O cantor coreano Lee Hee-moon, às vezes, entra no palco com trajes do gênero oposto. Vestindo uma peruca encaracolada e salto alto, Lee comanda o palco, apoiado por uma banda de rock.

A música, no entanto, é inspirada na música tradicional coreana.

Apesar de gugak – cantores de música tradicional coreana – serem geralmente associados a uma imagem antiquada, Lee se diferencia com sua música, sua maneira e aparência.

O Korea Herald se encontrou com o cantor de 44 anos para uma entrevista no Grand Hyatt Seoul na quarta-feira. Ele foi painelista do 10º Fórum de Comunicação Cultural organizado pelo Korea Image Communication Institute.

Desde que nasci, só vi mulheres [sendo] cantoras tradicionais. A cena folclórica coreana tem sido fortemente dominada por mulheres. Para os homens serem cantores de músicas folclóricas, existem certas limitações. Então eu pensei em oferecer uma reviravolta na realidade”, disse Lee.

Além disso, a música tradicional está fortemente ligada ao xamanismo. Os xamãs eram principalmente mulheres também. O cross-dressing foi inspirado por isso também”.

Em vez de sustentar a tradição, Lee tem trabalhado em seu próprio método de entregar a forma de arte secular ao público de hoje.

Lee chamou a atenção em 2017, quando a banda de glam rock SsingSsing – na qual Lee era o líder – se apresentou na série Tiny Desk Concerts organizada pela NPR, uma estação de rádio pública americana. O vídeo, carregado no YouTube, teve 3,6 milhões de visualizações no início de julho.

Além da voz do vocalista, todo o resto do SsingSsing é ocidental, dos instrumentos e ritmos às melodias. O elemento mais essencial, no entanto, que é a voz do cantor, baseada no folclore tradicional coreano”, disse ele.

A nova abordagem da banda foi largamente apreciada tanto em casa quanto no exterior, e muitas vezes foi saudada como uma tentativa bem sucedida de interpretação moderna da música tradicional coreana.

Como o SsingSsing se desfez no ano passado, Lee agora espera passar para a próxima fase de sua carreira.

Eu amo o trabalho que a SsingSsing fez. Mas eu quero estar mais confiante sobre o meu próprio som. Então, agora estou tentando trabalhar com instrumentos de ritmo, sem uma melodia”, disse ele.

Lee diz que ele sempre procura por novos estilos e maneiras de mostrar sua história.

Ser artista é sobre deficiências. No palco, as deficiências são estabelecidas. Realizar é um processo de superar as deficiências”, disse ele.

Alguns trabalhos do artista podem ser conferidos no site pessoal de Lee Hee Moon.

Entrevista realizado por Im Eun-byel.


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