#Alive (2020), Netflix, FOTO: Forbes

#Alive | Hangul: 살아있다 | Ano: 2020 | Duração: 99 minutos | Distribuição: Netflix

Uma doença desconhecida, nunca vista antes, que se espalha rápido, contaminando grande parte da população, resultando em diversas mortes e muito desespero. Um lockdown automático e instantâneo, que pegou todos de surpresa, um distanciamento social nunca imaginado.

Nos primeiros dias, o isolamento não parecia que ia durar tanto, a esperança de que logo, tudo voltaria ao normal continuava firme, porém, dias foram se passando, ninguém por perto, suprimentos foram acabando, e os jornais assustando cada vez mais.

A cada dia que passa a esperança parece de esvair, até que um simples contato, mesmo de longe, trouxe novamente a esperança.

Quarentena, FOTO: Yahoo! Sports

Parece até um relato sobre a quarentena, mas descrevem o filme sul coreano, #Alive.

Um vírus desconhecido se espalha por toda Seul, tornando as pessoas violentas e com uma fome voraz por carne humana. Oh Jun-u (Yoo Ah-in) e Kim Yu-bin (Park Shin-hye) estão presos em seu apartamentos, com poucos suprimentos e recursos, sem notícias de pessoas queridas, sem saber o que realmente está acontecendo e tentando manter um ao outro vivo.

 

Da direita para a esquerda, Yoo Ah-In, Park Shin-Hye, FOTO: idn times

A Coreia do Sul novamente traz um filme sobre Apocalipse Zumbi, porém mais adequado ao momento atual, de pandemia e lockdown. Diferentemente de Invasão Zumbi (Train to Busan), que traz diversas locações e cenários, com diversos núcleos de personagens, #Alive, traz os personagens principais, que são apenas 2, em seus respectivos apartamentos, tentando lidar com a solidão, medo e assimilar a situação na qual estão.
Conforme os dias vão passando, nos é apresentado diferentes estágios dos personagens durante o tempo trancados, “isolados”, em suas casas, fazendo referência a atual situação mundial.

#Alive é uma adaptação de, ‘#Alone’, filme escrito por Matt Naylor, protagonizado por Tyler Posey. O diretor Cho Il Hyung, trouxe a história para a Coreia do Sul e seu estilo diferente de zumbi.

#Alone, 2020, Johnny Martin, FOTO: movies and mania

#Alive já arrecadou mais de 12 milhões na bilheteria, além de vender mais de 1,8 milhões de ingressos, e era o filme mais visto até o lançamento de Península, sequência de Invasão Zumbi.

De acordo com diversos veículos midiáticos, incluindo o MSN, Forbes e Deadline, o filme se tornou um dos lançamentos mais bens sucedidos, desde o início da pandemia. Mostrando-se um exemplo e trazendo esperança para a indústria cinematográfica, que precisa se adaptar para a situação atual, já que em diversos países os cinemas estão fechados, devido a pandemia do novo Coronavírus.

#Alive (2020), Netflix, FOTO: imdb

Em uma entrevista por email para a revista Forbes, Kay Na, o presidente e COO do grupo Spackman Entertainment, empresa que produziu o filme, conta, “Esperávamos que, se #Alive tivesse um desempenho decente nas bilheterias, isso enviaria uma mensagem necessária de esperança a indústria cinematográfica teatral em todo o mundo.”

Kay Na ainda comenta sobre a identificação que os telespectadores podem ter com o filme. Ele disse, “Como o filme gira em torno do isolamento, da sobrevivência, do desejo de reencontrar pessoas queridas, da fuga e da liberdade, torna-se natural que as pessoas se relacionem intimamente com #Alive, com a situação atual da pandemia do COVID-19.”

#Alive (2020), Netflix,, FOTO: Forbes

Assim como atualmente, alguns se encontram sem esperança e os personagens de #Alive passam por momentos de descrença, mas acabam por obter novamente a esperança.

O filme é muito bom em criar tensão, levando o espectador ao ápice do pavor ao esperar por um jumpscare, mesmo quando não ocorre. Além de mudar o tom sutilmente sempre que necessário, mérito do ator, Yoo Ah-in.

Não é uma inovação no gênero de terror ou zumbi, mas o filme inova na ambientação e na representação de um cenário parecido com a realidade atual.

#Alive acaba de entrar no catalogo da Netflix.


Disclaimer: As opiniões expressas em matérias traduzidas ou em colunas específicas pertencem aos autores orignais e não refletem necessariamente a opinião do KOREAPOST.



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