Nas últimas semanas, a pandemia do coronavírus trouxe à cena do k-pop uma pausa sem precedentes. A maioria dos shows e meetings, nacional e internacionalmente, foram cancelados ou adiados, enquanto os programas de TV estão sendo gravados sem público.

A crise está atingindo toda a indústria do k-pop, mas as agências pequenas e médias estão sofrendo ainda mais, já que seu modelo de negócios depende, pesadamente, da venda de ingressos, de mídia física e do financiamento internacional.

“Tudo parou. As empresas pequenas estão tendo que lidar com um lucro quase nulo e todo o que eles podem fazer é reduzir os custos o máximo que podem”, disse Kim Gyo-sik, chefe da agência de relações públicas de k-pop HNSHQ. 

“Se essa pandemia continuar por muito tempo, muitas delas vão à falência, num efeito  dominó. É só uma questão de tempo. Mesmo as empresas grandes não conseguirão se recuperar”. 

DKB. Foto: Brave Entertainment

Big Hit, SM, JYP YG são consideradas as quatro maiores agência e dominam o mercado do k-pop, enquanto Pledis, Starship, FNC Cube são consideradas o “segundo escalão”. Com o aumento da popularidade do k-pop no mundo todo, diversas agências pequenas surgiram, na grande maioria para abrigar um grupo recém-formado.

Comparada a outras indústrias, os novos grupos têm mais oportunidades na ágil indústria do k-pop, já que muitos fãs gostam de crescer com o grupo, acompanhando-o logo do começo. Mas, também é verdade que os grupos novatos estão mais vulneráveis durante tempos difíceis.

Logo no começo, é importante para eles criarem um fandom estável, utilizando-se de vários eventos offline, que permitem uma maior interação com os fãs. Muitos grupos novatos também vão para fora do país logo após sua estreia, para que possam criar um fandom internacional rapidamente.

Graças à pandemia, entretanto, suas carreiras que ainda começavam a brotar, ficaram, praticamente, paradas.

Um exemplo, é o grupo DKB, da Brave Entertainment. O grupo tinha planejado começar suas promoções no Japão – o maior mercado do k-pop fora da Coreia – no começo de abril, mas os planos foram cancelados.

“O DKB deveria se apresentar na KCON no Japão e lançar seu primeiro álbum japonês, no dia 7 de abril. Mas tudo foi por água a baixo. É difícil medir o dano total”, diz Kang Heuk-cheol, chefe de marketing da agência.

Kang expressa suas preocupações com o futuro dos novatos, dizendo: “O DKB deveria estar pavimentando o caminho para o seu fandom agora.”

Ateez, VAV e ONF, grupos que começaram a ganhar muita popularidade internacional recentemente, tiveram que remarcar as datas de suas turnês na Europa e nos Estados Unidos.

“Nós fizemos uma reestruturação modesta, recentemente”, disse Ryan Jhun, chefe da A Team Entertainment, casa do VAV. “Os nossos planos de estrear um grupo feminino também foram pausados.”

Se preparando para o golpe, muitos atos estão apostando nas promoções online.

Foto: n.CH Entertainment

TOO, um grupo da n.CH Entertainment que estreou este ano, fez sua apresentação à mídia através de uma live no Youtube, enquanto o MCND, da Top Media, fez seu evento de estreia através de um chat ao vivo com os fãs. Outros grupos como Newkind, GWSN, D-Crunch3YE também compartilharam vídeos caseiros para continuar se comunicando com os fãs.

“Estar online é melhor do que não fazer nada, mas não ajuda a melhorar o lucro imediatamente”, diz Hwang Jeong-gi, chefe da agência de talentos JG Star Entertainment“É um investimento de longo prazo”. 

Ele diz que algumas agências estão considerando cobrar por eventos online e um crescente número de operadores de plataforma já estão procurando por colaborações.

“É um período difícil para todos nós, e os pequenos negócios deveriam se unir para criar um plano mais prático de sobrevivência”, completa.


Disclaimer: As opiniões expressas em matérias traduzidas ou em colunas específicas pertencem aos autores orignais e não refletem necessariamente a opinião do KOREAPOST.



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