Foto das estátuas de Ondal e a Princesa Pyeonggang no monte Achasan em Gwangjin-gu, Seul. Fonte: OhMyNews

A história de Ondal, o Tolo e a Princesa Pyeonggang de Goguryeo, retratada no drama River Where the Moon Rises“, pode parecer estranha ou até mesmo implausível em alguns momentos. Como resultado, a lenda é frequentemente vista como folclore histórico sobre um homem pobre que se torna bem sucedido e uma mulher que foi sábia ao ver o potencial dele.

Uma princesa teimosa

O início da lenda se dá no palácio real onde o rei Pyeongwon de Goguryeo governou de 559 à 590. A princesa Pyeonggang, uma das filhas do rei, era muito chorona e, devido ao seu choro constante o rei se irritou e a ameaçou de conceder a mão dela em casamento para Ondal, o tolo, caso ela não parasse.

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No drama que retrata a lenda, ji soo interpreta ondal. Foto: kdrama stars

Ondal era um morador de rua e vivia do lado de fora do palácio, havia rumores de que ele era demasiadamente feio. As pessoas costumavam vê-lo pedindo comida para ele e para a mãe, que possuía deficiência visual. Devido a aparência dele, as roupas sujas e o comportamento aparentemente tolo, as pessoas tornaram estes motivos para o ridicularizarem, assim ganhando o apelido de “O tolo”.

Quando a princesa completou 16 anos, o rei queria que ela se casasse com um nobre rico e poderoso. A princesa então, com sua grande teimosia e se opondo aos desejos do pai, insistiu que ele mantivesse a promessa de dar sua mão em casamento para Ondal. Se sentindo confuso e bravo, o rei contou para a filha que estava apenas querendo provocá-la, mas a princesa não quis ceder. A discussão é encerrada quando a princesa decide sair do palácio em busca de seu futuro marido.

O Casal Incomum

Quando encontrou e adentrou a casa humilde de Ondal, a princesa Pyeonggang contou imediatamente para a mãe dele que gostaria de se casar com Ondal, que por sua vez estava pegando cascas de árvore para comer. O perfume e pele macia fizeram com que a mãe de Ondal percebesse que a moça era da nobreza e por isso disse à princesa que eles eram muito pobres e alguém como ela não poderia morar ali.

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Kim so hyun interpreta a princesa pyeonggang. Foto: kdramapal

A princesa no entanto continuou determinada a se casar com Ondal, quando este retornou, ouviu da princesa os motivos que a levaram até sua casa. No primeiro momento ele fica desconfiado e com raiva, acaba mandando a princesa embora. Porém, ela conquista a confiança dele, depois que vende um anel de ouro para comprar uma casa nova para ele, comida, terra e um cavalo. A princesa não só tirou Ondal e sua mãe da pobreza como pagou para que ele estudasse e ofereceu treinamento profissional em artes marciais.

De Tolo à Herói

Ondal surpreendeu a todos ao mostrar que ele não era nem um pouco idiota, pelo contrário, ele era muito talentoso. Ele começou a ganhar destaque nas competições anuais de artes marciais, e chamou tanta a atenção que o rei o notou e perguntou seu nome. Quando o rei escutou a resposta do rapaz, ficou impressionado e o convidou para ser general honorário do exército real.

O rapaz logo demonstrou bravura e destreza militar quando o exército da Dinastia Zhou do Norte da China atacou as terras de Goguryeo. Diz a lenda que Ondal sozinho conseguiu matar mais de 20 soldados rapidamente, por isso, ele serviu de inspiração para o seu exército à busca da vitória. Ondal, o idiota, virou oficialmente um héroi militar e foi reconhecido como genro pelo rei Pyeongwon.

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Estátua de ondal no ondal tourist park na província de chungcheong do norte, coreia do sul. Fonte: koreatour

Morrer pelo País

Quando o rei faleceu, seu sucessor foi Yeongyang, o filho mais velho de Pyeongwon. Um dia, o general Ondal pergunta ao novo rei se poderia liderar o exército para recuperar as terras ao sul, tomadas pelo Reino de Silla. O rei Yeongyang permitiu que Ondal fosse retomar as terras, pois acreditava que Goguryeo precisava fortalecer sua presença no sul.

Infelizmente, o ex-morador de rua que se tornou um herói nunca mais retornou, ele foi morto por uma flecha perto do monte de Achasan. Desde então, foi lembrado no país como um símbolo de superação da pobreza.


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