Um casal de pessoas do mesmo sexo de nacionalidade coreana foi reconhecido como  família no programa de recompensas da Korean Air, informou a própria companhia aérea. Um passo saudado pelos defensores dos direitos das minorias sexuais.


Minorias sexuais e ativistas conversam com a imprensa em frente ao prédio da Comissão Nacional de Direitos Humanos da Coreia em Seul, antes de apresentar uma petição pela legalização do casamento gay em 13 de novembro. Reprodução: Yonhap

A dupla, que tem mais de 40 anos, completou o registro como membros da mesma família no programa SkyPass da Korean Air na segunda-feira depois que a maior companhia aérea do país aceitou sua certidão de casamento, emitida no Canadá.

O casal, que mora nos EUA desde o ano passado, enviou a certidão de casamento que recebeu no Canadá em 2013 e o comprovante de imposto de renda de 2018.

O casamento entre pessoas do mesmo sexo foi legalizado no Canadá em 2005. Já a Coreia ainda não reconhece o casamento de pessoas do mesmo sexo.

No programa SkyPass Family Plan, um cliente pode registrar membros da família enviando documentos como certidões de casamento e nascimento. Os membros podem acumular milhas e reivindicar benefícios na mesma conta.

A Korean Air disse que reconhece e registra as relações familiares com base nas leis de cada país. Não há regras para distinguir e discriminar um indivíduo com base na orientação sexual.

Eu acho que é uma alteração alinhada às mudanças da época“, disse Ryu Min-hee, advogado do grupo Hope and Law, grupo de advogados que trabalha pelos interesses públicos. “Espero que mais e mais empresas coreanas possam aplicar políticas iguais a casais do mesmo sexo e minorias sexuais“.

A Coreia, que não possui lei anti-discriminação, viu alguns sinais encorajadores para minorias sexuais nos últimos meses.

Em outubro, o Presidente Moon Jae-in convidou o Embaixador da Nova Zelândia para a Coreia, Philip Turner e seu marido, Hiroshi Ikeda, para uma recepção na Casa Azul oferecida ao corpo diplomático em Seul. Na verdade, as autoridades coreanas emitiram um visto de cônjuge para Ikeda, quando da vinda do embaixador para Coreia, embora os casamentos do mesmo sexo ainda não sejam legais no país.

Em meio à controvérsia sobre Moon convidar o casal do mesmo sexo para o escritório presidencial, o presidente reiterou que o consenso público deve ser encontrado primeiro em reconhecer os casamentos de pessoas do mesmo sexo.

Quanto aos direitos humanos das minorias sexuais, elas não devem ser socialmente perseguidas ou discriminadas“, afirmou Moon em uma reunião com líderes religiosos em outubro.


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