Com a indecisão do governo chinês sobre a transmissão ainda pendente, o sucesso financeiro da série de 30 episódios está em risco.

O tão esperado drama de época “Saimdang, Memoir of Colors” foi programada para começar a ser transmitida no fim de janeiro na rede de televisão coreana SBS.

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A intenção do escritor e diretor era que as series fossem lançadas simultaneamente na Coreia e na China, entretanto, havia alguns problemas por trás disso.

Desde agosto, Pequim tem proibido os atores coreanos de estrelar produções chinesas e vem restringindo a importação de conteúdo coreano, decisões supostamente decorrentes da tensão diplomática entre os dois países.

Saimdang“, originalmente planejado para ir ao ar na Coreia e na China em novembro, também foi afetada. A serie ainda não foi aprovada para ser transmitida na China e será exibida apenas na Coreia por enquanto, disse o diretor Yoon Sang-ho durante uma conferência de imprensa realizada na sede da SBS em Mok-dong, em Seul.

As indústrias de entretenimento da Coreia e da China tinham uma boa relação, mas essa relação esfriou por causa de questões políticas“, disse Yoon, referindo-se ao anúncio, em julho passado, da decisão da Coreia juntamente com os Estados Unidos, de implantar o sistema de defesa anti-míssil na Área de Alta Altitude Terminal na Coreia. A China se opõe à implantação planejada.

“A China ainda não anunciou os resultados da revisão de “Saimdang”. Seria ótimo se a China concordasse com a exibição do programa e permitisse que ele fosse ao ar simultaneamente, mas ainda não obtivemos uma resposta.

Estrelando a atriz Lee Young-ae, que retorna à tela 12 anos depois de chegar a fama internacional através da série de 2003 “Dae Jang Geum“, “Saimdang” tem recebido muita atenção desde suas primeiras fases de filmagem.

Diretor Yoon Sang-ho (esquerda) e escritora Park Eun-ryeong de "Saimdang, Memoir of Color".
Diretor Yoon Sang-ho (esquerda) e escritora Park Eun-ryeong de “Saimdang, Memoir of Color”.

A série é produzida pela “Creative Leaders Group Eight”, conhecida por dramas como “Boys Over Flowers” e “Princess Hours”.

“Saimdang” foi produzido a um custo de 21,6 bilhões de won (R$64 milhões) e seus direitos chineses foram vendidos para a Emperor Entertainment Korea, com sede em Hong Kong, por R$ 934 mil por episódio, superando o recorde anterior do drama “Descendants of the Sun”, que era vendido a R$875 mil por episódio. Os direitos também foram vendidos para a Netflix nos EUA por R$70 mil por episódio e no Japão por R$315 mil por episódio.

Em março do ano passado, observadores de mercado estimaram até 34,7 bilhões de won (R$ 1 bilhão) em vendas de mercadorias e produtos colocados na série e lucros de cerca de 13,1 bilhões de won (R$ 393 Milhões). Muitos esperavam que o programa seguisse os passos de “Dae Jang-geum”, que teria chegado a 90% de audiência no Irã e 99% na Sri Lanka. O impacto de “Dae Jang-geum” na economia coreana foi estimado em 111,9 bilhões de wons (R$333 milhões).

Os direitos de distribuição de “Saimdang” teriam sido comprados por empresas da China, Hong Kong, Japão, Singapura, Malásia, Indonésia e Tailândia.

Lee Young-ae
Lee Young-ae

A original mãe trabalhadora

A série gira em torno da vida e no amor da artista e poeta da era Joseon, Shin Saimdang (1504-1551). Embora tradicionalmente saudada como um ícone, uma esposa boa e sábia mãe, a roteirista Park Eun-ryeong disse que descobriu evidências de uma mulher mais progressista durante sua pesquisa.

“Ela não era conhecida principalmente como uma “boa mãe” até então. Mas sim como artista, em particular como uma proeminente pintora de paisagens. Essa imagem (da maternidade) foi criada depois do século 18 com o surgimento de valores neo-confucionistas“.

Eun-ryeong disse que ela queria explorar os diferentes aspectos de Shin como mulher. “Uma mãe trabalhadora e uma artista, criando sete filhos … tentando sentir sua arte e assumir o comando da família. Imaginei que haveria muitas emoções em torno disso“.

“Saimdang” terminou de ser filmada em maio passado e está aguardando a estreia desde então. O drama foi filmado inteiramente com antecedência, incomum para dramas coreanos, onde a norma é lançar episódios enquanto a serie está sendo exibida.

O diretor Sang-ho brincou com as vantagens de completar a produção antes do lançamento de uma série e incitou os produtores a investir no processo. “Isso nos permitiu planejar o quadro maior da história, e materializar essa história em um cenário mais estável“, disse ele.

Pudemos nos concentrar na qualidade da série. Não foi um conjunto onde as pessoas ficaram até a noite toda trabalhando com filmagem e edição. Nem todo o orçamento foi para fazer cenas elaboradas, mas foi usado de forma sensata para permitir que a equipe trabalhasse em um ambiente verdadeiramente saudável.”


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