No dia 14 de fevereiro foi comemorado na Coreia o “발렌타인 데이‬”, ou “Valentine’s Day”. É o que o equivalente ao “Dia dos Namorados” no Brasil e movimenta os corações e esforços de solteiros, namorados e casados de todo o país! E dá-lhe fila para comprar bolos e chocolates, surpresas para o amado e casais apaixonados de mãos dadas. Teoricamente, na Coreia nessa data são as mulheres que dão presentes para os homens. E ainda teremos no dia 14 de março o “화이트 데이”, ou “White Day”, quando é a vez dos homens presentearem as mulheres. Datas comerciais? Sim, são datas muito exploradas comercialmente, mas que tem um grande apelo sentimental.

Uma das coisas que mais gosto ao fazer esta coluna semanal é a oportunidade de interagir com os leitores interessados na cultura coreana. Muitos deles acabam adicionando-me no Facebook, o que acho super bacana e o que me faz ver o alcance que o Koreapost tem. E alguns desses leitores (ou melhor, deveria dizer “leitoras”) acabam me fazendo perguntas relacionadas a relacionamentos com coreanos: como são os coreanos num namoro, o que significa a data de 100 dias, como elas devem agir diante do eminente encontro com os pais e assim por diante.

E por coincidência, hoje estava dando uma navegada pela internet quando vi no canal do YouTube do divertido blog “Mais Viagem, Por Favor” um vídeo tratando sobre o tema, vale a pena assistir mesmo que você não esteja afim de alguém:

Eu já havia abordado o tema em um post passado (“5 Maneiras de Agarrar um Oppa“, quem leu?) mas gostaria de afirmar novamente: não existem regras e nem todos os coreanos são iguais. E é dessa maneira que eu acabo respondendo às leitoras que fazem perguntas sobre esse tipo de relacionamento.

No caso de meninas brasileiras interessadas em caras coreanos, só o fato do local e do tempo onde ele vive nele já fará uma graaande diferença! Alguém que cresceu na Coreia já é muito diferente daquele que cresceu no Brasil. E alguém que mostrou um interesse por uma brasileira provavelmente é diferente de alguém que não teria interesse em namorar uma brasileira, pois para isso acontecer deve ter uma “cabeça mais aberta”, como dizem a Amanda e a Marcella no vídeo acima.

No fim das contas, o que digo para elas é que não importa se o cara é coreano ou não. O importante é o quanto ele gosta de você e está disposto a batalhar para enfrentar as prováveis dificuldades que haverão no caminho. Porque se ele realmente gosta de você, irá até o fim do mundo para que dê tudo certo! Coreanos estranhos? Claro que existem, assim como existem brasileiros estranhos, americanos estranhos e assim por diante. Caso realmente queira relacionar-se com um coreano ou coreana, não se apegue a regras e estereótipos. Seja você mesmo(a), respire fundo e vá em frente! 😉

E por curiosidade, quem entendeu a referência da foto acima do Will Smith?


Disclaimer: As opiniões expressas em matérias traduzidas ou em colunas específicas pertencem aos autores orignais e não refletem necessariamente a opinião do KOREAPOST.



7 COMENTÁRIOS

  1. Oi Bruno, tudo bem? Primeiramente devo dizer que já acompanho o blog a algum tempo e gosto muito dos seus artigos! Sempre consegue transmitir muito bem suas ideias e pontos de vista.
    Achei particularmente interessante este artigo pois me insiro no caso acima: tenho uma namorada coreana! Estamos juntos a 2 anos e 8 meses (namoramos e moramos juntos por 7 meses e o restante do periodo foi de relacionamento a longa distância, eu no Brasil e ela na Coreia!).
    Apesar da – gigantesca – distância, brinco com ela que estamos “longe” mas ao memso tempo estamos perto! Em dezembro passei 1 mes lá, conheci a família e amigos dela e posso dizer: estamos mais sérios do que nunca! (Inclusive comecei aulas de coreano!!). Enfim, seu texto é muito válido: não há esteriotipos ou formulas magicas, independente da nacionalidade. Apesar das diferenças culturais, no fim o que vale é o sentimento!
    forte abraço e perdoe o longo texto!!

  2. Oi Bruno ri muito kkkk, lembrei quando te pedi dicas a respeito do meu namoro com coreano, estou curtindo muito, como vc me disse siga seu feeling hahhaha. O blog é mara!! 😊

  3. Adorei a coluna e seus conselhos, Kim!
    Muito explicativos e fácil de entender. Realmente temos que ser nós mesmos e cada caso é um caso, concordo plenamente com você neste ponto!
    A propósito já tinha lido seu post anterior “5 Maneiras de agarrar um oppa”, que também gostei bastante!

    Eu sou uma das leitoras que te adicionaram no face haha

  4. Essa postagem me fez pensar uma coisa: eu não sei se namoraria uma pessoa que tem um interesse estrito por brasileiras. É meio esquisito não? “Pode ser qualquer uma, contato que brasileira.” É mais ou menos como vejo certas pessoas dessa geração de apaixonados por coreanos, que inclusive há poucos anos atrás chamavam coreanos de japoneses (e ainda hoje confundem chineses com coreanos). Reduzem as pessoas aos olhos, assim como reduzem outras ao tom da pele. Eu entendo um pouco isso de paixonite platônica derivada de filmes/dramas porque quando eu tinha onze anos eu gostava de alguns atores de Harry Potter, mas era uma coisa consciente que não me impedia de enxergar o mundo real nem limitar meus relacionamentos e interesses somente por pessoas inglesas, por motivos óbvios: pessoas não são produtos de supermercado. Então eu acho realmente assustador as pessoas terem tanto interesse em namorar um coreano a qualquer custo porque o idol preferido é coreano e porque a Coreia é muito legal e porque coreanos são bonitos ou seja lá qual o argumento sem sentido. Aí alguém fala “ah, mas é questão de gosto” então é um gosto muito racista já que só enxerga as pessoas baseadas na nacionalidade/ascendência delas. Enfim, nada contra quem viaja sem segundas intenções e encontra um amor do outro lado do mundo porque eu acredito que isso é mais que possível. Mas tudo contra quem planeja um relacionamento como se fosse um troféu a ser garantido. Desejo só que as pessoas sejam sinceras com seus corações e se permitam envolver com outras pessoas verdadeiramente.

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