Faz três ou quatro semanas que minha coluna estreou aqui no Koreapost e eu imagino que algumas pessoas devam se perguntar por que eu estou aqui, o porquê de o nome da coluna ser “Coreia na Real” e como esta brasileira de ascendência italiana se sente no direito de escrever sobre um país asiático.

Um dia, a 4 anos atrás, a minha filha chegou da casa de uma amiga dizendo que a mesma a apresentara um novo gênero musical, o K-Pop, e que com certeza eu iria gostar (vale ressaltar que minha filha é única, somos muito unidas e compartilhamos muitas coisas desde a sua tenra idade). Ela me mostrou o video-clipe (que hoje eu sei que se chama MV), de It’s War do grupo MBLAQ. E depois desse, vieram outros – SHINee (que foi nossa primeira paixão), Girls Generation, Super Junior, 2NE1… E eu como ex-bailarina de formação, me encantava cada vez mais com as coreografias e sentia falta da música POP dos anos 80 (meu tempo de adolescente) afinal, meu maior ídolo infelizmente já se fora (Michael Jackson) e estava faltava faltando algo do gênero no cenário musical.

Até aí, poderia ter ficado só nisso, não é? Mas não, A Eduarda decidiu mergulhar de cabeça na Onda Hallyu e me levou junto… Começamos a assistir, filmes, doramas, e a curiosidade sobre essa terra que tem mais semelhanças com a nossa do que eu imaginava, começou a habitar as nossas vidas.

Eu e a Duda na KBEE, provando o inesquecível "franguinho" coreano. Foto: Arquivo Pessoal
Eu e a Duda na KBEE, provando o inesquecível “franguinho” coreano. Foto: Arquivo Pessoal

Em Agosto de 2014, através de uma promoção para uma tarde de autógrafos (fansign) com o grupo Vixx, conhecemos o maior portal de cultura coreana da atualidade, o SarangInGayo – Amor à Música Coreana.  Neste mesmo dia, tivemos a oportunidade de visitar a KBBE – Korean Brand & Entertainment Expo onde eu tive meu primeiro contato com outros aspectos da cultura coreana, fora da música. Conheci produtos, empresas, comidas, destinos para viagem, enfim, o leque da Coreia se abriu à minha frente. A esta altura, a Eduarda, no 2º ano do Ensino Médio, já estava decidida que iria fazer faculdade na Coreia!

Alguns meses mais tarde, o SarangInGayo abriu uma seleção para tradutoras inglês/português a qual me candidatei e fui aprovada!! A partir daí, iniciei meu contato com outras tantas formas da cultura coreana, indo a eventos, conhecendo pessoas, assistindo à shows. Com a equipe do “SIG” vivemos alguns dos momentos mais felizes do último ano e meio. Conhecemos pessoalmente o grupo favorito da Eduarda, o Cross Gene e estivemos no espetacular show do BTS.

Devido à área que fui designada para escrever fui me aprofundando cada vez mais na cultura coreana através da leitura de jornais diários do país. E com a ideia da Duda querer ir estudar e viver lá, eu sentia a necessidade de saber sobre tudo, o que o país tinha de bom e de ruim também. Nessa nossa jornada, encontramos muitas pessoas, que iludidas pelos doramas, sonham em ir para a Coreia sem pesar os prós e os contras. Eu já estava apoiando a decisão da minha filha mas queria que ela estivesse ciente do que iria enfrentar.

A Coreia esteve segregada em si mesma e ao mundo asiático durante muito tempo. É normal que haja uma dificuldade inicial em, de repente, se ver sendo um destino preferencial para a imigração. Mas quem vai, tem que saber o que vai enfrentar e daí surgiu o meu desejo de pesquisar a “Coreia na Real”.

A Carol Lee e a Duda, no dia em que nós nos conhecemos, no Festival de Cultura Coreana em Setembro/15. Uma parceria profissional que evoluiu para uma bonita amizade. Foto: Arquivo Pessoal
A Carol Lee e a Duda, no dia em que nós nos conhecemos, no Festival de Cultura Coreana em Setembro/15. Uma parceria profissional que evoluiu para uma bonita amizade. Foto: Arquivo Pessoal

Esta oportunidade veio quando conheci a editora chefe do Koreapost, a Carol Lee e o colunista Bruno Kim. Eles já tinham visto o teor de alguns dos meus textos e me convidaram para ter uma coluna semanal, só falando da realidade da Coreia. Só que em minhas pesquisas eu as vezes me deparo com temas difíceis de se falar a respeito e para dizer a verdade, me deixam preocupada se a comunidade coreana, que é uma grande parte dos leitores do Koreapost, não se sente incomodada de ter uma brasileira a expor suas feridas.

Contudo, o apoio da Equipe do Koreapost, somada a minha vontade de pesquisar e me informar cada vez mais, me fazem buscar fontes confiáveis, para trazer para o leitor textos verdadeiros e de qualidade.

Meu intuito é cada vez, falar das tantas coisas maravilhosas que existem na Coreia (e que a Eduarda está prestes à conferir “in loco” pois em breve estará embarcando para lá, para realizar uma parte de seu sonho) mas também, unir os apreciadores da cultura dos aspectos gerais do país, para que outros possam ir atrás de seus sonhos com os pés no chão.

Aproveito para agradecer aos meus leitores, pelos comentários, discussões e opiniões que tanto enriquecem o nosso trabalho. A coluna Coreia na Real e o Koreapost, são para vocês!


Disclaimer: As opiniões expressas em matérias traduzidas ou em colunas específicas pertencem aos autores orignais e não refletem necessariamente a opinião do KOREAPOST.



3 COMENTÁRIOS

  1. Parabéns ao KOREAPOST por ter sua presença semanal. Muito boa, sua apresentação ao público de leitores. Espero um pouco de tudo, nenhuma história é toda colorida! Te desejo sucesso!

  2. Obrigada por contar sua história, me identifiquei por que também possuo descendência italiana e meus pais, de inicio, estranharam muito o meu vício repentino e disseram que eu tava louca hahahaa. Hoje, assim como eu, minha é completamente viciada por doramas, o que é ótimo porque é um momento que passamos juntas. Parabéns pelo texto e estou ansiosa por mais! FIGHTING!!!

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