Mulheres de origem étnica coreana que vivem no Brasil são as mais satisfeitas com a vida, enquanto que aquelas na Guatemala são as menos felizes, mostrou um estudo apresentado na segunda-feira. Aquelas que vivem no exterior também enfrentam dificuldades em lidar com barreiras linguísticas, diferenças culturais, racismo e problemas financeiros.

A pesquisa, escrita e publicada pelo Instituto de Desenvolvimento de Mulheres Coreanas, pesquisou 1.360 mulheres de origem étnica coreana que vivem em 20 países, incluindo os EUA, Canadá, Japão, Rússia e Alemanha.

Cada participante foi convidada a avaliar o seu nível de satisfação com a vida em uma escala de 0 a 4, sendo 4 o mais feliz. O nível médio de satisfação foi de 3,25. Aquelas que vivem no Brasil tiveram o mais alto nível de satisfação com 3,86, seguido por residentes no Japão e na Rússia com 3,83. As mulheres que vivem na Alemanha, no Canadá e nos EUA também tiveram níveis de satisfação acima da média.

“É difícil para verificar neste momento as razões por trás do nível de satisfação dos entrevistados em cada país. Em geral, o nível de satisfação tende a ser maior em locais onde o país oferece um ambiente onde a pessoa é capaz de ajustar-se à cultura local de forma harmoniosa e com relativa estabilidade financeira logo no início da imigração”, disse o pesquisador Lee Soo-yeon ao The Korea Herald .

A pesquisa foi organizada também para o governo coreano para aprender sobre as necessidades das mulheres e desafios das minorias étnicas que vivem no exterior. O Ministério de Gênero da Coreia do Sul atualmente administra o Korean Women’s International Network (nr: Rede Internacional da Mulher Coreana) mais conhecido como KOWIN (nr: a nossa editora Carol Lee é membra da entidade), rede que conecta as mulheres coreanas que vivem no exterior, permitindo-lhes interagir umas com as outras.

A pesquisa também mostrou que as mulheres que residem na Guatemala são as menos felizes, com um nível de satisfação de 2,95. Aqueles na Colômbia, Filipinas, Indonésia, e França também tiveram níveis de satisfação mais baixos do que a média.

Uma em cada quatro das mulheres pesquisadas, ou 25%, disseram que a barreira da língua foi um dos desafios que enfrentaram como minoria étnica no exterior. Outras 21,1% disseram que experimentaram conflitos culturais, com 7,2% citando o racismo. Mais de 10% das mulheres entrevistadas também tiveram conflitos com os seus filhos e enfrentaram dificuldades financeiras.

Aquelas que falam coreano e apreciam a culinária coreana, bem como aquelas nos estágios iniciais de imigração no exterior apresentam um maior nível de apego à sua origem coreana, disseram os pesquisadores.

Por: Claire Lee (dyc@heraldcorp.com)
Tradução: Bruno Kim
Fonte: The Korea Herald (http://m.koreaherald.com/view.php?ud=20160328000744&ntn=0#jyk)


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2 COMENTÁRIOS

  1. Eu fico me perguntando se morar na Coréia do Sul é bom. Já conheci alguns coreanos que falam que o Brasil é maravilhoso e não pensam em ir embora apesar de toda essa violência e corrupção. As nossas culturas são muito diferentes, e muitos reclamam de como às coisas funcionam por aqui, mas mesmo assim querem morar, criam os filhos e até morrer aqui pois adoram o país. Muitos brasileiros reclamam daqui e querem abandonar o Brasil. E engraçado como tem muitas pessoas de fora que dão mais valor do que nós mesmos. Interessante essa avaliação. Espero que às coisas no Brasil melhorem com o tempo, e mais estrangeiros que estejam dispostos em melhorar nosso país pensem em vir ao nosso país e ensinar mais sobre suas culturas.

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