Políticas proativas são necessárias a longo prazo.

Dois anos atrás, o governo criou uma força-tarefa, composta por grandes conglomerados e grupos civis, para estreitar as disparidades de gênero do país e aumentar a participação das mulheres na força de trabalho.

Apesar do esforço, a Coreia do Sul ainda possui uma enorme disparidade de gênero. O Fórum Econômico Mundial do Índice Global da Igualdade de Gênero realizado em 2015 colocou a Coreia na 115ª posição de 146 nações.

De acordo com um relatório da WEF, com sede na Suíça, a participação econômica feminina e as oportunidades para as mulheres no mercado de trabalho, permanecem 56% menores do que para os homens na Coreia do Sul. O fórum reivindicou que a Coreia necessita focar em restringir a lacuna nessa área.

Caso o país mantenha as taxas de participação econômica de homens e mulheres em níveis semelhantes por 20 anos ou mais, será possível um aumento per capita do PIB em 0,5% pontos ou até mais, informou o fórum.

Os salários das trabalhadoras coreanas permanecem 55% abaixo dos salários homens, ocupando cargos similares.

A principal razão das mulheres coreanas terem salários mais baixos aparentemente é pela maioria delas ter empregos irregulares com baixos salários em setores de serviço e varejo. Apenas 4 de 10 assalariadas são empregadas regulares, de acordo com estatísticas coreanas.

O que também pode ser percebido é que essa situação desvantajosa de emprego instável para as mulheres está intimamente relacionada à dificuldade de manter a vida profissional com as responsabilidades familiares. Na Coreia, onde ainda prevalece a cultura da supremacia patriarcal, as mulheres “existem” para lidar com uma carga mais pesada, cuidando de crianças e limpando a casa.

Dados estatísticos coreanos mostraram que mulheres que param de trabalhar devido ao casamento, gravidez ou maternidade, assumem mais de 20% das tarefas de dona-de-casa, com um constante aumento nos últimos anos. É visivelmente impossível que as mulheres retornem aos seus locais de trabalho com a mesma posição depois de um grande intervalo.

Elas são mais suscetíveis a caírem em empregos de baixa remuneração, a título temporário ou irregular. Isso é refletido no fato desta diferença salarial entre os gêneros ser ainda maior no grupo de pessoas de 30-55 anos.

Uma dupla abordagem se faz necessária nos próximos anos para reduzir a desigualdade de renda entre homens e mulheres.

Deve ser realizado um maior esforço para permitir que funcionários de sexo feminino continuem a permanecer no trabalho. Além do apoio do governo, as empresas são obrigadas a melhorar suas condições de trabalho dando condições aos funcionários de pensar na família. Os maridos devem tentar ser melhores e parceiros equivalentes de suas esposas que trabalham.

Isso também será útil para a criação de melhores postos de trabalho, com horários flexíveis, que podem ser assumidas com mais facilidade por mulheres altamente qualificadas e bem educadas.

A redução efetiva da disparidade salarial entre trabalhadores do sexo masculino e feminino será um parâmetro fundamental para saber se a sociedade coreana atingiu uma igualdade substantiva dos sexos.


Disclaimer: As opiniões expressas em matérias traduzidas ou em colunas específicas pertencem aos autores orignais e não refletem necessariamente a opinião do KOREAPOST.



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