Um debate de longa data sobre mulheres sul-coreanas participarem do serviço militar obrigatório reapareceu devido a informação de que em 10 anos a quantidade populacional diminuirá e consequentemente o número de soldados.

Especialistas argumentam que o país deveria considerar o alistamento de mulheres para o serviço militar se houver a intenção de manter o serviço militar obrigatório.

Durante anos houve apelos para que mulheres se unissem aos homens no serviço militar obrigatório.

A Suprema Corte no entanto rejeitou no passado as argumentações de três recursos sobre a lei do serviço militar obrigatório infringir os direitos iguais, ao impor os serviços obrigatórios apenas para homens.

Em 2014, a corte julgou que “mulheres não poderiam residir em bases ou realizar o treinamento militar durante certos períodos de tempo, devido a diferenças fisiológicas e gravidez.”

No entanto a polêmica sobre o assunto continua em um acalorado debate público.

A emissora de tv KBS, recentemente realizou uma pesquisa com 1000 homens e mulheres para saber se eles iriam apoiar ou não, caso mulheres também tivessem de participar do serviço militar obrigatório. Um pouco mais da metade dos entrevistados concordou enquanto que 35.4% foram contrários.

Fonte: The Korea Times

Especialistas argumentam que o serviço militar obrigatório para mulheres provocaria vários problemas, incluindo como elas iriam viver nos quartéis.

“A ideia se tornará mais realista apenas se os militares tomarem medidas para garantir adequadamente a igualdade de gênero e criar novas posições que possam abordar as novas formas de combate”, disse Cha Doo-hyeon, pesquisador do Asan Institute for Policy Studies.

Eles também argumentam que a questão não deve ser tratada apenas como uma questão sobre igualdade ou disputa de gênero.

A discussão deve se concentrar na estrutura das forças armadas em si, em vez de torná-la uma disputa sobre gênero”, disse Kim Elli, professor adjunto da Universidade Sungkonghoe.


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