As bibliotecas públicas coreanas estão evoluindo para o que se pode chamar de “centros de desenvolvimento de cultura”. Os governos locais estão renovando e expandindo as instalações para adequá-las melhor às necessidades dos cidadãos.

O artigo 22 da lei das bibliotecas incentiva os governos a designarem como bibliotecas “centrais”, as principais de cada região do país. Grandes mudanças estão por vir para alguns desses estabelecimentos ao redor da Coreia.

Em Gyeonggi foram investidos 65 bilhões (R$ 201 Milhoes) de won para a construção de uma nova Central até 2020. Um dos objetivos principais do prefeito é utilizar uma praça próxima para a realização de grandes eventos de leitura.  Na cidade de Daegu também há planos para substituir sua velha Central por uma mais nova no distrito de Namgu.

O governo metropolitano de Busan terminará a construção de sua nova biblioteca em 2018. O local, composto por dois andares abaixo do chão e quatro acima, deixa um pouco de lado as salas de leitura tradicionais e traz mais livros nas estantes.

Modelo tradicional de biblioteca coreana usada em maior escala por jovens para estudar, um pouco esquecida pelas outras parcelas da população. Foto: KobizMedia/ Korea Bizwire
Modelo tradicional de biblioteca coreana usada em maior escala por jovens para estudar e um pouco esquecida pelas outras parcelas da população. Foto: KobizMedia/Korea Bizwire

Em Gyeongbuk, o goveno liberou 34,8 bilhões de won (R$ 105 Milhões) de investimento para a construção de uma nova Central em uma de suas cidades novas, próxima a Andong e Yecheon. A nova construção tem previsão de funcionamento para 2018.

O conteúdo das bibliotecas coreanas também está mudando, para se adequarem melhor às necessidades de seus visitantes. Nelas, é oferecida maior diversidade, incluindo estantes com livros infantis e sobre outras culturas, além de programas culturais, como palestras de humanidades. A biblioteca Haeundae em Busan  oferece até programas educacionais para idosos. Bibliotecas em cidades como Changwon, Gimhae e Tongyeong, onde há um maior número de famílias multiculturais, oferecem programas de língua coreana e exploração da cultura.

Essas são grandes mudanças para as bibliotecas públicas que há muito tempo se tornaram espaços quase exclusivos para jovens estudantes.

Uma biblioteca não deve ser um lugar apenas para estudar para provas”, diz uma autoridade de Gwangju. “Continuaremos a nos esforçar para criar um local de lazer e cultura para todos, sem nos importar com a idade”, completa.


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