Há dez anos, em julho de 2009, o número de pessoas que moravam sozinhas era de 6,08 milhões na Coreia do Sul, ocupando 31,7% do total de domicílios.

Comparado a um leve aumento no número de moradias na última década, o número das residências com pessoas solteiras subiu mais de 2 milhões, chegando aos 8,33 milhões em julho de 2019.

De acordo com o Ministério do Interior e Segurança, eles respondem por 37,3% do total de 22,31 milhões de residências em todo o país. Eles superaram dois integrantes (5,04 milhões), três integrantes (4,0 milhões), quatro integrantes (3,68 milhões), cinco integrantes (960.000) e famílias com seis integrantes (208 mil).

Seul liderou a lista entre as oito principais cidades, respondendo por 40,1% das residências de uma pessoa só, com 1,72 milhão do total de 4,3 milhões de lares na capital. “Morar sozinho é uma tendência não só entre os jovens e os de meia-idade, mas também de idosos”, disse um funcionário do governo.

Os número de pessoas morando sozinhas cresceu rapidamente, incluindo a nova geração e os mais velhos. A chamada síndrome “YOLO” (Você só vive uma vez) também está ganhando atenção e prioriza aproveitar o momento, enquanto ocorre um declínio no número de casamentos e aumento das taxas de divórcios na Coreia. Foto: Korea Herald

Daejeon e Busan ficaram em segundo e terceiro lugar, representando 37% e 36,6%, respectivamente. Gwangju ficou em quarto com 35,9%. A província de Jeolla do Sul registrou a maior porção de moradias com apenas uma pessoa entre as oito cidades e nove províncias com 42,6%, seguida pela Província de Gangwon com 41,9%.

As próximas classificações foram as províncias de Chungcheong do Sul, Gyeongsang do Norte e Jeju, com 40,4% cada. Isso mostra que um número crescente de idosos residem sozinhos em áreas rurais quando perdem o cônjuge e seus filhos casados se mudam para cidades metropolitanas.

Em comparação, a Província de Gyeonggi ficou em último lugar entre as nove províncias, com 34,1%, que tem novos distritos residenciais, para onde muitas famílias ou recém-casados se mudaram de Seul.

Ulsan e Sejong ficaram em último e segundo lugar entre as 17 principais cidades e províncias, com 31,7% e 32,3%. As duas cidades têm o menor percentual de idosos no país (16 para o Ulsan e 17 para o Sejong) com 65 anos ou mais, já que têm empregos voltados para a indústria e administração, respectivamente.

Infográfico (traduzido) Fonte: Han Chang-duck/The Korea Herald

Os analistas de pesquisa demográfica compartilham a visão de que a tendência de mais domicílios de uma única pessoa está se espalhando rapidamente pelas principais cidades e nas áreas rurais. Eles citam baixas taxas de fertilidade, taxas crescentes de divórcio, queda nas taxas de casamento e o movimento de jovens nascidos em áreas agrícolas à áreas urbanas.

Em julho de 2009, os domicílios de quatro integrantes representavam 22,2% (4,25 milhões) do total de 19,05 milhões de residências em todo o país. Foi o segundo maior em proporção, atrás dos lares de uma só pessoa, cujo número e percentagem do total de residências registou 6,08 milhões e 31,7%, respectivamente.

O terceiro e o quarto maior eram de dois (18,8%) e três integrantes (18,7%) por residências há 10 anos. Em contraste, em julho de 2019, o número de domicílios de quatro pessoas era de 3,68 milhões, uma queda de 13,4%, ou 570 mil, em relação à década anterior.

Além disso, o percentual de famílias com quatro pessoas caiu para o quarto lugar, com sua parcela permanecendo em apenas 16,5% do total no mês passado. O número de famílias de dois e três integrantes aumentou para 5,04 milhões e quatro milhões, cerca de 40% e 10% a partir de uma década anterior.

Com base no percentual, os domicílios de duas e três pessoas ficaram em segundo e terceiro lugar, com 22,6% e 17,9%. Assim como os de quatro moradores, o número de famílias de cinco pessoas caiu 20,6%, de 1,21 milhão em julho de 2009 para 960 mil em julho de 2019.

O número de domicílios com seis moradores caiu de 280.000 para 208.000 unidades, o que é bem diferente dos anos 60 e 80, quando as famílias unidas eram mais comuns.

Aponta-se que o número de famílias de quatro pessoas foi inicialmente ultrapassado pelos lares de dois moradores em novembro de 2013, de 4,12 milhões para 4,13 milhões.

Junto a isto, as famílias de três pessoas também ultrapassaram as de quatro pessoas em fevereiro de 2017, quando os números registraram 3,93 milhões e 3,92 milhões, respectivamente.


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