A Coreia do Sul ficou em 58o lugar de 60 países ao redor do mundo no “Climate Change Performance Index” – um índice de luta contra as mudanças climáticas que avalia ações tomadas para proteção do clima.

O índice, compilado pela ONG europeia Germanwatch, avalia a performance dentro de 14 indicadores em 4 categorias: emissão de gases do efeito estufa, energia renovável, uso energético e política climática. A Suécia ficou em primeiro, enquanto a Coreia do Sul ficou entre os últimos, a frente apenas do Irã e Arábia Saudita.

A descrição da Coreia do Sul na CCPI 2018 expõe a “performance baixa e desalinhada do país em relação ao objetivo de manter uma mudança menor que 2 oC devido as emissões de gases de efeito estufa e nas categorias de uso de energia”, e “um nível extremamente baixo de fontes de energias renováveis,” mas encontra uma melhora na categoria de desenvolvimento de novas fontes de energia renováveis.

Então, como a Coreia pode melhorar sua performance? “Primeiro, o governo precisa desenvolver medidas específicas para gerir a demanda de energia, como reforma do sistema fiscal,” disse Lee Eon-jeong, coordenador de clima e energia da Federação Coreana de Movimentos Ambientais. “Também precisa apresentar um mapa específico para se distanciar das usinas de energia a carvão – até agora o governo prometeu fechar 10 usinas antigas, sem determinar datas – e introduzir medidas para ajudar a alcançar o objetivo declarado de 20% da demanda para fontes renováveis de energia até 2030.

Pedidos para reformas fiscais na área energética demandam um novo método de cálculo fiscal que leve em consideração os custos sociais e ambientais de cada tipo de fonte de energia: por meio destas medidas, as fontes como carvão e nuclear receberiam uma carga de impostos maior, promovendo a mudança para fontes renováveis como solar e eólica.

Em um outro golpe contra os inúmeros pedidos anti-carvão, a Comissão de Auditoria e Inspeção negou em 3 de novembro passado o pedido feito pelo KFEM em abril para investigar formalmente a aprovação de última hora do governo de Park Shin-hye para a construção de uma nova estação de energia a carvão em Dangjin, na costa oeste do país. O Ministério do Comércio, Industria e Energia (MOTIE) está atualmente negociando com os investidores da nova estação quanto a possibilidade de transforma-la em uma usina a gás natural líquido, uma fonte muito mais limpa que o carvão.

Enquanto isso, a Coreia do Sul ainda não se juntou ao Powering Past Coal, uma aliança de 25 governos, negócios e organizações em prol de um crescimento rápido e limpo, e uma transição rápida para além do “tradicional poder do carvão”.

A aliança foi lançada em 16 de novembro pelo Canadá e o Reino Unido na COP23, conferência das Nações Unidas sobre as mudanças climáticas que ocorreu em Bonn, Alemanha. A ausência da Coreia do Sul na lista coloca mais dúvidas sobre seu comprometimento em abandonar o carvão e investir em energias renováveis.


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