“É tão conveniente, pois não preciso mais me deslocar até Jeonju”, diz uma senhora em frente à entrada de um cinema pequeno na cidade de Gimje, na Província de Jeolla do Norte. Ao seu redor, uma pequena multidão de senhores, famílias e crianças, todos esperando a abertura das portas.

Dizendo que estava lá com suas crianças, a Sra. Kim aos 47 anos ecoou o sentimentos das mulheres mais velhas. Sorrindo, ele falou “Antes, eu tinha que dirigir por 30 minutos até Jeonju para assistir um filme, mas desde que este cinema se estabeleceu, fui capaz de economizar tempo e dinheiro. É muito prático”.

O cinema de Gimje, inaugurado em setembro de 2013, é um dos 32 cinemas que surgiram em pequenas cidades e condados rurais por todo o país.

(Imagem: Yonhap)
(Imagem: Yonhap)

De acordo com o Ministério da Cultura, Esportes e Turismo, o total de pequenos cinemas  poderá chegar a 50 até o final de 2018.

O primeiro mini-cinema começou a exibir filmes no Condado de Jangsu, na Província de Jeolla do Norte em 2010. Nomeado de “Cinema Hannuri”, o local ganhou popularidade rapidamente entre os moradores por seu preço acessível (5 mil won por ingresso em filmes 2D e 3D, aproximadamente metade do preço de ingresso em uma grande sala de cinema) e localização conveniente.

Devido a popularidade dos cinemas pequenos, o governo se envolveu no projeto em 2013. Graças ao financiamento estatal, comunidades agrícolas em sua maioria, relativamente despovoadas e financeiramente modestas estão tendo acesso a salas de cinema em um ritmo acelerado.

Também chamado de mini-cinema, os pequenos cinemas são designados como tal por seus assentos limitados, variando normalmente de 50 a 100 assentos por sala.

(Imagem: Yonhap)
(Imagem: Yonhap)

Estes estabelecimentos mostram lançamentos quase ao mesmo tempo que os cinemas das cidades maiores. Assim, a necessidade de viajar longas distâncias para assistir o mais recente sucesso de bilheteria é bem menor.

O objetivo do Ministério da Cultura, Esportes e Turismo é levar os mini-cinemas para cerca de 60 cidades e condados que ainda não têm um cinema. A expectativa é atingir o equilíbrio inter-regional em relação a frequência da população nas salas de cinema.

Segundo dados do governo, um morador de Seul vai ao cinema seis vezes por ano, em comparação a um residente da província de Jeolla do Sul ou do Norte, que vai apenas duas vezes por ano.

A anterior falta de opções de exibição de filmes é provavelmente um fator proeminente no sucesso dos mini-cinemas em Jeolla do Norte. Das suas 14 cidades e condados provinciais, nove abrigam pequenos cinemas.

No papel de gestão e supervisão da maioria desses estabelecimentos, encontram-se as cooperativas sociais. Poucos são administrados por organizações locais ou pelo próprio município.

(Imagem: Yonhap)
(Imagem: Yonhap)

As organizações às quais foram confiados os pequenos cinemas repassam 40% a 50% das receitas de ingressos para o município e o restante é dedicado aos gastos gerais e outras despesas comerciais necessárias.

No geral, os mini-cinemas provaram ser um sucesso com o público provinciano. Apesar do sucesso continuar, algumas preocupações se aproximam.

Em um estudo realizado pelo governo em dezembro de 2016, a satisfação com o preço dos ingressos foi alta em todas as regiões e faixas etárias.

No entanto, é incerto se os preços continuarão a ser controlados a taxas acessíveis, pois alguns dos cinemas preferem aumentá-los.

Em janeiro passado, o pequeno cinema do condado de Jangsu aumentou sua taxa em 1.000 won. O estabelecimento situado no condado de Gimje também elevou sua taxa de entrada, de 5 mil (won) para 6.000 won em filmes 2D e 8 mil (won) para 3D.

Alguns dos motivos pela mudança de preços foram o aumento dos valores e a injusta desvantagem das taxas baixas apresentadas para cinemas menores, em relação às grandes cadeias de cinema. Espera-se que esta última questão se torne mais contenciosa, à medida que os pequenos cinemas continuem a crescer.

O aumento crescente dos mini-cinemas reflete em números; em 2013, 0,08% de todos os assentos estavam em cinemas pequenos, percentual que em 2016 atingiu 0,58%. Com preços que eles não podem enfrentar e uma presença florescente, os cinemas maiores podem enxergar os mini-cinemas como uma ameaça aos seus negócios.

Dentre os problemas com ingressos mais baratos há um por trás das cenas. Os mini-cinemas remetem de 65% a 76% do que as principais salas de cinema pagam aos distribuidores de filmes por direitos de exibição, cortando os ganhos da indústria cinematográfica.

Um informante em uma distribuidora de filmes disse sob condição de anonimato: “É difícil compreender por que os lucros gerados pelos pequenos cinemas vão para os governos locais ou organizações de supervisão. Se eles estivessem operando com prejuízo, talvez, mas em situações em que estão gerando lucro, é necessário normalizar as porcentagens de comissão. ”


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