levou a se juntar a um grupo de direitos dos animais. Na época, Yang tornou-se vegana, mas quando ela procurou itens de moda veganos, quase não havia nenhum disponível. “Percebi que não era suficiente realizar campanhas; deveriam haver substitutos bons e de boa qualidade”. 

Junto com a execução da marca de moda vegana, Yang pretende promover o veganismo através de festivais que ela organiza. O mais recente realizado no mês passado tinha 80 estandes e mais de 6.000 pessoas participaram do evento.

“Ser um vegano não é apenas sobre não comer produtos animais. É um estilo de vida. Não usar fibras animais, não usar cosméticos que utilizam testes em animais e subprodutos animais, além de reduzir o desperdício”, disse Yang.

“Mas acho que é importante reduzir a barreira para aqueles que aprendem sobre o veganismo pela primeira vez. Primeiro tentamos informá-los que há muitos substitutos para carne e queijo. Embora o mercado ainda seja pequeno, continua crescendo” ela disse.


Disclaimer: As opiniões expressas em matérias traduzidas ou em colunas específicas pertencem aos autores orignais e não refletem necessariamente a opinião do KOREAPOST.



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