Pessoas esperando ônibus em Hwaseong, na província de Gyeonggi, para irem aos seus empregos em Seul Reprodução: The Chosun Ilbo

Seul está experienciando um êxodo de millenniums que não conseguem mais pagar os altos custos de se viver em uma das cidades mais caras do mundo. Ainda há muitos jovens por volta dos 20 anos que estão mudando para a capital para estudar e para trabalhar, mas saída em massa começou entre pessoas já empregadas e com filhos.

De acordo com informações reveladas pela Statistics Korea no ano passado, o número de pessoas entre 30 anos deixando Seul foi 42,521 maior do que o número de pessoas se mudando para a cidade, o que representa a perda de  ⅓ da liquidez da população. Pessoas em seus 40 e 50 também está seguindo as mesmas tendências com total de 26,459 e 24,311 respectivamente. 

Desde 2010, os cidadãos de Seul com faixa etária de 30 anos diminuíram de 1,74 milhões para 1,54 milhões

Os deslocados normalmente acabam nas cidades satélites anódinas da capital. A província de Gyeonggi, ao redor da capital, viu uma entrada de 49.575 pessoas na casa dos 30 anos no ano passado, o maior aumento em qualquer faixa etária.

De acordo com um funcionário da Statistics Korea “ Os jovens tendem a ser mudar de Seul por conta dos altos preços das casas e também por mudanças como casamento e empregos”, disse. 

Pessoas esperando ônibus em Hwaseong, na província de Gyeonggi, para irem aos seus empregos em Seul
Reprodução: The Chosun Ilbo

Atualmente existe uma onda de êxodo das cidades caras. De acordo com o Wall Street Journal, os residentes de Nova Iorque com idade entre 25 e 39 anos diminuíram 38,000 no ano passado. Outras metrópoles como Chicago, Houston, Las Vegas e São Francisco  também apresentaram um declínio acentuado na população millennium.  

Em Toronto, Canadá, os residentes millenniums diminuíram em mais de 20.000 entre 2012 e 2017. Os motivos são múltiplos e geralmente incluem a busca por um melhor ambiente de vida e um ritmo de vida mais gentil. Mas em Seul, o êxodo é em grande parte impulsionado pelo aumento dos preços das casas e dos custos de vida, em vez de pelo desejo de um estilo de vida mais descontraído fora da cidade grande.

Seul foi classificada como a sétima cidade mais cara do mundo em um relatório de 2018 da Economist Intelligence Unit que analisou os preços de 160 produtos em 133 grandes cidades do mundo, mesmo sendo o 30º país mais rico em termos de renda per capita. 

De acordo com Cho Young-tae, da Universidade Nacional de Seul, “Isso mostra o quão difícil é viver em Seul, mas há uma chance de uma inversão de marcha se os preços das casas baixarem” disse.


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