As escolas da Coreia começaram as aulas on-line a partir do dia 9 de abril, mas cerca de 85 mil crianças em idade escolar em Seul não possuem os dispositivos necessários para transmitir as aulas.

Existem 870 mil crianças em Seul, portanto, 10% delas não têm as ferramentas para assistir às aulas on-line, de acordo com um estudo do Escritório Metropolitano de Educação de Seul.

O Ministério da Educação tenta avaliar as necessidades de computadores para crianças em todo o país desde o dia 25 de março. Até quarta-feira, dia 1, apenas 67%, ou cerca de 3,62 milhões, foram atendidas, mas 170 mil delas carecem de dispositivos eficientes para a modalidade EaD.

O ministério diz que garantirá a distribuição de 50 mil dispositivos inteligentes, em adição aos 230 mil aparelhos já disponíveis nos escritórios regionais de educação e em escolas.

O escritório de Seul tem cerca de 34 mil dispositivos inteligentes para emprestar – cerca de 6 mil laptops e 28 mil tablets – e receberá outros 4 mil tablets do Ministério da Educação. Mas isso ainda não atende às necessidades de 85 mil crianças em idade escolar que não têm nenhum aparelho disponível.

O Escritório de Seul concordou com o governo da cidade de Seul e os escritórios distritais para comprar mais dispositivos inteligentes por um valor estimado de 36,4 bilhões de wons, sendo o preço estimado de 700 mil wons por dispositivo (cerca de R$3.000,00 por cada aparelho). Também prometeu um subsídio de 1,5 milhões de wons (R$6.200,00) para cada uma das mil turmas que requerem conexões Wi-Fi e 30 mil wons (R$125,00) para cada para um dos 70 mil professores, para que eles possam ter acesso a dados ilimitados.

Espera-se que as aulas on-line sejam bem sucedidas, porque poucos professores têm experiência em aulas desta modalidade. A falta de conhecimento em informática entre os pais também é um problema, pois a maioria das crianças do ensino fundamental precisará de sua ajuda. Além disso, as crianças cujos pais trabalham precisam de assistência extra.

A presença pode ser outro problema, uma vez que os professores não têm como saber se os alunos estão prestando atenção. Um professor disse: “Só podemos ver os rostos dos alunos quando eles se sentam na frente de seus computadores, mas eles podem estar jogando ou conversando ao mesmo tempo“.

E você, o que acha da medida que o Ministério da Educação da Coreia teve como solução provisória? E no Brasil, como você acha que estão sendo as aulas EAD nestes tempos de COVID-19?


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