O dia 1° de Março marca um dos mais famosos protestos pró-independência da Coreia, quando centenas de milhares de pessoas tomaram as ruas contra o domínio colonial japonês em 1919. Muitos manifestantes são lembrados hoje como heróis nacionais, mas entre eles, Yu Gwan-sun é uma das poucas líderes femininas que a maioria dos sul-coreanos se lembra.

De acordo com a lista de pessoas premiadas pela sua contribuição para o movimento de independência da Coreia, o número de mulheres líderes reconhecidas por seu ativismo de independência representa apenas 1,8% do total, ou 270 dos 14.264 no total, e falaremos sobre algumas delas neste artigo.

Kwon Ki-ok (1901-1988)

Ki-Ok foi a primeira piloto veterana na história da Coreia. Ela começou a planejar uma tentativa de ataque aéreo em Tóquio em 1943, mas nunca foi realizada porque os japoneses se renderam em 1945.

Kim Maria (1891-1944)

Maria foi a fundadora da Organização de Mulheres Coreano-Americanas Anti-Japoneses, uma das mais importantes instigadoras da manifestação do 1º de Março. Ahn Chang-ho, um dos mais proeminentes ativistas da independência da Coreia, disse uma vez: “Se tivéssemos dez pessoas como Kim Maria, o país ganharia independência por conta própria.”

Yoon Hee-soon (1860-1935)

He-soon foi a primeira chefe de uma milícia feminina que lutou pela independência. Sua família inteira estava comprometida com o movimento de independência da Coreia, e ela apoiou a causa levantando fundos e fazendo munições. Mais tarde estabeleceu uma escola para educar jovens lutadores independentes e continuou seu trabalho como o diretora da escola.

A Gisaengdan

A Gisaengdan era uma organização voluntária formada por gisaengs, ou artesãs, para resistir ao domínio japonês. As principais gisaengs foram sentenciadas à prisão por realizarem uma manifestação em massa em Tongyeong em 1919, mesmo ano do ocorrido em 1° de Março.

Ainda há falta de consciência e reconhecimento de tais figuras. Lee Bang-won, chefe do Centro de Pesquisas de História e Cultura da Coreia, diz que até Yu Gwan-sun, a ativista feminina mais famosa da era colonial, está insuficientemente perfilada nos currículos escolares e que algumas figuras femininas muito notáveis foram simplesmente excluídas da historiografia oficial desde o início da república.

Yu Gwan-sun
Yu Gwan-sun

Oito diferentes livros de história do ensino médio foram publicados na Coreia do Sul em 2009, mas incluíram apenas Yu Gwan-sun e uma sociedade secreta chamada Song-Jook-hoi como exemplos de ativistas feministas independentes. Mesmo assim, tais figuras foram descritas de maneira mais discreta, disse Lee Bang-won, de modo a não enfatizar o gênero.


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