A lenta economia doméstica e um fraco salário mínimo legal na Coreia do Sul, nos últimos anos, causaram um grande impacto aos autônomos do país. Muitos se viram forçados a fechar suas lojas ou a contrair grandes débitos no meio da competição acirrada. Alguns tem conseguido se firmar ao abrir novos micronegócios, apesar do pouco sucesso.

Isso é um reflexo do mercado de trabalho sul-coreano, já que ser autônomo ainda é considerado a opção mais viável para muitas pessoas.

De acordo com estatísticas, o número de autônomos na Coreia do Sul ultrapassava os 6.66 milhões, em novembro de 2019, totalizando 23,4% de toda a população economicamente ativa do país.

Nessa lista, incluem-se os membros da família que não são pagos pelo serviço e também pessoas que trabalham para si mesmas, de acordo com os padrões globais de trabalho.

Analistas dizem que essa porcentagem é alta comparada a países desenvolvidos, apontando que o grande número de micronegócios podem ser um principal fator de risco para a economia nacional no caso de uma crise.

Segundo os últimos dados divulgados pela Organização de Cooperação Econômica e Desenvolvimento, dentre as 38 principais economias do mundo, a Coreia do Sul tem uma proporção relativamente alta de trabalhadores autônomos.

Apenas sete países registraram taxas mais altas que a da Coreia do Sul: Costa Rica, Chile, México, Turquia, Brasil, Grécia e Colômbia.

Enquanto isso, as dificuldades financeiras que os donos de micronegócios enfrentam na Coreia são vistas através dos dados de empréstimos dos bancos comerciais.

Além das empresas financeiras de primeira linha, uma grande porção dos autônomos também fez empréstimo com empresas de segunda linha.

Os empréstimos concedidos por bancos comerciais aos autônomos chegaram a mais de 313 trilhões de won no fim de 2018, um aumento de 8.7% com relação a 2017, de acordo com o Banco da Coreia.

Essa comparação mostra que os empréstimos feitos por autônomos excederam o crescimento anual dos financiamentos (de cerca de 6.6%) destinados ao setor imobiliário.

De acordo com o Serviço de Bons Investidores, o número de devedores entre os autônomos, considerados os que não conseguem pagar suas dívidas em 90 dias, chegou a quase 28 mil, no fim de 2018, tendo crescido 29% nos últimos quatro anos.

As informações mostram que o crescimento da taxa de inadimplência foi maior, somando 0.24%, entre os autônomos na casa dos 40 anos. Os padrões de pagamento também seguiu esse padrão entre os com baixos scores de crédito.

A proporção de autônomos que não pagam suas dívidas continuou crescendo em 2018: em março foram 1.36%; em junho, 1.39%; em setembro, 1.41%; e em dezembro, 1.43%.


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