O Dia Internacional da Mulher na Coreia celebra as conquistas das mulheres e reconhece a luta contínua pela igualdade de gênero. Concentra-se no fim da violência contra a mulher e na admirável reversão da preferência cultural da Coreia do Sul pelos filhos sobre as filhas e o fim do genocídio de meninas, que pode ser visto como um modelo para esforços similares em todo o mundo.

A data foi reconhecida pela primeira vez na Coreia em 1920. Contudo, somente em 1985 é que vários movimentos de direitos das mulheres, incluindo a Associação das Mulheres da Coreia do Sul (KWAU), se uniram para realizar a primeira manifestação anual oficial de mulheres. Desde então, o KWAU tem liderado várias atividades todos os anos neste dia 8 de março. Esses eventos visam celebrar as figuras femininas da Coreia e lançar luz sobre as questões das mulheres.

Na sociedade coreana tradicional, o papel das mulheres sempre foi muito limitado. Basicamente, sua vida era restrita a estar em casa. Desde uma idade jovem, as mulheres eram ensinadas a serem submissas, bem como enfrentavam pressão para somente se preparar para seus futuros papéis como esposas e mães. As mulheres, em geral, não podiam participar da sociedade no mesmo nível que os homens.

Em 1998, a Comissão Presidencial para Assuntos da Mulher foi criada especialmente para lidar com questões que envolvem especificamente as mulheres. A comissão foi posteriormente expandida e se tornou o Ministério da Igualdade de Gênero em janeiro de 2001. O novo ministério estabeleceu tarefas específicas a serem realizadas em seis áreas básicas:

Revisar e estabelecer leis e regras que envolvam discriminação em qualquer setor e aumentar a representação das mulheres;

Facilitar o emprego das mulheres e oferecer apoio às trabalhadoras;

Aumentar as oportunidades educacionais para as mulheres serem competitivas no mercado de trabalho;

Promover políticas de bem-estar social para as mulheres;

Promover o envolvimento das mulheres em várias atividades sociais, incluindo trabalho voluntário e atividades de organização de mulheres, e

Fortalecer a cooperação das organizações de mulheres coreanas com as organizações internacionais de mulheres

Um relatório da OCDE de 2014, apurou que a Coreia ainda possui o maior disparidade de gênero entre os países participantes. O aborto ainda é proibido e mães solteiras sofrem severa discriminação.

Contudo, os tempos estão mudando. A maior parte das jovens mulheres na Coreia de hoje são instruídas e já não acreditam que o casamento e a maternidade sejam o único caminho para a realização, e ainda enfatizam que querem ser vistas como tendo êxito por seu próprio mérito e não rotuladas especificamente por seu gênero.

As coreanas de hoje estão ativamente envolvidas em uma ampla variedade de campos, incluindo a educação, a medicina, engenharia, artes, direito, literatura e esportes. Embora ainda haja um longo caminho a percorrer, pode-se dizer que as mulheres coreanas estão ganhando cada vez mais espaço e trazendo contribuições muito importantes para transformar a antiga sociedade patriarcal coreana.

Texto Autoral Baseado em Pesquisas.


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