Escolas ao redor do país se apresentaram na última quarta-feira para rejeitar o conjunto controverso de livros de história autorizados pelo governo e apoiados pela presidente afastada Park Geun-hye.

Os livros para estudantes de ensino fundamental e médio foram apresentados pelo governo no mês passado para corrigir o que é visto como uma narrativa de esquerda, com um viés pró-Coreia do Norte, existente em livros de história produzidos por editores privados.

A ala liberal denunciou os novos livros como uma tentativa de glorificar a governo militar do pai de Park Geun-hye, o falecido líder Park Chung-hee, que governou o país por 18 anos até ser assassinado em 1979.

Essa image feita pela Yonhap News mostra três livros de história autorizados pelo governo.
Essa image feita pela Yonhap News mostra três livros de história autorizados pelo governo. Via Yonhap News

O Ministério da Educação afirmou que receberá inscrições de escolas que desejem adotar os livros por um período temporário antes do lançamento oficial no ano que vem, mas nenhuma escola se voluntariou até a data limite na quarta-feira, mesmo após uma extensão de uma semana, de acordo com as 17 secretarias de educação do país.

Uma escola de ensino médio de Seul anunciou de forma publica o seu desejo de usar os livros e fez a inscrição na secretaria de educação de Seul. No entanto, a secretaria rejeitou a inscrição e a escola em resposta afirmou que compraria os livros de forma independente. O Ministério disse que considera distribuir os livros de graça para as escolas que ainda desejem usa-los como material educacional suplementar.

Além disso, a contagem oficial de inscrições está planejada para segunda-feira.

Na semana passada, o ministro da educação Lee Joon-sik avisou aos grupos civis e a maior associação de professores do país, que foi considerada ilegal em 2013, que o governo planeja tomar ações legais caso tentem deter escolas de adotarem os livros.

Ele também disse que o governo iria fazer um programa teste com até mesmo uma escola. O governo ofereceu pontos de mérito para professores e um subsídio de 10 milhões de wons para escolas voluntárias.


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