Protesto a favor da legalização do aborto na Coreia do Sul. Fonte: BBC News/Getty Images.

O governo sul-coreano anunciou, em outubro, planos para apresentar uma nova emenda constitucional que permite o aborto até a 14ª semana de gravidez, ao mesmo tempo em que mantém as penalidades para os abortos ilegais. O projeto de lei também estipula que menores de 16 anos podem fazer aborto se apresentarem atestado de consulta psicológica. A aprovação prévia dos responsáveis ​​legais pode ser dispensada em certos casos.

Os especialistas argumentam, no entanto, que tais disposições da nova lei não refletem a realidade e não respeitam o direito dos adolescentes à autodeterminação sexual.

Assim, discussões relacionadas ao aborto também estão ocorrendo de forma crescente entre adolescentes, que têm sido relativamente marginalizadas do debate convencional. “Qualquer pessoa, seja menor de idade ou adulta, pode ter uma gravidez indesejada”, disse uma estudante do ensino médio de Seul. “As disposições sobre o aborto de menores devem ser flexíveis”, afirmou.

As mulheres sul-coreanas estão pedindo a revogação total de todas as medidas penais para o aborto, enquanto compartilham suas experiências de aborto no Twitter e outras mídias sociais.

Ativistas a favor da legalização do aborto encenam uma performance na frente de Cheong Wa Dae em 8 de outubro de 2020, pedindo a abolição completa da proibição do aborto. Fonte: Yonhap.

Assim como para as adolescentes, as mulheres na casa dos 20 anos, também acreditam que legalizar o aborto é uma questão importante. “Depois que o aborto for legalizado, nenhuma mulher terá que desistir de seus sonhos só porque engravidou”, disse uma mulher de 26 anos.

Mulheres nos seus 20 anos estão demonstrando profundo interesse no debate sobre o aborto como resultado da exposição precoce ao diálogo do feminismo e dos direitos das mulheres, indicando que a geração mais jovem de mulheres se sente mais sensível a seus direitos à autodeterminação, afirmam os especialistas.

“Enquanto o estado vê as mulheres na adolescência e aos 20 anos como as ‘melhores gerações para a reprodução’, essas mulheres insistem em não viver suas vidas conforme definido pelo estado para se tornarem ‘reprodutoras da população’”, disse o Prof. Yoon Kim Ji- yeong da Universidade Konkuk.


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