O preconceito contra crianças e adultos que foram adotados ainda é um grande tabu na sociedade sul-coreana, apesar da crescente adoção doméstica, três em cada dez pais adotivos enfrentam dificuldades para lidar com estereótipos negativos, revelou um novo relatório.

Um relatório sobre apoio à creche para grupos marginalizados publicado pelo Instituto de Assistência à Criança e Educação da Coreia (IACEC) em 2017, mostrou que 28,7% dos entrevistados com uma criança adotada acham que o preconceito das pessoas ao seu redor é o ‘maior desafio’ enfrentado pelos pais adotivos na Coreia do Sul.

Durante uma entrevista detalhada, realizada juntamente a uma pesquisa, os pais adotivos confidenciaram que enfrentam noções preconcebidas positivas e negativas sobre ser uma boa pessoa para adotar um filho, mas também que não serão capazes de criar filhos adotados tão bem quanto filhos biológicos.

Os entrevistados também revelaram que foram informados por pessoas próximas a desfazer uma adoção diante de dificuldades financeiras ou médicas.

Desde que as novas leis coreanas de adoção foram adotadas em 2007, priorizando a adoção doméstica, o número de filhos adotados pelos pais sul-coreanos cresceu de forma constante na proporção, atingindo 546 e representando 62% de todas as adoções em 2016.

No entanto, as conclusões chocantes do relatório IACEC, recém-lançado, servem como um lembrete das barreiras sociais que dificultam que crianças sem pais encontrem um novo lar.

De acordo com os pais adotivos pesquisados ​​para o relatório IACEC, as preocupações comumente ouvidas por outras pessoas sobre seus filhos incluem: “eles causarão problemas durante a puberdade” e “quando crescerem, conhecerão seus pais biológicos“.

Em outro relatório publicado pelo IACEC publicado no final do primeiro semestre de 2017, alguns dos pais adotivos entrevistados ​​disseram que de fato, preconceitos sociais poderiam influenciar sua decisão de adotar.

Um relatório sobre apoio à creche para grupos marginalizados publicado pelo Instituto de Assistência à Criança e Educação da Coreia (IACEC) em 2017 mostrou que 28,7% dos entrevistados com uma criança adotada acham que o preconceito das pessoas ao seu redor é o ‘maior desafio’ enfrentado pelos pais adotivos na Coreia do Sul. (Imagem: Kobiz Media)

A equipe de pesquisa do IACEC diz que a visão amplamente compartilhada, mas um tanto distorcida, de que apenas pais com complicações na gravidez, como a infertilidade devem partir para a adoção, mantém o preconceito vivo no país, enquanto outros fatores como desacordo entre casais e oposição da família também possuem um papel importante no processo de escolha.

Tratar adoção ou pais adotivos como algo especial em livros didáticos, por exemplo, precisa ser evitado. A mídia também precisa abster-se de usar a adoção como material sensacional de transmissão sem entender as famílias adotivas”, afirmou o IACEC.


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