De acordo com relatos míticos no controverso de Nihon Shoki, Imperatriz Jingū extraiu tributos e promessas de lealdade dos reis de Baekje, Silla, e Goguryeo. No auge do nacionalismo japonês no início do século 20, os historiadores japoneses usaram esses relatos míticos, juntamente com uma passagem do Gwanggaeto Stele para estabelecer justificativa ideológica no clamor imperialista para invadir a Coreia. Outros historiadores têm apontado que não há nenhuma evidência da história contadas por japoneses em qualquer parte da Coreia.

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Foto: wikipedia

Estudiosos acreditam que o Nihon Shoki datou a invasão de Silla e Baekje como o final do século 4. No entanto, à essa altura, o Japão era uma confederação de tribos locais sem armas de ferro sofisticadas, enquanto os Três Reinos da Coreia já haviam desenvolvidos armas de ferro modernas e já estavam utilizando cavalos nas guerras.

É muito pouco provável que no estado de desenvolvimento como o Japão tinha a capacidade de atravessar o mar e se envolver em batalhas com Baekje e Silla. O Nihon Shoki é considerada ser uma fonte não-confiável e tendenciosa sobre as informações relacionadas com a Coreia, com a grande quantidade de suposições e lendas.

A queda de Baekje e o apoio militar do Japão

Alguns membros da nobreza e realeza de Baekje emigraram para o Japão, mesmo antes de derrubar o reino. Em resposta ao pedido de Baekje, Japão, em 663 enviou o general Abe Hirafu com 20.000 soldados e 1.000 navios para “ressucitar” Baekje. Por volta de agosto 661, 10.000 soldados e 170 navios chegaram com a liderança de Abe Hirafu. Reforços adicionais japoneses, incluindo 27.000 soldados liderados por Kamitsukeno Kimi Wakako e 10.000 soldados liderados por Iohara Kimi também chegou em Baekje, em 662.

Esta tentativa falhou na batalha de Baekgang (batalha para a restauração Baekje) e o príncipe Buyeo Pung fugiu para Goguryeo. De acordo com o Nihon Shoki, 400 navios japoneses foram perdidas nas batalhas e apenas metade das tropas foram capazes de retornar ao Japão, com muitos refugiados de Baekje.

Os antigos membros da família real foram inicialmente tratados como “hóspedes estrangeiros” e não foram incorporadas ao sistema político do Japão por algum tempo. Irmão mais novo de Buyeo Pung, Sun-gwang, usou o nome de família Kudara Konikishi (Baekje é chamado de Kudara, no Japão).


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3 COMENTÁRIOS

  1. Artigo totalmente tendencioso.

    Sim, o Nihon Shoki pode ser visto como “conservador” (controverso), mas isso vale para qualquer fonte coreana sobre historia.

    As presuncoes sobre o estado do Japao no seculo 4 sao maliciosas e sem base. Ha registros no proprio Samguk Sagi (삼국사기) que os principes de Baekje foram mandados para a corte Yamato em 396DC em troca de apoio militar. Se o Japao estivesse tao primitivo assim, porque 2 dos gloriosos 3 reinos iam pedir ajuda? (isso documentado nao na propria Coreia).

    Em se tratando de historia, apesar de dever se estudar com cuidado, artigos provenientes do Japao sao mais confiaveis, pois existe uma comunidade cientifica diversa espalhada pelo mundo, enquando os estudiosos da historia coreana ficam restritos ha poucos estrangeiros e muitos coreanos. Isso torna a validacao de estudos sobre a historia coreana tendenciosos.

    • Alex aí que vc se engana,os livros do Japão sendo eles antigos ou atuais retratam e distorcem vários aspectos e acontecimentos da história antiga,sendo eles suas relações politicas e culturais com a China e Coreia.
      O que realmente se sabe é que o Japão foi um reino pouco civilizado para aquela época, até por isso Baekje,Silla e Goguryeo tinham forte influência sobre o territôrio japonês,sendo que a corte real japonesa pagavam tributos para as dinastias coreanas e chinesas para que não fossem invadidos,até porque os piratas conhecidos como Wakos(Japoneses) viviam tentando invadir o sul da coreia e foram praticamente exterminados….no entanto após Baekje perder a guerra para Silla que mais tarde derrotou Goguryeo que foi considerado o mais poderoso reino da Ásia oriental do século V e unificou a peninsula coreana em um único reino,a familía real de Baekje acabou migrando para o Japão onde levaram junto varios artesões,engenheiros,estudiosos na qual tiveram grande participação para o desenvolvimento do Japão foi atráves das dinastias coreanas que levaram o Hanja(Kanji),os conhecimentos para o cultivo do arroz,arquitetura muitos templos japoneses são muito parecidos com os templos coreanos de Baekje,o próprio Budismo também e muitas outras coisas….é isso foi refletido décadas depois com o período Yayoi que é considerado por muitos históriadores internacionais como o primeiro estado civilizado do japão e se vc estudou sobre isso o periodo Yayoi foi o retrato da forte imigração coreana no Japão.
      Recentemente em estudo em laboratório confirmaram que os japoneses são descendentes de coreanos e até o próprio imperador japonês Akihito já confessou ter antepassados coreanos(muito provável que seja da mesma linhagem de Baekje).
      O japão usou a oportunidade de se tornar um país imperialista durante a 2 guerra mundial para usar uma justificativa para invadir seus países vizinhos sendo assim queimaram varios registros históricos coreanos e chineses,para que nesse século pudessem distorcer fatos de sua própria identidade cultural e sua história.
      Porque você acha que o governo japonês está pagando propina para estados americanos poderem trocar as histórias de invasão japonesa sobre seus países vizinhos em seus livros escolares? ~ existem vários argumentos que comprovam e fazem crer que o governo japonês está tentando esconder e distorcer fatos sobre a história.

    • Eu aconselho você e outros que se interessam em saber mais sobre a história da influência coreana no Japão e história da Ásia Oriental.
      a ler os seguintes livros:
      Korean Impact on Japanese Culture dos autores e historiadores americanos Dr. Jon Carter Covell & Alan Covell que também são da comunidade científica internacional tendo contribuições diretas em registros da Unesco.
      Outro excelente livro e do doutor Hong Beom Rhee graduado em Havard e Tokyo university,ele é um dos ministros conselheiro do presidente norte americano Barrack Obama e autor do livro Asian Millenarianism que é considerado por muitos o livro oficial sobre a história da Ásia oriental.
      espero que você possa ler esses livros e formar uma opinião mais coerente sobre os fatos.

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