Desde que começou a pintar na década de 1970, Suh Yong-Sun guardou uma grande questão no fundo de sua mente, que ficou sem resposta até agora.

Em sua nova exposição “Cor & Espaço” no Museu Kim Chong Yung em Seul, ele mostra seus esforços e processos para combater a influência que o budismo teve na cultura e sociedade coreana. Por algumas razões inexplicáveis, ele, como artista, sentiu que devia uma resposta para essa questão através da arte.

O artista Suh Yong-Sun posa para a foto no Museu Kim Chong Yung em Seul, no dia 07 de Outubro. Foto: Yonhap.

Parecia que era uma lição de casa que precisava ser feita. Eu pensei sobre como expressar em meu trabalho a influência religiosa na sociedade coreana. Eu acredito que todos os coreanos têm a mesma pergunta“, disse o artista de 65 anos, enquanto atendia a repórteres.

A exposição não é somente um grande guia de seu trabalho anterior no assunto, mas é sua primeira tentativa séria de escultura em madeira. Anteriormente, ele pintou principalmente pessoas, incluindo ele próprio, um assunto que foi cuidadosamente estudado e expresso em muitas obras. Ele também é conhecido por suas intensas obras sobre a história trágica da Coreia, contos míticos, e os sofrimentos de pessoas da classe trabalhadora durante a rápida industrialização do país. Por exemplo, por 20 anos ele pintou a história de vida trágica de Kig Danjong da Dinastia Joseon (1392-1910), que foi exilado e morreu.

No salão de exposição de dois andares, uma série de esboços de Budas sentados, pintados por vezes nas páginas de revistas rasgadas ou em um mapa, são apresentados junto com as pinturas de Budas em cores primárias. Contra o pano de fundo das pinturas, crus em aparência, altas esculturas de madeira de Budas e Bodihisattvas se erguem no meio do salão.

Song Seon-Gil, monge chefe do Templo Heungbok, por Suh Yong-Sun, medindo 80x100cm, acrílico em tela, 2004-2006. Foto: Yonhap.

Entre a exposição estão três retratos de Song Seon-Gil, monge budista chefe do Templo Heungbok. O pintor contou sobre um episódio memorável com o monge muito tempo atrás, quando ele visitou o templo na cidade mineira de Taebaek, na província de Gangwon.

O artista foi profundamente tocado ao ver o monge manter as lápides e pagar respeitos aos espíritos de centenas de mineiros que morreram durante vários acidentes na cidade, mas não tinham famílias para se lembrar deles. Ele disse que sentiu a forte benevolência do budismo naquele momento.

A arte de Suh Yong-Sun no Museu Kim Chong Yung em Seul, em Outubro de 2016. Foto: Yonhap.

O professor de arte antiga da Universidade Nacional de Seul, foi escolhido como o “Artista do Ano” em 2009 pelo Museu de Arte Moderna e Contemporânea (MMCA). Ele também ganhou o Lee Jung-Seob Award de 2014, um prêmio anual para aqueles que mantém o espírito de Lee Jung-Seob, um dos artistas mais célebres da Coreia. Ele deixou seu emprego de professor naquele ano e foi viajar e participar em programas de residência artística nos EUA, Alemanha, Japão e China.

Para aqueles que gostariam de ver suas pinturas que não têm nenhuma inclinação religiosa, a Galeria Nook em Samcheong-dong abriu outra exposição de Suh Yong-Sun que irá até o dia 5 de Novembro. “Suh Yong-sun’s Inwang Mountain” (ou “A Montanha Inwang de Suh Yong-Sun” em português) mostra cerca de 30 peças de arte em seu recente trabalho, principalmente de paisagens da cidade.

A exposição “Cor & Espaço” vai até o dia 20 de Novembro.

“Daritgol” de Suh Yong-Sun, medindo 91,3×116,7cm, acrílico em tela, 2016. Foto: Yonhap.

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