A taxa de desemprego na Coreia cresceu e alcançou seu valor mais alto em 11 anos, por causa do enfraquecimento do setor manufatureiro, consequência da reestruturação corporativa na indústria naval.

Em outubro, o índice cresceu 0,3% em comparação ao ano anterior, chegando a 3,4%, porcentagem mais alta desde 2005, de acordo com um relatório do governo.

O número de empregos disponíveis no setor manufatureiro continua a cair rapidamente por causa da queda nas exportações.

A pesquisa mostrou que o número de funcionários nesse setor caiu 2,5% com relação ao ano anterior, chegando a 4,44 milhões. Foi a maior queda desde setembro de 2009.

“A taxa de desemprego nas regiões de reestruturação corporativa, como as cidades portuárias do sul, Ulsan e Gyeonsang, continua subindo”, conta Kim Ie-han, diretor do Ministério de Estratégia e Finanças.

Entre os jovens de 15 a 29 anos, o índice é de 8,5%, o mais alto desde 1999, ano que atingiu 8,6%, quando o país enfrentava uma crise econômica. “Os jovens coreanos estão se tornando mais ativos economicamente, ou se interessando mais por conseguir empregos, e o número de jovens contratados cresceu em 31.000 no mês, comparado ao ano anterior”, continua Ie-han.

Por outro lado, o número de jovens que não tiveram sucesso na busca de um emprego continua maior que aqueles que foram contratados, por isso o crescimento na taxa de desemprego.

De acordo com o Serviço de Informações sobre Empregos da Coreia, o maior problema para as pessoas nessa faixa de idade na hora de conseguir um emprego é que suas exigências no ambiente de trabalho não estão de acordo com o que é oferecido pelas empresas.

A pesquisa também mostrou que o número de coreanos que estão desempregados por mais de seis meses atingiu 182 mil, sendo 18,3% do valor total. Entre eles, 44% estão na faixa dos 15 e 29 anos, 10% a mais comparado ao ano anterior.

“As empresas disseram que não estão contratando tanto quanto gostariam porque os candidatos não preenchem os pré-requisitos necessários, como nível de educação”, aponta o relatório.

De acordo com os dados, 46,2% daqueles que estão desempregados há algum tempo são formados na faculdade, mas apenas um quarto das empresas buscam pessoas com esse perfil.

Enquanto isso, o índice de emprego cresceu 0,3% comparado a outubro do ano passado, chegando a 66,5%, e marcando crescimento pelo 41º mês consecutivo. A taxa cresceu em todas as faixas de idades, exceto para os 30 e 40 anos, de acordo com o Statistics Korea.

Apesar do setor de manufaturas passar por dificuldades, os setores de serviços e construção estão em crescimento.

O setor de serviços viu o número de funcionários crescer em 390.000 e o de construção 59.000, comparados ao ano anterior.

O governo também alertou que há vários outros fatores que podem derrubar ainda mais o mercado de trabalho esse ano. “Há alguns riscos, como a reestruturação corporativa, ainda em andamento e a nova lei anticorrupção, chamada de Ato Kim Young-ran, que podem trazer consequências negativas”, diz Ie-han. “O governo vai tentar minimizar todos esses impactos através de várias medidas, incluindo um pacote de incentivos de 10 trilhões de won (29, 6 bilhões de reais)”.


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