Olá, leitores do Koreapost!

Entre o final do ano passado e o começo desse ano, escrevi algumas matérias sobre como estava sendo minha estadia em Seul. Bem, agora que voltei para o Brasil, meus posts passarão a ser mensais e vão abordar outras coisas além das experiências que vivi pela Coreia. Mas como o primeiro post da nova fase da coluna Laureando, digamos assim, acho que não teria como não falar sobre os 6 meses que passei em Seul.

A primeira coisa que todos me perguntam é: como foi? E eu não sei o que responder além de: foi maravilhoso (às vezes alterno com “foi ótimo” para não soar tão repetitiva). E essa resposta parece tão insuficiente, mas eu não sei o que mais responder. Como resumir 6 meses em uma frase? É uma tarefa difícil. Em 6 meses acontecem tantas coisas! E nem todas boas. Mas, aproveitando o clima de melancolia saudável, resolvi falar um pouco sobre coisas que eu gostava na minha vida em Seul.

Acho que o que eu mais gostei da Coreia é como você pode trombar com algo histórico totalmente sem querer. Na primeira vez em que eu e minhas amigas fomos para a livraria Kyobo da região de Jongno, perto da praça Gwanghwamun (onde os protestos contra Park Geun-hye se concentraram), topamos com uma escavação arqueológica totalmente sem querer. Acho que a escavação em questão não é considerada tão importante – as informações no local só estavam em coreano e quando procurei na internet não consegui encontrar informações à respeito, mas pelo que entendi é a escavação de uma casa, talvez até de uma loja. E tava lá, no chão, coberta por um vidro que os coreanos passavam por cima sem nem prestar atenção, totalmente acostumados com aquilo, enquanto eu e minhas amigas tirávamos fotos (as minhas não ficaram tão boas, mas…).

Acervo pessoal
Acervo pessoal

Outra coisa muito boa é a quantidade de lugares que funcionam 24h. Loja de conveniência, rede de fast food, até alguns restaurantes de comida tradicional coreana funcionam 24h. Muito útil quando você volta da balada 3 da manhã querendo comer um hamburguer, ou se você precisar comprar alguma coisa numa loja de conveniência no meio da noite (vai que). Uma vez fui terminar um trabalho para a escola no McDonald’s depois das 23h, porque minha colega de quarto ia dormir cedo.

O que me leva a: segurança. Não quero com esse post comparar Coreia do Sul e Brasil – tenho um pé atrás em relação a comparar países, principalmente se tiverem cultura e história tão diferentes um do outro. Cada país tem seu aspecto bom e ruim, assim como um porquê para tal. Mas é inegável o fato de que a Coreia do Sul é mais segura que o Brasil. Como eu disse acima, eu não me preocupava em andar pela rua tarde da noite, nem em deixar minha mochila e notebook na sala de estudos e voltar depois de, digamos, meia hora, pois eu sabia que ainda estariam lá. Claro, cuidado nunca é demais e não dá pra ficar dando mole, mas eu me sentia mais tranquila ao andar em Seul com meu celular no bolso do que me sinto fazendo isso em São Paulo.

Já que falei das lojas de conveniência, não posso deixar de mencionar, as próprias! Sério, elas são maravilhosas! Além da esmagadora maioria ser 24h, elas têm de tudo! Já cheguei a comprar lapizeira em uma. E não sei direito como funciona, mas em algumas dá até para enviar coisa por correio! Também dá pra pagar as compras com o TMoney, dá pra recarregar o TMoney, e se você não tiver nada para comer em casa mas não quiser ir para um restaurante nem pedir entrega, você pode ir a uma loja de conveniência e comprar uma marmitinha. Bom, acho que deu para perceber como eu gosto das lojas de conveniência coreanas, né? Elas são tão, sei lá… convenientes (perdão pelo trocadilho)! E estão em todo lugar!

O intercâmbio foi realmente uma experiência maravilhosa. Para falar a verdade, meu medo antes de ir era não me adaptar – existem casos de estudantes que chegam a ter depressão durante o intercâmbio. Mas foi tudo o que eu esperava, o que é uma coisa rara de acontecer. Não só conheci lugares incríveis, como fiz amizades que realmente se tornaram a minha família durante esses 6 meses. Estar de volta é bom e estranho ao mesmo tempo, e apesar de ainda não ter me sentido triste por não estar mais em Seul, de vez em quando bate uma saudadezinha gostosa.


Disclaimer: As opiniões expressas em matérias traduzidas ou em colunas específicas pertencem aos autores orignais e não refletem necessariamente a opinião do KOREAPOST.



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