Olá pessoal, tudo bem? Hoje vamos falar sobre o período da ocupação da península Coreana pelos Japoneses. Este momento tenso da história Coreana em que o país ficou sob o controle direto de outra nação, quando sua cultura e identidade foram transformadas.

No começo do século 20 teve início o processo da expansão do Japão. Em 1905, na sequência da Guerra Russo-Japonesa, o governo japonês declarou unilateralmente que a Coreia seria, doravante, um protetorado japonês. Em agosto de 1910, esse status foi alterado, e a Coreia tornou-se uma colônia formal do império japonês. Esta foi a primeira vez na longa história da Coreia em que o país e seu povo foram subjugados sob um regime colonial. O que tornou esta situação ainda mais irritante era o fato de que, historicamente, o povo coreano sempre se considerava mentor da cultura japonesa.

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A intempestiva ocupação japonesa verdadeiramente bloqueou o processo de modernização da Coreia, porém, alguns historiadores,  simpáticos à política japonesa, afirmam que foram realizados progressos consideráveis nos sistemas econômicos e educacionais da Coreia durante o período colonial. Eles argumentam que a ocupação japonesa foi, a longo prazo, benéfica para a modernização da Coreia. Embora não se possa negar que houve algum grau de progresso econômico entre 1910 e 1945, os principais beneficiários foram os japoneses e um punhado de colaboradores coreanos.

A maioria da população coreana foi reduzida a um estado de empobrecimento e analfabetismo. O Japão governou a Coreia através do escritório de um Governador-Geral, que geralmente era um militar do exército ou da marinha japonesa. Durante a primeira etapa da ocupação (1910-1919), os coreanos foram controlados por um sistema dramático de guarda-policial fronteiriça, uma força militar que controlava a política e que os privou de muitas liberdades civis básicas.

Os rigorosos controles sociais finalmente produziram uma demonstração massiva e nacional de revolta em 1 de março de 1919, referido atualmente como Dia do Movimento. Isso obrigou os japoneses a afrouxarem o aperto à população coreana.

Durante a segunda fase do domínio colonial (1919-1932), o Governo-Geral permitiu ao povo coreano um grau de liberdade de expressão e de reunião. No início da década de 1920, por exemplo, três jornais coreanos foram publicados em língua nacional e, em 1927, um partido político coreano composto de nacionalistas de direita e de esquerda, o Sin’ganhoe (New Korea Society), foi estabelecido.

Por causa do clima político relativamente tolerante, mesmo os socialistas conseguiram fundar um Partido comunista coreano clandestino em Seul em 1925. Foi também durante esse período que algumas modernas faculdades, incluindo a Universidade Imperial Japonesa Keijo [em Seul] e algumas faculdades coreanas, foram organizadas com financiamento público e privado.

A terceira fase do governo japonês (1932-1945) viu um retorno da regra draconiana à Coreia uma vez que os japoneses exploraram implacavelmente a mão-de-obra coreana e os recursos para apoiar seus esforços de guerra na Manchúria (depois de 1932), China continental (depois de 1937) e o Pacífico (depois de 1941). O povo coreano foi forçado a parar de usar seu próprio idioma, adotando nomes japoneses e adorando nos santuários xintoístas. No final, no entanto, tais medidas implacáveis serviram apenas como incentivo adicional à população coreana e para alimentar o fervor nacionalista.

Imagem: Google Imagens
Imagem: Google Imagens

O período de ocupação japonês foi marcado pela recusa da Coreia em aceitar seu status de proteção e anexação. O movimento maciço de 1º março inspirou pessoas de todos os graus da sociedade a lutar por independência; sua liderança era heterogênea e consistia de membros de Chǒndogyo (anteriormente, Tonghak), protestantes e organizações budistas.

O tamanho e a intensidade do movimento surpreenderam os japoneses que achavam que suas políticas brutais acabariam por quebrar a espinha dorsal do espírito nacional coreano e não  fortalecendo-o. Embora o movimento tenha diminuído após 1919, a resistência coreana em casa continuou de muitas formas: demonstrações de estudantes, greves trabalhistas, disputas de arrendamento e boicotes contra bens japoneses.

Apesar dos novos esforços japoneses para eliminar a resistência política, os nacionalistas coreanos e os comunistas continuaram a se agitar contra os japoneses em movimentos dispersos em todo o país. Em meados de agosto de 1944, por exemplo, uma coalizão política clandestina, a Liga da Independência da Coreia, foi formada sob a liderança de Yo Un-hyong, um nacionalista de esquerda. Foi essa liga que mais tarde formou a comitê para a Preparação da Independência da Coreia (CPKI), o governo interino que foi estabelecido em Seul imediatamente após a rendição japonesa em agosto de 1945.

a voz do povo de 1945

Continue acompanhando o desenrolar desta história nos próximos posts. Até mais!!


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6 COMENTÁRIOS

  1. Olá, gostei muito do resumo apresentado desta época de dominação japonesa.
    Você tem algum material sobre o crescimento da industria de TI da Coreia? Tenho material de estudiosos americanos sobre a questão mas gostaria de obrer material oriundo da própria Coreia.

  2. Marcia, estamos com um projeto sobre este assunto, mas no momento não temos uma fonte tão direcionada ainda. Utilizamos os sites da Coreia para nos atualizar, como: The Korea Herald e The Korea Times. Abraço e obrigado por nos acompanhar!

  3. Olá Charles, No momento estou assistindo SUNSHINE, este drama Coreano conta esse período da ocupação japonesa desde o seu inicio, se ainda não assistiu vale a dica.

    • Olá Rogério, assisti a este drama e é muito bom…adoro filmes e séries orientais. no momento estou assistindo saimdang. muito bom tbm. vale a pena assistir.

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