A Corporação de Transportes de Busan (BTC) anunciou que iria começar um projeto piloto no metrô, de vagões somente para mulheres durante os horários de pico, a partir do 22 de Junho. Mas o movimento desencadeou intensa controvérsia sobre a eficácia de tal política ser favorável somente às mulheres, com alguns dizendo que esta poderia ser uma discriminação inversa contra os homens.

O projeto-piloto, limitado a Linha 1 do Metrô de Busan por enquanto, visa proporcionar conforto e comodidade para as mulheres e especialmente às mulheres grávidas e mulheres com crianças, bem como para impedir diversas formas de crimes, incluindo o assédio sexual, tendo como alvo os passageiros do sexo feminino. O período de experiência vai durar três meses, de 22 de Junho até o dia 19 de Setembro, entre as 07:00 e 09:00, e 18:00 e 20:00, diariamente. O quinto vagão em trens do metrô de oito vagões, foi designado como o vagão somente para mulheres.

Esta foi a primeira vez que vagões de metrô só para mulheres são operados na nação. No entanto, esta não foi a primeira tentativa de implementação da política.

O Metrô de Seul e a Seoul Metropolitan Rapid Transit Corporation fizeram tentativas em 2007 e 2011 para operar vagões semelhantes nas horas de pico, mas foram recebidos com forte oposição, incluindo alegações de que eles estavam promovendo “discriminação reversa” para os homens. Ambos os esforços foram finalmente desmantelados. A Corporação de Transporte Metropolitano de Daegu também tentou implementar a política em 2013, mas foi confrontada com resistência semelhante do público, resultando num projeto que está sendo adiado indefinidamente.

A Mesm Iniciativa Já Existe No Metrô De Tokyo, No Japão.
A mesm iniciativa já existe no metrô de tokyo, no japão.

E mais uma vez, o plano de Busan para operar esses vagões femininos já está sendo confrontado por desaprovação e crítica. “Se eles estão realmente tentando proteger as mulheres, o governo deveria reprimir os molestadores no metrô ou implementar políticas que podem incentivar os cidadãos a denunciar essas pessoas“, disse um internauta. “Eles estão basicamente dizendo que as mulheres são o problema“.

Outro internauta escreveu: “Isso pode fazer com que haja um desintendimento para algumas pessoas, que podem vir a pensar que as mulheres que não andam nos vagões designados à elas sentem-se confortáveis com o assédio sexual. E se ocorrer esse assédio, pode haver situações em que as mulheres assumam a culpa por não usar os vagões designados“.

BTC ainda não reagiu às críticas que se espalham, e é provável que a corporação avance com o plano. Após um período experimental de três meses, a corporação irá determinar se deve continuar com a operação, com base na experiência e parecer dos passageiros e da opinião pública.


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