A Coreia do Sul teve um ano marcante para a diversidade de gênero em algumas áreas profissionais, principalmente na tecnologia, com as empresas Naver e Kakao, duas das maiores empresas de internet, promovendo mulheres aos postos mais altos e fazendo história que ultrapassa o progresso de outras empresas coreanas como a Samsung e LG.

Mas há ainda uma grande disparidade entre homens e mulheres que chegaram ao topo: Menos de 10% dos fundadores de startups são mulheres, em comparação com 24% no Vale do Silício e 19% em Cingapura.

Por outro lado a Coreia se destaca pela presença de mulheres também em outras áreas importantes para o seu desenvolvimento.

Acompanhe abaixo um pouco da história de algumas delas.

Naver-Hahn-Seong
Foto: forbes

Han Seongsook, Ceo da Naver

O teto de vidro da Coreia no setor de tecnologia da Internet foi destruído pela corporação mais amigável às mulheres do país, que está “no processo de uma mudança geracional”. A Naver, que administra o maior portal de web do país e criou os aplicativos LINE e SNOW, recentemente nomeou Seongsook, de 49 anos, para assumir o comando da empresa, após o fim do período do CEO Kim Sanghun. Vista como racional e apaixonada, ela diz que conhece todos os 2.400 funcionários pelo nome. Antes jornalista de tecnologia e cofundadora de um portal de pesquisa na Internet, ela se juntou a Naver em 2007. Seu tino para as demandas crescentes da indústria de tecnologia aparentemente ajudou a empresa, a sexta maior da Coreia por capitalização de mercado, a encontrar crescimento e impulso global.

Foto: José Antonio Nigro/Portifolio
Foto: josé antonio nigro/portifolio

Yi Soyeon, Astronaut

Nascida em 1978, Yi Soyeon  foi a primeira mulher em sua família a receber uma educação que foi além do Ensino Médio. Ela descobriu sua paixão pela ciência depois de ajudar o pai a consertar as coisas em casa. Em 2008, Soyeon bateu 36.000 candidatos sul-coreanos para se tornar a única astronauta do país e a primeira pessoa com menos de 30 anos na história global a entrar no espaço. Soyeon falou extensivamente sobre suas experiências como mulher em um campo quase exclusivamente masculino. A astronauta, que atualmente mora em Seattle, apareceu na série documental americana Secret Space Escapes no ano passado.

Foto: Time Out
Foto: time out

Kim Young-me, Jornalista

Numa indústria dominada pelos homens, que é a mídia e o jornalismo, a diretora e produtora independente de documentários Kim Young-me estabeleceu um nome para si mesma, metendo-se em questões que poucos se atreveriam. Tendo viajado para mais de 80 países em todo o mundo, ela visitou lugares de conflito como a Síria, Iraque e Afeganistão e produziu documentários sobre vários assuntos, desde o comércio de café (Himalaya Coffee Road, 2010) até as vidas dos habitantes do Timor Leste (Anjos Azuis do Timor-Leste, 2000). Com fama de ser uma das poucas jornalistas coreanas a colocar-se no meio do perigo, ela já recebeu diversos prêmios na categoria como o MBC Broadcast High Achievement Award e o YMCA Korea’s Women Leadership Award.

Foto: Chicago Ideas Blog
Foto: chicago ideas blog

Hannah Song, Ativista

Hannah Song é a presidente e CEO da Liberty in North Korea, uma organização sem fins lucrativos que visa ajudar os refugiados norte-coreanos. O trabalho de Hannah com o Liberty in North Korea tem sido fundamental para educar as pessoas quanto a situação dos refugiados norte-coreanos, e ela diz que sente-se grata por ter recebido esse papel. “Eu li uma vez esta grande citação de Angela Braly” diz, “o fator mais importante em determinar se você será bem sucedido, não é seu gênero, é você.”

Texto Autoral Baseado em Pesquisa


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